segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Dependência


Em virtude das minhas férias, semana passada não houve postagem. Mas estou de volta para falar sobre um assunto interessante, que originalmente seria publicado na segunda-feira passada: a dependência.

Quando falamos em dependência, não nos referimos apenas à dependência química, mas também a toda e qualquer situação em que o indivíduo encontra dificuldade de seguir adiante sozinho, tomar decisões por si mesmo, conseguir dormir sem precisar de um medicamento ou até mesmo encarar o dia sem precisar de um incentivo.

Ser dependente significa não ter autonomia na maior parte da própria vida sem recorrer a artifícios externos, sejam eles drogas, álcool, cigarros ou até mesmo pessoas.

Para efeito deste artigo, vamos focar nos dependentes químicos, sejam as drogas consideradas "leves", como a maconha, ou as mais fortes e devastadoras, como a heroína.

O que sempre me gerou questionamentos foi o motivo, a razão pela qual uma pessoa utiliza qualquer alucinógeno, sabendo dos riscos à saúde, apenas para se sentir melhor. Por muitas vezes pensei em solidão, mas essa explicação não fazia sentido, já que a maioria dos dependentes faz uso da droga em grupos. Pensei, então, na busca por aceitação, utilizando a "rebeldia" para se encaixar no grupo das pessoas consideradas legais e descoladas, o que me pareceu fazer mais sentido. Mas ainda assim, não me senti plenamente satisfeito, pois existem muitos outros grupos em que nada disso é necessário e, até ao contrário, que repelem pessoas dependentes.

Então me deparei com uma resposta que me pareceu mais apropriada: a fuga. Sim, fuga de si mesmo. Seja naquele momento em que um "baseado" desliga uns neurônios, trazendo uma sensação de paz, felicidade e companheirismo, seja para escapar da realidade mais sombria da timidez, do embaraço ou das mazelas do dia a dia. Nos casos mais extremos, trata-se de uma fuga completa da realidade, usando drogas mais pesadas, que literalmente “tiram a pessoa do ar”, removendo o presente, o passado e o futuro, mas trazendo uma falsa sensação de bem-estar.

E esse é o maior dos problemas: a dependência se consuma quando viver a realidade se torna impossível, quando encarar o espelho ou acordar e aceitar a realidade sem o "reforço" ilusório se torna inviável.

O grande dilema é descobrir quando a pessoa chega a esse ponto tão grave. O mais difícil não é identificar os motivos da dependência, mas sim quando esses motivos começaram a gerar a necessidade da fuga.

Além disso, é fundamental diferenciar aqueles que conseguem viver dias, meses e até anos sem dar uma tragada, mas eventualmente fumam um "baseado" em uma reunião de amigos para descontrair, daqueles que efetivamente dependem disso para realizar qualquer movimento pessoal.

Por fim, vamos nos lembrar da importância de ajudar e pedir ajuda, pois sozinhos somos muito frágeis diante de qualquer forma de dependência.

Boa semana!




segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Comodismo



Poucas coisas fazem tão mal quanto o comodismo. Ele age de forma lenta e, por vezes, imperceptível, mas, quando você se dá conta, muitas oportunidades podem ter sido perdidas e outras podem não se apresentar novamente.

Em qualquer área da vida, o comodismo é um problema sério. Na vida pessoal, ele pode fazer o indivíduo perder o interesse em aprender mais, conhecer coisas e lugares novos, evoluir profissionalmente, entre outras coisas. O indivíduo sente-se completo e satisfeito com o que tem e teme arriscar algo maior e acabar perdendo o que considera suficiente.

Nos relacionamentos acontece a mesma coisa. Se o casal se acomoda, a perda de interesse torna-se natural, e, quando menos se espera, o relacionamento pode começar a se desgastar. Sem que percebam, ele pode acabar – seja porque outra pessoa aparece, seja porque nada mais parece fazer sentido. Por isso, passeios, cinema, restaurantes diferentes, viagens, entre outros, são tão importantes.

Para empresários, a acomodação pode levar a empresa a se tornar ultrapassada, obsoleta e esquecida pelos clientes. É fundamental manter-se atualizado, modernizar-se e acompanhar as evoluções tecnológicas para não ficar para trás!

Você pode ter uma rotina, mas não deve se acomodar nela. Talvez não consiga fazer algo diferente todos os dias, mas não é necessário que tudo seja sempre igual. Acorde e viva cada dia buscando algo a mais, variando as frutas no café da manhã ou alternando o pão na chapa com um queijo quente.

Não se acomode, não se entregue e não desista de realizar seus sonhos, pois, ao nos acomodarmos, eles tendem a virar lembranças de tudo aquilo que ainda não fizemos.

Boa semana!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Consentimento

O assunto desta semana é muito importante. Vamos debater sobre o consentimento, sobre o direito da mulher não apenas de permitir ou não ser tocada, mas também de escolher se quer ver, ouvir ou até mesmo ler algo direcionado a ela.

Apesar da lei que pune mais severamente casos como ejaculações em transportes públicos — situações que ocorrem com uma frequência muito maior do que se imagina —, essa medida ainda é insuficiente para proteger as mulheres de marginais que, travestidos de loucos ou transtornados, tentam forçá-las a ter relações, usando, na maioria das vezes, violência física, emocional e psicológica.

Uma mulher vestindo roupas curtas, coladas ao corpo, biquíni ou qualquer outra peça não está "se oferecendo" nem "pedindo" para ser assediada. Não pode ser considerada culpada por querer exibir seu corpo, da mesma forma que muitos homens musculosos o fazem sem serem incomodados.

“Ah, ela quer chamar atenção!” Possivelmente sim. E daí? Ela pode querer chamar a atenção de alguém específico, pode estar em busca de uma pessoa interessante, ou mesmo querer impressionar outra mulher. Ninguém tem nada a ver com isso!

Mesmo namoradas, e até esposas, não têm obrigação de fazer o que seus parceiros querem, no momento que eles querem. Deve haver consentimento. Deve haver reciprocidade.

Se em uma balada você se interessa por uma menina, olhe para ela e espere uma resposta recíproca. Se houver consentimento, inicie uma conversa, mas não a toque, apalpe ou tente um beijo forçado. E, se por acaso não der certo, siga em frente e em paz. Não fique “bravinho” por ter sido ignorado ou “rejeitado”. Você não é tão irresistível quanto pensa, especialmente depois de beber um pouco além do recomendado.

E, mesmo que tudo flua bem, isso não significa que a moça tenha obrigação de terminar a noite na cama com você. Se ela não quiser, não seja covarde ao tentar forçá-la, violentá-la ou agredi-la.

Consentimento é respeito. Pense que você tem ou teve uma mãe, uma avó, pode ter irmãs e amigas e certamente não gostaria que nenhuma delas passasse por esse tipo de situação.

Mais empatia!

Boa semana!


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Anorexia

A anorexia é um distúrbio que leva o indivíduo a perder peso muito além do que é considerado saudável para sua idade e altura. Pessoas com anorexia têm um medo intenso e irreal de ganhar peso, mesmo estando muito abaixo do peso normal. Esse distúrbio também pode ser considerado um problema de imagem, pois, ao contrário da maioria das pessoas, ao se olhar no espelho, o sujeito se vê como alguém acima do peso e acaba abusando de exercícios físicos e dietas.

Não existe uma causa definida para esse distúrbio; a única certeza é que fatores psicológicos interligados com o ambiente estão entre os principais motivos.

O bullying na escola é um desses fatores. A pessoa passa a não gostar do próprio corpo e perde a noção da realidade, tentando se enquadrar no padrão mais aceito socialmente, sem perceber que está colocando sua saúde em risco.

A anorexia é um distúrbio sério e perigoso, portanto, é importante ficar atento a alguns sinais básicos, tanto em si mesmo quanto em amigos e pessoas próximas que possam estar precisando de ajuda.

Se a pessoa diz que se sente gorda, mesmo estando visivelmente abaixo do peso ideal, temos o primeiro sinal. Outro sinal é que, ao ser confrontado sobre seu peso e aparência, o sujeito discorda e se recusa a comer ou até mesmo a manter o peso já baixo que possui. Ele fica muito focado na própria imagem e acha que ainda precisa perder mais peso. Em mulheres, a ausência de menstruação por três meses é também um sinal de alerta.

Além disso, a anorexia pode ser percebida em pessoas que demoram excessivamente para comer, cortam a comida em pedaços muito pequenos e, em casos mais graves, provocam o próprio vômito, consumidas pelo arrependimento de terem comido.

Portanto, não hesite em buscar ajuda médica e psicológica se alguns desses sinais forem identificados. A anorexia pode levar a enfermidades graves, pois reduz a imunidade da pessoa, tornando-a propensa a outras doenças e até ao risco de morte.

Muito cuidado com os exageros e boa semana a todos!


Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...