De um homem velho surge uma nova criança.
O homem se rompe e se corrompe pelos matagais e cantos escuros de uma vida à conta gotas.
Grão por grão, na terra, levados por folhas, que também caem, depois de velhas.
No meio da noite andar debaixo da chuva pode ter o gosto da liberdade, mas se você está disposto a se molhar estaria também disposto a andar na linha?
Somos um Universo e de vez em quando nos pegamos no meio do nada, dentro de nós mesmos.
Para achar nosso caminho, devemos seguir o coração, ele é o que mais importa.
Pegue a passagem direta para ele, e não se preocupe com o troco.
Podemos nos sentir uma agulha dentro do nosso enorme palheiro.
Molhado pela chuva o frio cria uma ponte para outro comodo interno.
É difícil passar a linha pela agulha, pode levar tempo, tempo demais para um homem velho.
A chuva agora cai em baldes, parece que ela te persegue velho homem, então saia de perto de mim!
O coração, é preciso chegar no coração. Corra com uma bandeira enorme com um coração estampado!
A ponte agora é um arco-iris da chuva de verão. Posso sentir o amor, ou seja, estou perto do coração.
Me sinto como aquelas pessoas que rolam de felicidade na grama em um dia de sol, sou mais um velho rolando no barro formado pela terra e pela chuva.
Mas em uma tarde ensolarada já fui um jovem rolando de felicidade na relva e olhando para o céu.
Em algum lugar, um lugar em qualquer pedaço dentro de mim...
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