segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Praticidade ou Preguiça?

Eu gosto muito de museus, de histórias, de entender como as pessoas viviam no passado, seja há 50 anos atrás, 300 ou até mesmo em épocas mais antigas.

Gosto de ler histórias de cavaleiros e pensar como as pessoas viviam sem a velocidade de hoje, como ficavam sabendo de quedas de reis, guerras e até mesmo nascimento e morte de parentes em um mundo onde não existia telefone, nem correio, onde as mensagens chegavam por cavaleiros, que por vezes demoravam dias, até semanas para levar as notícias de um lugar ao outro.

Hoje, um maluco solta uma bomba nuclear em um lado do mundo e em poucos segundos todos já sabem, através de seus celulares, pela internet.

Os mais jovens devem ter enorme dificuldade em entender como era a vida sem mensagens instantâneas, SMS ou redes sociais, mas quem já viveu um pouquinho antes dos anos 2000 sabe como era a ansiedade de esperar uma carta, uma ligação à cobrar, o espanto com as coisas que os colegas mais ricos traziam de suas viagens, entre tantas outras diferenças.

Hoje em dia, com um celular na mão e a rede conectada, é possível fazer praticamente tudo dentro de casa, acende a luz, ligar aparelhos, abrir e trancar as portas, e mais uma infinidade de coisas.

Mas será que essa praticidade toda não tem um pouco de responsabilidade sobre a preguiça das pessoas?

A máquina lava a louça e a roupa, a Alexa responde o que tem na TV e se existem compromissos, o aplicativo traz a comida na porta de casa. as notícias chegam pelos grupos de mensagens e ainda procuramos por formas de diminuir ainda mais nossas tarefas.

Se encontrarem uma forma de exercitar o corpo, sem que seja necessário fazer nenhum esforço, chegaremos ao ponto final da preguiça, onde a mente desembarca e fica apenas a espera da tecnologia.

Claro que não voltaremos à idade da pedra, nem vamos abrir mão dos telefones, mas lembrar da nossa humanidade não pode ser assim tão prático e nem tão preguiçoso.

Mais tecnologia, mas mais vida!

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