Na semana passada, escrevi sobre a corrupção e como, desde pequenos, somos educados a agir de forma corrupta. Pequenos delitos, jeitinhos, vantagens indevidas... tudo isso vai se normalizando até chegar aos grandes roubos. O objetivo quase sempre é o mesmo: conseguir o que se quer de forma fácil, independentemente de quem será prejudicado.
Um exemplo cada vez mais comum é deixar a dívida “caducar”. Isso mesmo. A pessoa faz uma compra, assume uma prestação que não consegue pagar e, em vez de buscar uma solução, simplesmente deixa o nome “sujo” no Serasa por cinco anos, esperando que a dívida desapareça do banco de dados.
Durante esse tempo, costuma pedir para que outras pessoas façam compras ou empréstimos em seus nomes. E a vida segue, como se nada tivesse acontecido.
Pessoas assim, que não se importam nem consigo mesmas, dificilmente pensarão nos outros.
Os comerciantes, por sua vez, já incluem em seus cálculos o índice de inadimplência. Na formação do preço de venda, essa taxa é embutida. Ou seja, quem paga suas contas em dia acaba cobrindo, também, a conta de quem não paga. É sempre assim: para alguém ter uma vantagem indevida, alguém vai sair perdendo.
O mesmo acontece com os famosos “gatos” de água, luz, TV a cabo e, mais recentemente, de internet.
Alguém sempre paga pelo consumo de quem usa “de graça”. E o pior é que muitos ainda se acham os mais espertos. Se sentem superiores, inteligentes, admirados por sua “malandragem”.
E assim seguimos, caminhando cada vez mais em direção ao fundo do poço. Uma sociedade sem educação, que valoriza o esperto em vez do honesto, e onde os corretos seguem pagando a conta da esperteza alheia.
Boa semana.
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