Há semanas, escrevi sobre as fotos nas prateleiras e sobre como as pessoas são escolhidas para encontros através delas.
Seria pura hipocrisia dizer que a aparência não é o fator mais importante nessa escolha inicial, o que, por si só, já é algo bastante preocupante.
Mas como saber se a descrição que a pessoa faz de si mesma é real, se, em muitos casos, nem mesmo as fotos o são? Com tantos programas e aplicativos de edição, é fácil transformar uma imagem em algo que foge completamente da realidade.
A nossa vida é feita de escolhas. E escolher uma foto nada mais é do que uma pequena parte do que precisamos assumir ao longo dos nossos dias.
Desde que se tomem as devidas precauções para que a escolha pela imagem não traga consequências mais sérias, o mais importante é que se arque com os efeitos dessa decisão. E se não der certo, se não for aquilo que se imaginava, simplesmente deixe que a busca recomece.
É preciso ter essa consciência em tudo na vida. Se preferimos a balada de sexta em vez do cinema, nunca saberemos como foi o filme. E, se optarmos pelo cinema, talvez deixemos de dançar aquela música que o DJ tocaria como se estivesse lendo o nosso pensamento.
O arrependimento, por vezes, é inevitável. Mas é melhor se arrepender por ter feito algo que se desejava, do que por ter deixado de fazer alguma coisa.
Portanto, escolha, estude e faça. Trabalhe com as consequências e entenda que todo passo que damos é fruto daquilo que queremos. Caso contrário, será um passo dado em direção à vontade de outra pessoa.
Ótima semana!
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