segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Fake News



Em um país onde a educação é relegada ao descaso e o acesso às notícias está ao alcance das mãos via telefone celular e rede de dados, mostra-se cada vez mais preocupante a infame brincadeira que diz: "Se está na Internet, é verdade."

Munidos de falta de caráter e sem nenhuma vergonha, pessoas inventam estórias, tentam desmentir a história, recriam fatos com versões diferentes, fazem montagens de fotos e espalham notícias absurdas usando o nome e a imagem de influenciadores, entre tantas outras barbaridades.

Tudo isso porque sabem que o brasileiro é um povo fácil de ser enganado. No começo, eu ficava indignado, pois achava um tremendo absurdo existir pessoas que acreditam nesse tipo de notícia. E olha que nem estou falando sobre as fake news que, por vezes, saem até nas grandes mídias, e sim daquelas mais grosseiras, em que é possível perceber erros gritantes nos fatos. Mas desisti de me indignar, pois entendi que, infelizmente, muitas pessoas não têm conhecimento suficiente para perceber as mentiras.

E são tantos os boatos espalhados pela rede que existem sites especializados em desmentir essas "reportagens", tais como boatos.org e e-farsas.com. Porém, infelizmente, o número de pessoas que, antes de compartilhar, se dá ao trabalho de verificar a veracidade da notícia é ínfimo.

Muitos, eu diria a maioria, espalham por falta de conhecimento, por ingenuidade. Mas existem aqueles que espalham mesmo sabendo que estão disseminando discórdia, aumentando o ódio e, por vezes, levando até à morte, como foi o caso, há alguns anos, de uma moça que teve sua foto divulgada como sendo uma sequestradora de crianças e acabou sendo linchada sem sequer saber o que estava acontecendo. Na Índia e no Paquistão, meses atrás, homens foram linchados até a morte por vídeos falsos vazados na Internet.

Assim como vigaristas dão golpes todos os dias nas ruas, vendendo bilhetes premiados para pessoas da terceira idade, simulando sequestros por telefone, entre tantas outras maldades, os espalhadores de fake news agem em troca de pagamento ou favores. Enquanto recebermos em nossas caixas de correio mensagens ridículas de bandidos que querem nossos dados e senhas, teremos certeza de que muitas pessoas ainda caem em golpes como esses.

Há quem diga ainda que o mundo é dos espertos. Eu diria que o mundo é daquela minoria que, há tempos, consegue se desviar desses espertos. Mais cuidado com o que vamos espalhar, gente. Não podemos ser massa de manobra para bandidos cibernéticos. Vamos pesquisar e incentivar os amigos e colegas a checarem as notícias antes de passá-las adiante!

Boa semana!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Liberdade de Expressão


Basta passar 15 minutos nas redes sociais para termos certeza de que, no nosso país, falta empatia e, claro, educação.  
Sempre que passamos por um período de eleições, as disputas deixam o campo das propostas, projetos e discussões civilizadas, passando para o 'Meu candidato é o melhor e o seu não presta.'

Nos debates, pouco se fala sobre os planos de governo, e muito tempo se perde em ataques, perguntas capciosas e bate-boca sem fim.

E o pior, nas redes antisociais, criou-se uma polarização desgovernada de ataques contra todos os candidatos e, consequentemente, contra-ataques na mesma moeda.

Xingamentos (com português errado, diga-se de passagem), ofensas e discurso de ódio, de todos os lados. E o pior: poucos percebem a própria incoerência, pois incitam o ódio, mas só enxergam o ódio no oponente. Acham suas ofensas corretas e coerentes, seus argumentos fortes e sua opinião indiscutível. Quanta falta de humildade, quanto egoísmo travestido de opinião política, quanta perda de tempo brigando por pessoas que vão enriquecer (alguns continuarão enriquecendo, como fazem há muitos anos e mandatos) sem nem saber os nomes daqueles que tanto brigaram por eles.

Mas que seja! Cada um tem o direito de pensar e expressar aquilo que bem entender no seu espaço. O que não é permitido, apesar de pouco fiscalizado, são as ofensas, calúnias, agressões verbais e o desrespeito com quem não compartilha do mesmo ponto de vista.

Se uma pessoa teve um parente assassinado e acredita que, se o presidente fosse de direita, isso não aconteceria, deixa ela votar na direita. Se outra acredita que seus filhos se formaram só porque o Governo de esquerda deu a eles essa oportunidade, deixa que votem na esquerda. Se estão felizes com o que acontece no estado de São Paulo, deixem que reelejam o candidato. Você não precisa acompanhar o voto de ninguém, nem tampouco tentar mudar o pensamento de quem já decidiu o que é melhor, na opinião dele. Respeito!

Somos pessoas diferentes e todos temos o direito de viver e expressar nosso pensamento. Existem pessoas conservadoras, existem pessoas mais descoladas, existem pessoas que, para determinados assuntos, são conservadoras, e para outros mais abertas. Enfim, todo mundo é diferente de você. Então, pare de se achar o centro do mundo, o último biscoito do pacote, e aceite as diferenças e divergências.

Afinal, o que é a democracia, senão exatamente isso: escolher o que é melhor para si mesmo?

Ame e respeite aquele que pensa diferente de você e, se não fizer parte da maioria, não se sinta perdedor ou derrotado. Não faça como os políticos que nunca pensam na nação, e sim nos próprios umbigos. Torça, independente de quem vença, por um país melhor e não trabalhe para piorar o país, apenas para que seu candidato seja eleito da próxima vez.

Se todo mundo fizer direitinho a sua parte, o poder sai das mãos de poucos e passa a valer a opinião de muitos.

Deixem as pessoas em paz. Expresse sua opinião, não precisa concordar com a opinião do amiguinho, mas também não precisa comentar com ofensas sobre aquilo que não lhe diz respeito.

Votem conscientes e deixem a consciência de cada um falar por si.

Boa semana!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Maioridade Penal


Este é um assunto muito difícil de ser tratado e precisa ser amplamente debatido. Ser simplesmente a favor ou contra, sem uma mínima análise de tudo que envolve a complexidade social do nosso país, é algo simplório demais.

É possível entender que menores de 18 anos, ou até mesmo de 16, têm maturidade suficiente para saber o que estão fazendo e, portanto, podem ser passíveis de punição severa. Mas é preciso reconhecer também que a reclusão não necessariamente vai transformar o caráter e a personalidade do jovem infrator. Contudo, nem mesmo as medidas socioeducativas geram essa mudança, pois nosso sistema simplesmente não funciona.

Os poucos presos reabilitados são aqueles que cometeram um erro por desespero, medo ou coerção, e que se arrependeram. Mas esses, geralmente, cumprem suas penas integralmente e, ao retornar à sociedade, são excluídos pelo fato de terem um registro criminal.

Eu, na minha modesta opinião, continuo acreditando que manter ou diminuir a maioridade penal não mudará absolutamente nada, exceto criar a ilusão de que jovens infratores serão presos e julgados com 16, em vez de 18 anos. Por que eu acho que isso não mudará nada? Porque, hoje, somos obrigados a assistir a crimes, roubos, estupros e perversões cometidos por pessoas que já têm inúmeras passagens pela polícia. 

São indivíduos que foram presos, mas conseguiram a liberdade mais de 10, 20 vezes! Ou seja, de que adianta prender o menor, ou o adulto, se, em alguns dias, semanas ou meses, ele estará de volta às ruas? De que adianta reduzir a maioridade penal, se não mudarmos as leis, o rigor da punição e a manutenção dos criminosos na cadeia? De que adianta pensar em maioridade penal, quando os maiores criminosos se vestem de terno e gravata, e, às vezes, até mesmo todos de preto? De que adianta reduzir a maioridade penal, se, por um punhado de notas, corruptos, assassinos e ladrões têm sua ordem de prisão revogada pelos nossos magistrados?

Por fim, de que adianta mudar a idade de quem é considerado criminoso se não somos capazes de oferecer educação, escolas e segurança para todos?

No final das contas, que diferença faz?

É complicado e doloroso para as famílias que foram destroçadas pelas armas que circulam nas mãos de crianças aceitar a impunidade. Mas de que adianta prender o menor ou o adulto, se até mesmo aqueles que ajudam a matar os próprios pais ou filhos fazem carinha de anjo, se convertem na prisão e começam a receber benefícios e indultos?

Quantas vezes não ouvimos e vemos crimes, assaltos, entre outros, cometidos por bandidos que receberam o benefício da 'saidinha' da prisão e quantos não voltam nunca mais?

Portanto, acredito que a mudança não precisa estar na idade, mas sim na forma real de punição, independentemente de quem comete o crime.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Timidez


A timidez não é um defeito, e sim uma característica da personalidade do indivíduo.

No entanto, ela pode causar problemas, tanto por atrapalhar momentos que poderiam ser mais agradáveis quanto alegres.

A formação da timidez ocorre logo nos primeiros anos de vida e, como a maioria dos traços, se desenvolve a partir de fatores internos e externos. Desde os primeiros anos de escola, já é possível notar a diferença entre as crianças tímidas e as demais.

Talvez os momentos mais difíceis da timidez aconteçam realmente na fase escolar, pois toda troca de turma que obriga o tímido a interagir com novas pessoas acaba sendo uma grande dificuldade.

As apresentações de trabalho, que exigem que o sujeito fale em frente à classe, e, claro, as constantes gozações feitas por aqueles que se aproveitam das características das pessoas tímidas para tentar se destacar, também são desafios.

Mas não falemos apenas sobre os problemas da timidez; ela também traz benefícios em situações importantes da vida. Os tímidos são os melhores ouvintes, são muito observadores e, o mais importante, por valorizarem mais a totalidade do que o momento e, por serem seletivos, normalmente são os amigos mais leais.

Contudo, profissionalmente, a timidez pode ser um grande obstáculo para o crescimento e promoções. A pessoa tímida tende a preferir não se expor, por vezes não apresentando suas ideias, que geralmente são boas, até que exista certa intimidade (profissional) com seus superiores. E, se for necessário fazer alguma apresentação ou palestra, aí a situação complica de vez.

O resultado dessa timidez no trabalho pode ser a frustração, que, por sua vez, é um grande problema.

Sabemos que características marcantes da personalidade são muito difíceis de serem transformadas, mas questões mais diretas, como, por exemplo, falar em público, podem ser ajustadas com um bom e breve trabalho psicológico.

Não deixe a timidez atrapalhar seu futuro; afinal, você pode continuar tendo todas as qualidades que a timidez traz, mas, ao mesmo tempo, absorver os benefícios que ela eventualmente lhe tira.

Vamos cuidar disso? Procure um tratamento psicológico breve com foco na timidez e mude o que é importante para a sua vida!

Boa semana e até a próxima!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...