segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Consentimento

O assunto desta semana é muito importante. Vamos debater sobre o consentimento, sobre o direito da mulher não apenas de permitir ou não ser tocada, mas também de escolher se quer ver, ouvir ou até mesmo ler algo direcionado a ela.

Apesar da lei que pune mais severamente casos como ejaculações em transportes públicos — situações que ocorrem com uma frequência muito maior do que se imagina —, essa medida ainda é insuficiente para proteger as mulheres de marginais que, travestidos de loucos ou transtornados, tentam forçá-las a ter relações, usando, na maioria das vezes, violência física, emocional e psicológica.

Uma mulher vestindo roupas curtas, coladas ao corpo, biquíni ou qualquer outra peça não está "se oferecendo" nem "pedindo" para ser assediada. Não pode ser considerada culpada por querer exibir seu corpo, da mesma forma que muitos homens musculosos o fazem sem serem incomodados.

“Ah, ela quer chamar atenção!” Possivelmente sim. E daí? Ela pode querer chamar a atenção de alguém específico, pode estar em busca de uma pessoa interessante, ou mesmo querer impressionar outra mulher. Ninguém tem nada a ver com isso!

Mesmo namoradas, e até esposas, não têm obrigação de fazer o que seus parceiros querem, no momento que eles querem. Deve haver consentimento. Deve haver reciprocidade.

Se em uma balada você se interessa por uma menina, olhe para ela e espere uma resposta recíproca. Se houver consentimento, inicie uma conversa, mas não a toque, apalpe ou tente um beijo forçado. E, se por acaso não der certo, siga em frente e em paz. Não fique “bravinho” por ter sido ignorado ou “rejeitado”. Você não é tão irresistível quanto pensa, especialmente depois de beber um pouco além do recomendado.

E, mesmo que tudo flua bem, isso não significa que a moça tenha obrigação de terminar a noite na cama com você. Se ela não quiser, não seja covarde ao tentar forçá-la, violentá-la ou agredi-la.

Consentimento é respeito. Pense que você tem ou teve uma mãe, uma avó, pode ter irmãs e amigas e certamente não gostaria que nenhuma delas passasse por esse tipo de situação.

Mais empatia!

Boa semana!


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