segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Derrubar uma Ditadura para Implantar Outra


Há alguns anos, assisti à primeira parte do filme Che. No geral não achei o filme lá grande coisa, mas a ideia de que é muito fácil contar uma história, mesmo baseada em fatos, buscando influenciar as pessoas que vão assistir para enxergarem com mais empatia a opinião de quem a reproduz, é nítida.

Mas isso não vem ao caso. O que me intrigou, pelo fato histórico, é que a revolução Cubana, liderada por Fidel, seu irmão e com Che Guevara como seu braço direito, lutou para derrubar uma ditadura, só que quando eles conseguiram, depois de muito sangue derramado, o que aconteceu? Outra ditadura, esta que perdura até hoje.

Não é da minha alçada e nem competência analisar se Cuba é um paraíso ou o inferno, mas me intriga muito como o ser humano consegue mobilizar outros semelhantes para coisas que em tese não fazem sentido.

Como Hitler conseguiu fazer com que seus compatriotas e boa parte da Europa considerassem os Judeus dignos de morte?
Como Osama Bin Laden e centenas de outros líderes Islâmicos conseguem até hoje fazer pessoas acreditarem que a morte é um pedido de Deus?
Como alguns presidentes americanos conseguem fazer com que seu povo seja favorável à guerras e invasões?

O mundo está a cada giro mais fora de controle, a ambiguidade é tão grande que acreditam na morte para ter vida, acreditam que a guerra pode trazer paz e acreditam que a fé se encontra no desespero.
No final das contas, sempre o sangue derramado é daqueles que nunca sequer chegariam perto do poder e do dinheiro daqueles que organizaram suas mortes.

É... O mundo está ao contrário e ninguém reparou...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...