segunda-feira, 30 de maio de 2022

O seu adulto realizou os sonhos da criança que você foi?

Todos temos sonhos, desejos e vontades, que vão surgindo e sumindo com o passar do tempo , durante toda nossa vida.

Mas alguns desses sonhos permanecem até que sejam realizados, ou morrem conosco, como uma frustração por algo que tanto queríamos e não conseguimos.

Quando crianças, temos muita curiosidade, muitas pessoas em quem nos espelhamos, sejam elas "reais", ou personagens de filmes ou revistas, ou até mesmo pessoas reais mas distantes, como jogadores de futebol cantores, atrizes ou atores, políticos e etc.

Então é muito comum quando crianças tenham vontade de ter a profissão dos pais, o sucesso de um ator ou atriz, a fortuna de um craque do esporte e assim em diate.

Mas e outros sonhos de criança, como conhecer um lugar, experimentar uma coisa diferente, por vezes até mesmo entrar em uma casa muito distante da realidade que ela vê todo dia ao entrar na casa em que mora.

Vocês se lembram de algum ou alguns dos seus sonos de infância? Realizaram algum?

Eu me lembro que queria ser bombeiro, o que foi um sonho que passou rápido. Também sonhava viajar sozinho, para lugares distantes, em ônibus que atravessavam o Estado, sem um rumo específico, em busca de sossego. Esse eu consegui realizar algumas vezes.

Também queria ser jogador de futebol, ou cantor, mas minha voz e meu porte físico de preguiçoso nunca me ajudaram.

Uma coisa é certa, a criança que sonhava no passado, não imaginava o que aconteceria com o adulto do presente e este, por que mais que planeje ou imagine, não sabe sequer se será um bom velhinho no futuro...

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Quando o sexo é opção desejada

Semana passada escrevi sobre as pessoas que por vezes enxergam o sexo como uma forma de ganhar a vida, mas sem ter muitas opções, ou até mesmo chance, de escolha.

Essa semana vou escrever sobre pessoas que escolhem o sexo, ou a sexualidade como trabalho e consequentemente, sua opção para ganhar dinheiro.

Vale aqui, lembrar que não cabe a ninguém fazer julgamentos ou interferir na vida e nas escolhas das pessoas. Cada adulto faz aquilo que acha ser o melhor para si, quando consegue fazer alguma coisa e vai arcar com as consequências dos seus atos. 

Outro aspecto fundamental em qualquer tipo de trabalho é a procura e demanda, então soa apenas a hipocrisia quando condenam pessoas que usam o corpo como forma de arrecadar dinheiro, quando quem alimenta esse serviço são os consumidores. Então, antes de atacar, principalmente mulheres que escolhem trabalhar como garotas de programa de luxo, atrizes ou até mesmo fazerem "dancinha" semi-nuas no tik-tok para ganhar dinheiro com interação, lembre-se que seus maridos, filhos, vizinhos e colegas da igreja consomem esse conteúdo ou contratam esses serviços.

E se você achar que eles só fazem isso porque "Fulana ou Ciclana" ficam se expondo, saiba que está errada, se ele consome, é porque ele quer e pode.

Se você, como eu, não gosta das músicas da Anitta, não a ouça, não veja seus shows, seus clipes, mas de forma alguma tente diminuí-la pela sua postura, forma de dançar ou roupa que veste. Se ela assim o faz, é porque gosta e se sente bem e se tem milhões de seguidores, é porque gostam de ver o que ela tem para mostrar.

Seja filtro e não corneta. Escolha o que quer ver, mas não encha o saco de quem quer ver coisas diferentes, faça as suas escolhas e deixe que os outros façam as deles, não se intrometa onde não é chamado e procure a sua felicidade, ao invés de tentar decidir a felicidade dos outros...

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Quando o sexo é a única opção

Nossa sociedade é construída sobre o alicerce forte dos julgamentos, dos esteriótipos, das verdades absolutas, do fanatismo e da falta de respeito com opiniões divergentes.

Uma sociedade que luta contra o aborto, mas se esquece das crianças de rua, ou não se importa quando são assassinadas por traficantes ou policiais, nem quando essas crianças que não foram abortadas são abusadas pelos pais, parentes ou desconhecidos.

Dizem que lutam pela vida, mas só até o nascimento, depois não se importam se a criança será deixada para adoção, ou se vai morrer de fome ou de frio.

Quando uma dessas crianças cresce e se vê com fome, sem abrigo, sem esperança e sem futuro, podem pensar em vender o próprio corpo para tentar encontrar um mínimo de dignidade.

E lá se vão, muitas ainda jovens, por vezes até mesmo crianças, para as estradas, esquinas e bordéis baratos nas partes mais escuras e abandonadas da cidade, onde são usadas por umas horinhas, na maioria das vezes por defensores da família tradicional, que brigam pelo fim dos direitos das mulheres e que ao saírem do buraco onde estavam com aquela menina, quanto mais jovem melhor, vão correndo chamar as mulheres independentes, com seus trabalhos e suas saias, de putas, sem vergonha e imorais.

Quantos desses hipócritas não ameaçaram suas amantes caso elas contassem seus casos, ou tivessem seus filhos, quantos não xingavam, humilhavam e agrediam as mulheres que pagavam para ter sexo, para provar sua frágil masculinidade.

Quantos tiveram a dignidade de alguma vez perguntar para uma delas porque estavam ali naquela esquina, sujeitas a tudo, ou escondidas naqueles quartinhos de bordeis, mesmo tão novas. Aliás, quantos sequer se interessaram em saber se alguma delas era maior de idade.

Será que alguém se importa em saber se aquela menina foi sequestrada, vendida, forçada, ameaçada, abandonada? Ou apenas se importa com o próprio prazer e em poder se sentir superior, fazer com elas o que não "se faz em casa", porque a esposa é santa "e puta, você sabe, é puta".

É fácil dizer que só vende o próprio corpo quem quer, quem é "sem vergonha", quer a vida fácil. Em alguns caso, pode ser mesmo, e ninguém tem nada com isso, mas certamente, na maioria dos casos, nem foi uma escolha, foi a única opção.


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Quer trabalho, mas não quer trabalhar

Uma das coisas mais pedidas para Deus, certamente é trabalho.

Em um mar de desempregados e de pessoas passando por necessidade, conseguir um emprego é quase como um oásis no deserto.

Mas, muitas pessoas que desejam um emprego, o fazem apenas pela necessidade e quando conseguem o tão desejado trabalho, se esquecem de que é preciso trabalhar.

Depois de um certo tempo, o agradecimento se transforma em reclamação, o sonho vira pesadelo e como em um passe de mágica, a sensação de estar trabalhando parece  pior do que era quando não havia dinheiro, não havia uma cerveja no fim de semana, nem em sonho um dinheirinho para colocar gasolina no carro ou na moto, ou até mesmo para pegar um ônibus em um domingo a tarde.

Claro que muitas empresas oferecem muito pouco e ainda tratam mal o funcionário, dificultando assim que ele se sinta feliz, ou importante no trabalho, mas muitos trabalhadores, também, se apoiam em extremos, como comodidade ou tentativa de derrubar um colega para subir de cargo.

E muitos, muitos mesmo, confundem trabalho com salário, estar trabalhando com estar recebendo e não se importam direito com o que fazem, nem gostam de onde trabalham, apenas fazem o mínimo para manter o salário caindo na conta, mesmo que achando pouco, sem vontade, empilhando atestados e dizendo que não vê a hora de ser desligado, para poder receber o seguro desemprego.

Esses, quando desempregados, de novo, precisamo mudar a forma de se expressar, ao invés de dizer que estão procurando trabalho, ou emprego, devem começar a dizer que querem uma mesada, ou ajuda, ou que caia dinheiro do céu.

Trabalhar nem sempre é fácil nem sempre é bom, mas é, ainda, uma das únicas maneiras de sobreviver na sociedade atual. As outras são; ganhar na loteria e ainda assim ser inteligente o suficiente para não acabar com uma pequena fortuna em alguns anos, ou nascer filho de bilionário, ou filho de político.

Seja grato pelo que tem e se esforce para ter mais. Salário não brota de chão rachado.

Boa Semana!



segunda-feira, 2 de maio de 2022

Filho de uma Arma

Para cima, para o lado, mas porque?
Não há ninguém no quarto de novo.
Você foi filho de uma arma.
Ninguém poderia ter ido embora.

O sol brilha dentro do quarto,
Enquanto escuto aquele disco velho.
Mas a chuva sempre chega,
Quando lembro que você foi embora.

Todos já ouviram a sua história.
Com tantos outros personagens.
Quem imaginaria que isso aconteceria?
Disseram todos que já sabiam.

Queria dizer que ainda te amo, para sempre.
Mas será que isso importa?
Esse é o meu tipo de amor.
Aquele que me empurra, mas me deixa sozinho.


Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...