Muitos casais tem o sonho de ter um ou mais filhos. Ainda
quando namoram, planejam, sonham, pensam nos nomes das crianças, imaginam os
pequenos dando os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros dias na
escola.
Mas, como tudo na nossa vida, nem sempre o que imaginamos
acontece, nem sempre as coisas dão certo. Por vários motivos em alguns casos o
filho não vem, a gravidez não acontece.
Depois de inúmeras tentativas, a tendência é que o casal
busque respostas e descubra que um deles, ou até mesmo ambos, clinicamente não
seja capaz de gerar o tão sonhado rebento. E nesse momento é que alguns
problemas podem aparecer.
O mais comum é a sensação de culpa daquele que foi
constatado como não fértil, que não tem a capacidade de ajudar o companheiro a
gerar o filho. A sensação de culpa pode afetar o relacionamento, o
comportamento pessoal e até mesmo o profissional. E há ainda, em muitos casos,
a culpa velada que o parceiro saudável coloca, muitas vezes até inconscientemente
no seu par.
Também existe a possibilidade do casal se sentir injustiçado
por instâncias divinas. É muito comum ouvir que algumas pessoas sem vontade
alguma de engravidar, engravidam e que o filho vai ser um problema, enquanto
quem tanto quer não consegue.
Quando a gravidez não acontece, o casamento, se não for bem
sólido, pode chegar ao fim, o desejo pode diminuir, a frustração pode ser
avassaladora, pois todos aqueles planos e sonhos da juventude se esvaem quando
a notícia é recebida.
Mas as coisas não precisam e nem devem ser assim.
Apesar da resistência, do tabu, da sensação única de dar luz
à uma criança, ainda assim é possível ter filhos e amar a eles
incondicionalmente. Seja através de inseminação artificial, seja por uma
“barriga de aluguel”, mas principalmente através de uma adoção.
Muitas crianças são abandonadas ou relegadas ao destino por
alguns daqueles casais que não queriam engravidar, mas engravidaram, por
situações que impedem os pais de criar um filho, por morte da mãe no parto e
ausência da família para ficar com o bebê que conseguiu nascer.
O importante é doar o amor que preparou durante anos, não o
transformar em frustração e dor. O Amor é algo tão raro, tão bonito, que não
pode ser deixado de lado.
Se a gravidez não vier, não culpe a si ou ao seu par. Não
destrua a felicidade compartilhada, não desista de amar. Adote, cuide de uma
vida que já existe e a transforme. Tenho certeza que a realização, se não for
ainda melhor, ao menos será a mesma.
Boa Semana!
Parabéns. Principalmente pelo último parágrafo.
ResponderExcluirObrigado Elias!
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