terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Casais Divergentes

Decidir casar ou morar com alguém naturalmente já é algo difícil, desafiador e complicado. Quando o sentimento fala mais alto, pelo menos no início da relação, do que as ideias de cada um, isso se torna ainda mais difícil.

Conviver em harmonia em um lar onde as pessoas têm pensamentos diferentes pode ser complicado sim, mas é possível alcançar uma convivência saudável. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

Comunicação aberta e respeitosa:

   - Estabeleça um ambiente onde todos se sintam à vontade para expressar suas opiniões.

   - Escute atentamente, sem interromper, e demonstre empatia mesmo que não concorde.

Respeito à diversidade de opiniões:

   - Aceite que as pessoas têm experiências e perspectivas diferentes.

   - Evite julgamentos precipitados e respeite as escolhas e crenças dos outros.

Estabeleça limites claros:

   - Defina limites sobre o que é aceitável ou não em termos de comportamento e comunicação.

   - Certifique-se de que todos tenham espaço e tempo pessoal para suas atividades e opiniões.

Foco no que têm em comum:

   - Identifique interesses e valores compartilhados para fortalecer os laços familiares.

   - Concentre-se nos pontos em comum ao invés das diferenças.

Resolução de conflitos construtiva:

   - Encare os conflitos como oportunidades para crescimento e aprendizado.

   - Busque soluções em conjunto, comprometendo-se a encontrar um meio-termo quando necessário.

Atividades em família:

   - Planeje atividades que promovam a união, como refeições em conjunto, jogos ou passeios.

   - Essas atividades podem ajudar a fortalecer os laços familiares e criar momentos positivos.

Promova a educação e o entendimento:

   - Incentive o aprendizado mútuo sobre as diferentes perspectivas e experiências.

   - Isso pode reduzir mal-entendidos e aumentar a compreensão entre os membros da família.

Flexibilidade e adaptabilidade:

   - Esteja disposto a ajustar suas próprias expectativas e práticas para acomodar as necessidades e desejos dos outros.

   - A flexibilidade é fundamental para uma convivência harmoniosa.

Aprenda a concordar em discordar:

   - Nem sempre é possível chegar a um consenso, e está tudo bem.

   - Aprenda a aceitar que as diferenças podem coexistir, desde que haja respeito.

Lembrando que cada família é única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. A chave é encontrar o equilíbrio e a abertura para adaptar essas sugestões à dinâmica específica do seu lar.

Seja diferente e respeite a diferença do outro! Assim é possível encontrar a felicidade!

Genocídio

Muito tem se falado sobre genocídio ultimamente, mas será que quem fala realmente sabe o que ele significa?

Genocídio refere-se a uma forma extrema de violência que visa a destruição deliberada e sistemática de um grupo étnico, racial, religioso ou nacional. O termo foi cunhado pelo jurista polonês Raphael Lemkin após a Segunda Guerra Mundial e está intimamente ligado aos horrores do Holocausto perpetrado pelos nazistas. O genocídio vai além de simples conflitos armados ou violência em massa, buscando a eliminação efetiva e permanente de uma população identificável.

Características-chave do genocídio incluem a intenção clara de exterminar o grupo-alvo, ações premeditadas e organizadas para atingir esse objetivo e a criação de condições que levem à destruição física e cultural. Essas ações podem envolver massacres em larga escala, deportações forçadas, esterilizações, imposição de condições de vida extremamente precárias e até mesmo a promoção ativa da fome.

O genocídio não se limita ao âmbito físico; busca também erradicar elementos culturais, linguísticos e religiosos que definem a identidade do grupo atacado. Além disso, muitas vezes está enraizado em preconceitos profundos, ódio étnico ou nacionalista, e é frequentemente perpetrado por regimes autoritários que buscam consolidar poder ou eliminar opositores.

A Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, define genocídio como um crime internacional, enfatizando a necessidade de prevenção e punição. O genocídio representa uma das mais graves violações dos direitos humanos, tendo implicações duradouras não apenas para as vítimas diretas, mas também para a humanidade como um todo, destacando a importância de esforços globais para prevenir e condenar essa forma repugnante de atrocidade.

Agora que você já leu, pode saber quando alguém está falando por falar, ou quando tem razão ao tocar nesse tema tão delicado.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Enjoy the Silence - Capítulo 1 - Parte 1

 

Capítulo 1 – O Corpo

Parte 1

O Barulho é ensurdecedor.

Como se estivesse bem dentro da cabeça, e não houvesse nada que fosse capaz de fazê-lo parar.

Mas isso não era novidade, afinal era a terceira vez na semana que acontecia a mesma coisa e Caio sabia muito bem onde estava, como estava e por isso tinha medo de abrir os olhos, pois mesmo sabendo que estava no escuro do seu quarto, com todas as luzes apagadas e janelas fechadas, abrir os olhos causaria dor e como em um passe de mágica faria com que o barulho aumentasse ainda mais e ele ficaria ainda pior, como se isso fosse mesmo possível.

        Lá estava ele, sozinho, depois de ter tomado mais uma vez whisky suficiente para causar amnésia em um elefante, e isso significa que algo não estava bem.

        Na verdade, estava pior, bem pior. Célinha sumiu, sem deixar recado, nem notícias, nem motivos, nem mesmo um adeus. Foi embora e levou com ela a vida de Caio, que para ele já não era grande coisa e agora se resume ao vazio dos copos quando tem coragem de sair pelo menos para beber.

        E na noite passada, não foi diferente. Chegou ao EPS bar por volta de 18:30, começou com uma cerveja belga stronger e logo depois começou a tomar seu whisky barato, primeiro “on the rocks”, depois puro e por fim com um pouco de água.

        Sua conta deu R$ 95,00, ele pagou com a última nota de R$ 100,00 que tinha na carteira e esperou o troco para pegar o Circular que lhe deixa na esquina de casa, no centro da cidade.

        Chegou em casa por volta de 23:00 tomou seu banho e deitou, já lembrando com tristeza do que viria a sentir na manhã seguinte. A manhã seguinte que seria 23 de Setembro de 2008...

        E agora lá estava ele, como sempre, deitado, preparando o corpo e a mente para a dor lancinante que o esperava, mas resolveu tentar esperar mais um pouco, imóvel, pois sabia que qualquer movimento poderia ser trágico, quem sabe mais uns 15 minutinhos...

        Mas Caio dormiu de novo, contudo sabia que tinha sido por pouco tempo, afinal, como dormir profundamente com aquela orquestra de sinos pulando em sua mente.

        Vagarosamente decidiu abrir os olhos, sempre primeiro o direito, para acostumar com a escuridão, mas ele teve um pequeno sobressalto. Ao abrir um pouquinho o olho ele sentiu uma ponta de luz invadindo o quarto e com um gemido fechou novamente os olhos.

         - Maldição! Tenho certeza absoluta que fechei essas persianas ontem antes de deitar! – Disse em um tom mais alto do que sua cabeça gostaria e sabendo que no estado em que estava, não podia, na verdade, ter certeza de nada.

1999 - Ano 27

No final de 1998 comecei a trabalhar no setor de Informática do antigo Eldorado, que naquela época já era Carrefour.

Meu irmão, que era meu gerente recebeu uma proposta para trabalhar na Matriz alguns dias depois de eu pedir para ele me demitir, porque precisava do dinheiro da rescisão para pagar a rematrícula do meu último ano de faculdade.

Então meu diretor não queria me despedir, pois me queria de gerente no lugar do meu irmão e eu não queria ficar, porque precisava pagar a faculdade.

Entramos, então em um acordo todo errado. Ele me demitiria e eu continuaria trabalhando sem registro, recebendo o salário de gerente integral via nota fiscal e sem nenhum benefício.

Concordamos e passei o primeiro semestre dessa forma. Em Julho fui recontratado como gerente de setor. Claro que menos de um ano depois a auditoria descobriu o que tinha acontecido e, segundo eles, para se protegerem contra um processo futuro, me demitiram e, claro, demitiram também o diretor da loja, portanto, em Abril do ano seguinte, exatamente um dia antes de completar 7 anos de empresa fui redemitido. Sim, eu sei que essa palavra não existe, mas foi essa a minha sensação.

Tirando isso, meu resto de 1999 foi tranquilo. Último ano de faculdade, apenas atendimentos das minhas especializações, adultos, adolescentes e famílias e aula de ética às sextas, com a quinta-feira livre.

Estava indo "de vento em popa" com a minha namorada e por isso, erro meu, me afastei dos meus amigos.

Apesar de que me faltava tempo. Trabalhava de segunda à segunda, ainda mais porque estava sem contrato de trabalho, sem ponto e nem hora extra. Ainda tinha a faculdade e portanto, ma tinha tempo de namorar, menos ainda para dar atenção à família e amigos.

O Palmeiras foi Campão da Libertadores pela primeira vez e eu só pude ver a disputa de pênaltis, pois tinha atendimento de família na faculdade e não podia faltar.

Mas foi uma noite feliz, bem feliz, apesar de não ter visto o jogo todo, aliás, provavelmente foi melhor mesmo, pois naquela época era bem apaixonado pelo meu time.

De resto, nada demais, só estava na hora de virar um adulto de verdade e buscar outro rumo na minha vida e foi o que aconteceu no ano seguinte...


Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...