Muitas vezes já disse para pessoas próximas que não gosto e não indico à ninguém livros de autoajuda.
Não é por causa dos autores e nem por causa dos assuntos e
sim por uma questão muito mais simples.
Não existem pessoas iguais. Cada um tem
um problema diferente, que pode até ser parecido com o de outras pessoas, mas
que foi causado de outras maneiras, em outras circunstâncias, com outras idades
e etc...
Então não é possível fazer com que uma palavra ou atitude
que sirva para uma pessoa, necessariamente vá servir para outra. Não existe
receita de bolo para a felicidade do ser humano.
Pensemos em irmãos, dos mesmos pais e que vemos tão
diferentes, desde a infância, até a vida adulta. Até mesmo gêmeos por vezes podem
ser muito diferentes entre si.
Mas porque será que isso acontece, se os pais sempre dizem
que deram os mesmos conselhos e a mesma educação para os dois e isso
eventualmente é mesmo verdade?
Primeiro, porque por mais que os pais tentem ver seus filhos da
mesma forma, por cada um deles ter uma personalidade diferente eles enxergam
de formas distintas os pais. Ou seja, não é o fato da educação ser a mesma, mas
sim as crianças serem diferentes. Uma pode entender um – Tira a mão daí! – Como
uma afronta a outra pode entender como um aviso de segurança e o comportamento
de cada uma será diferente para a mesma frase.
A hierarquia entre os irmãos também ajuda a cada um ter uma
personalidade divergente. Por mais que queiram, não é possível ter as mesmas
regras para filhos de idades diferentes e ao ter palavras, escolhas e atitudes
diferentes um dos filhos pode se sentir superior ou inferior ao outro.
Essas, entre tantas outras situações, explicam porque as
pessoas não devem se preocupar e nem se culpar por ter filhos tão diferentes
criados em mesmos ambientes e nem tampouco os filhos devem se achar estranhos
por serem diferentes de seus irmãos. Somos únicos e isso é maravilhoso e não há
receita nem modelo certo e nem mesmo devemos achar que há algo errado em ser
diferente. Errado é tentar ser igual!

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