Em um país onde a educação é relegada ao descaso e o acesso às notícias está ao alcance das mãos via telefone celular e rede de dados, mostra-se cada vez mais preocupante a infame brincadeira que diz: "Se está na Internet, é verdade."
Munidos de falta de caráter e sem nenhuma vergonha, pessoas inventam estórias, tentam desmentir a história, recriam fatos com versões diferentes, fazem montagens de fotos e espalham notícias absurdas usando o nome e a imagem de influenciadores, entre tantas outras barbaridades.
Tudo isso porque sabem que o brasileiro é um povo fácil de ser enganado. No começo, eu ficava indignado, pois achava um tremendo absurdo existir pessoas que acreditam nesse tipo de notícia. E olha que nem estou falando sobre as fake news que, por vezes, saem até nas grandes mídias, e sim daquelas mais grosseiras, em que é possível perceber erros gritantes nos fatos. Mas desisti de me indignar, pois entendi que, infelizmente, muitas pessoas não têm conhecimento suficiente para perceber as mentiras.
E são tantos os boatos espalhados pela rede que existem sites especializados em desmentir essas "reportagens", tais como boatos.org e e-farsas.com. Porém, infelizmente, o número de pessoas que, antes de compartilhar, se dá ao trabalho de verificar a veracidade da notícia é ínfimo.
Muitos, eu diria a maioria, espalham por falta de conhecimento, por ingenuidade. Mas existem aqueles que espalham mesmo sabendo que estão disseminando discórdia, aumentando o ódio e, por vezes, levando até à morte, como foi o caso, há alguns anos, de uma moça que teve sua foto divulgada como sendo uma sequestradora de crianças e acabou sendo linchada sem sequer saber o que estava acontecendo. Na Índia e no Paquistão, meses atrás, homens foram linchados até a morte por vídeos falsos vazados na Internet.
Assim como vigaristas dão golpes todos os dias nas ruas, vendendo bilhetes premiados para pessoas da terceira idade, simulando sequestros por telefone, entre tantas outras maldades, os espalhadores de fake news agem em troca de pagamento ou favores. Enquanto recebermos em nossas caixas de correio mensagens ridículas de bandidos que querem nossos dados e senhas, teremos certeza de que muitas pessoas ainda caem em golpes como esses.
Há quem diga ainda que o mundo é dos espertos. Eu diria que o mundo é daquela minoria que, há tempos, consegue se desviar desses espertos. Mais cuidado com o que vamos espalhar, gente. Não podemos ser massa de manobra para bandidos cibernéticos. Vamos pesquisar e incentivar os amigos e colegas a checarem as notícias antes de passá-las adiante!
Boa semana!

Nenhum comentário:
Postar um comentário