terça-feira, 29 de abril de 2025

Síndrome da Mão Alienígena

 

A Síndrome da Mão Alienígena (SMA) é uma condição neurológica rara e fascinante, na qual uma das mãos da pessoa parece agir de forma independente, sem o controle consciente do indivíduo. Essa condição foi inicialmente descrita em 1908 e, ao longo dos anos, tem sido objeto de estudo devido ao seu impacto significativo na vida diária dos pacientes.

A SMA se manifesta principalmente em pacientes que sofreram lesões cerebrais, como acidentes vasculares cerebrais (AVCs), cirurgias cerebrais, ou outras condições que afetam o corpo caloso ou os lobos frontais. As principais características incluem:

1. Movimentos Involuntários: A mão afetada realiza ações sem a intenção do paciente, como agarrar objetos, gesticular, ou até mesmo interagir com o próprio corpo de forma independente.

2. Sensação de Alienação: O paciente frequentemente relata que a mão parece ter "vida própria" e não responde aos seus comandos conscientes, o que pode gerar desconforto e confusão.

3. Falta de Consciência dos Movimentos: Muitas vezes, a pessoa não percebe que sua mão está em movimento até que seja apontado por outra pessoa ou até que o movimento interfira em suas atividades.

Cuidar de uma pessoa com SMA é algo desafiador, tanto para o paciente quanto para os cuidadores, mas podem ser utilizadas algumas estratégias como:

1. Ambiente Seguro: Adaptar o ambiente doméstico para minimizar riscos de acidentes, como remover objetos cortantes ou perigosos que a mão alienígena possa pegar involuntariamente.

2. Supervisão Constante: Em casos mais graves, pode ser necessária a supervisão constante para evitar que a mão alienígena cause danos ao paciente ou a outras pessoas.

3. Técnicas de Contenção: Alguns pacientes podem usar luvas ou amarrar a mão afetada temporariamente para impedir movimentos involuntários.

4. Educação e Consciência: Informar os familiares e cuidadores sobre a condição e suas manifestações é crucial para que eles possam lidar com os episódios de forma eficaz e com menos estresse.

Embora não exista uma cura definitiva para a SMA, diversos tratamentos podem ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Entre as abordagens terapêuticas, destacam-se:

Fisioterapia: Ajuda a melhorar a coordenação motora e pode, em alguns casos, reduzir a frequência dos movimentos involuntários.

Terapia Ocupacional: Foca em treinar o paciente a adaptar-se à condição e a realizar atividades diárias com mais segurança e autonomia.

Medicação: Em alguns casos, medicamentos antipsicóticos ou relaxantes musculares podem ser prescritos para reduzir a atividade involuntária da mão.

Além, claro da terapia, e entre todas as linhas, a humanista pode desempenhar um papel importante no tratamento da SMA, especialmente no aspecto emocional e psicológico do paciente. A abordagem terapêutica enfatiza a compreensão empática, a autoaceitação e o desenvolvimento pessoal, ajudando o paciente a lidar com os desafios emocionais que acompanham a condição.

A terapia vai ajudar o paciente na promoção da autoaceitação, reduzindo sentimento de frustração e alienação que podem surgir devido à SMA.

Também com encorajamento da expressão emocional, pois cria um espaço seguro para que o paciente expresse suas emoções e preocupações, o que pode aliviar o estresse e a ansiedade associados à síndrome.

Vai ter foco no bem-estar geral, ao invés de apenas tratar os sintomas físicos, a linha humanista considera o paciente como um todo, abordando suas necessidades emocionais, psicológicas e sociais.

E por fim, desenvolvimento de resiliência através da abordagem centrada no paciente. A terapia humanista ajuda o indivíduo a desenvolver habilidades de enfrentamento e a encontrar maneiras positivas de conviver com sua condição.

Parece estranho e diferente, mas é real! Se conhecer alguém nessa condição, oriente a pedir ajuda profissional!

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Pais Especiais

Ser pai, mãe ou tutor de uma criança especial é ser chamado a amar de um jeito novo.

É aprender que cada sorriso, cada olhar, cada gesto tem um significado que o mundo comum nem sempre enxerga.

Não se trata apenas de conduzir, mas de caminhar junto, respeitando os tempos, os silêncios e os pequenos milagres de cada dia.

É mergulhar num universo onde o tempo desacelera, onde vitórias são construídas passo a passo e onde o afeto se reinventa a cada instante.

O diagnóstico, no início, traz medo. Traz perguntas sem resposta. Mas, com o tempo, nasce algo maior: a coragem de amar sem moldar, de lutar sem desistir, de acolher sem condicionar.

Ser tutor de uma criança especial é receber, sem perceber, a dádiva de ver a vida com olhos mais humanos.
É transformar cansaço em persistência, e preocupações em celebrações silenciosas.

Existem dias de exaustão, é verdade. Mas existem também dias de brilho, de conquistas que, aos olhos de quem vive essa realidade, iluminam o coração por inteiro.

Neste mês dedicado à conscientização sobre o autismo, o reconhecimento se estende não apenas às crianças, mas também àqueles que as acompanham em sua caminhada: pais, mães e tutores que, com amor silencioso e incansável, constroem pontes invisíveis entre mundos.

Que nunca lhes falte amor. Que nunca lhes falte esperança. Que nunca lhes falte a certeza de que o que constroem, mesmo sem holofotes, muda o mundo de verdade.

Infelicidade

 Em algum momento da vida, todos nós enfrentamos a infelicidade.

Ela surge de perdas, frustrações, desencontros e sonhos adiados. É parte da experiência humana, tão natural quanto a alegria que também nos visita.

Do ponto de vista psicológico, negar ou reprimir a infelicidade pode gerar efeitos ainda mais dolorosos. A tristeza que não é compreendida se transforma em amargura. O sofrimento que não é acolhido pode se transformar em solidão interna.
Por isso, é importante reconhecer a infelicidade quando ela aparece, sem culpa ou vergonha.

Mas há um cuidado essencial: não podemos permitir que a infelicidade nos defina.
Sentir tristeza é humano.
Viver para sempre nela, como se fosse o único caminho possível, é esquecer que também carregamos dentro de nós a capacidade de mudar, de reconstruir, de encontrar novas formas de sentido.

O sofrimento precisa ser vivido, mas não cultivado.
Precisamos aprender a atravessar a infelicidade, não a construir morada nela.

A vida é feita de contrastes.
Assim como a noite anuncia o amanhecer, momentos difíceis podem abrir portas para novos começos.
Não podemos fugir da infelicidade, mas também não podemos ser contaminados por ela.
Dentro de nós existe uma força silenciosa capaz de acolher a dor sem perder a esperança.

A terapia é uma aliada nesse processo, nos ajudando a atravessar as tempestades sem esquecer que, depois delas, o sol volta a brilhar.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Síndrome de Fregoli

 

A mente humana é um universo cheio de mistérios. Às vezes, ela pode nos enganar de maneiras surpreendentes e até assustadoras. Hoje, vamos falar sobre uma dessas situações: a síndrome de Fregoli. Esse é um distúrbio raro, mas fascinante, que merece nossa atenção.

A síndrome de Fregoli é um transtorno mental no qual a pessoa acredita que diferentes pessoas são, na verdade, uma única pessoa disfarçada. Em outras palavras, quem sofre desse transtorno pensa que uma pessoa específica está mudando de aparência para persegui-la. Esse nome vem de Leopoldo Fregoli, um famoso ator italiano conhecido por suas rápidas mudanças de roupa e aparência em cena.

Imagina que você está andando na rua e encontra um amigo. Depois, você entra em uma loja e vê um estranho. Mais tarde, no ônibus, você se senta ao lado de outra pessoa desconhecida. Para a maioria de nós, essas são três pessoas diferentes, e realmente são. Mas, para alguém com a síndrome de Fregoli, essas três pessoas podem ser vistas como a mesma pessoa disfarçada.

Esse transtorno causa muita angústia e confusão. A pessoa pode acreditar que está sendo constantemente vigiada ou perseguida. Isso pode levar a comportamentos paranoicos e até agressivos, porque a pessoa realmente acredita que está em perigo.

A síndrome de Fregoli é muito rara, e suas causas ainda não são completamente compreendidas. No entanto, alguns fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento:

Lesões Cerebrais: Danos ao cérebro, especialmente nas áreas responsáveis pelo reconhecimento de rostos, podem desencadear esse transtorno.

 Transtornos Mentais: Condições como esquizofrenia e outros transtornos psicóticos podem estar relacionadas à síndrome de Fregoli.

 Uso de Drogas: Substâncias que alteram a mente, como drogas psicotrópicas, também podem desencadear sintomas semelhantes.

Os principais sintomas da síndrome de Fregoli incluem:

Delírios de Identidade: A crença firme de que diferentes pessoas são, na verdade, uma única pessoa disfarçada.

Paranoia: Sensação constante de estar sendo seguido ou vigiado.

Comportamento Agressivo: Reações defensivas ou agressivas devido à percepção de ameaça.

O diagnóstico é feito por um profissional de saúde mental, geralmente um psiquiatra. Ele avaliará os sintomas e fará uma série de perguntas para entender melhor a experiência da pessoa. Em alguns casos, exames de imagem, como ressonâncias magnéticas, podem ser usados para verificar se há danos ao cérebro.

Não existe uma cura definitiva para a síndrome de Fregoli, mas os sintomas podem ser gerenciados com tratamento adequado. As opções incluem:

Medicação: Antipsicóticos e outros medicamentos podem ajudar a reduzir os delírios e a paranoia.

  

Terapia: A terapia pode ajudar a pessoa a reconhecer e mudar padrões de pensamento distorcidos.

 Apoio Familiar: Ter o apoio de amigos e familiares é crucial. Eles podem ajudar a pessoa a se sentir mais segura e compreendida.

A síndrome de Fregoli é um exemplo impressionante de como nossa mente pode nos enganar. Embora rara, ela pode causar um sofrimento significativo para quem a experimenta. Entender e reconhecer essa condição é o primeiro passo para oferecer suporte e tratamento adequados.

Se você ou alguém que você conhece mostra sinais de delírios ou paranoia, é importante procurar ajuda profissional. A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e ninguém deve enfrentar esses desafios sozinho.

Fiquem atentos e cuidem-se bem e se precisarem, procurem ajuda!

segunda-feira, 7 de abril de 2025

2010 - Ano 38

Com certeza 2010 foi um ano marcante na minha vida.

No trabalho as coisas "pioraram" muito, clientes grandes, volume gigante de trabalho e responsabilidade, que juntamente com o namoro, me levaram a engordar novamente e ficar com a saúde ruim.

Mas ao mesmo tempo, a maior das minhas conquistas. Meu apartamento. Já passava da hora e da idade, mas essa responsabilidade foi boa. Eu teria que pagar uma boa prestação durante 10 anos e isso era uma motivação e tanto.

Tive sorte. O antigo proprietário estava finalizando a compra do seu outro apartamento e precisava do dinheiro.

Por um bom preço, peguei um bom apartamento e no prédio, boas pessoas.

Mas o ritmo do trabalho não permitia nem que eu conseguisse mudar em paz. A mudança foi parcelada. começou em Outubro e terminou em Dezembro. Mas finalmente me sentia um homem realizado.

O resto da vida era só o resto mesmo. Minha namorada veio duas ou três vezes pra cá e fui duas para lá. E esse é o relacionamento que funciona pra mim. De longe, com poucas visitas, mas real.

E assim comecei mais um capítulo nessa história, que quase não teve mudanças por mais alguns anos...

2009 - Ano 37

Depois da falência de 2008 e de ter começado um novo relacionamento, à distância, posso dizer que meu 2009 foi tranquilo.

Consegui um empréstimo com a minha tia, quitei todas as minhas dívidas e no trabalho as coisas voltaram a ficar bem movimentadas, como um foguete.

Não teríamos mais 400 funcionários, mas chegamos perto dos 50, novos clientes, novos desafios, pouco tempo, melhor salário e agora com um projeto de vida, um plano que não iria ficar para traz. Comprar meu apartamento.

E foi com esse foco que parei de gastar com micaretas, festas e shows, fui para Natal duas vezes, e mesmo lá, sem gastar muito, e aos poucos fui juntando um dinheiro, pagando minha tia e 2010 seria o ano da mudança. Em todos os sentidos...

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Possessividade


A possessividade é um traço de comportamento caracterizado pelo desejo excessivo de controle e domínio sobre pessoas ou coisas. Esse comportamento pode manifestar-se em várias áreas da vida, especialmente em relacionamentos interpessoais, onde um indivíduo tenta controlar o parceiro, amigos ou familiares. A possessividade pode parecer, à primeira vista, um sinal de amor ou carinho intenso, mas, na verdade, é uma manifestação de insegurança e medo de perda.

Os principais problemas causados pela possessividade são:

Isolamento Social: A possessividade pode levar ao isolamento social. Uma pessoa possessiva pode tentar afastar seu parceiro de amigos e familiares, acreditando que assim estará mais segura em seu relacionamento. Esse comportamento, porém, pode gerar ressentimentos e levar à solidão.

Danos Psicológicos: Tanto o indivíduo possessivo, mas principalmente, o alvo de sua possessividade podem sofrer danos psicológicos. A possessividade pode causar ansiedade, depressão e baixa autoestima. O controlador vive em constante medo de perda, enquanto a pessoa controlada pode sentir-se sufocada e desvalorizada.

Ruptura de Relacionamentos: Relacionamentos baseados em possessividade têm grande chance de acabar. O controle excessivo e a falta de confiança podem destruir a base de qualquer relação saudável, levando ao término.

Comportamentos Abusivos: Em casos mais graves, a possessividade pode evoluir para comportamentos abusivos. Isso inclui vigilância constante, invasão de privacidade e até violência física ou emocional.

A terapia humanista, também conhecida como abordagem centrada na pessoa, é uma forma de psicoterapia desenvolvida por Carl Rogers. Ela enfatiza a importância da autoexploração e do autoconhecimento como meios de alcançar o crescimento pessoal e resolver problemas emocionais. A seguir, estão algumas formas pelas quais a terapia humanista pode ajudar a resolver a possessividade:

Autoconsciência: A terapia ajuda os indivíduos a tornarem-se mais conscientes de seus sentimentos e comportamentos. Ao compreenderem suas inseguranças e medos subjacentes, podem trabalhar para superá-los. Essa consciência é o primeiro passo para mudar padrões possessivos.

Aceitação Incondicional: Os terapeutas humanistas oferecem um ambiente de aceitação incondicional. Isso significa que o cliente se sente aceito e valorizado independentemente de seus comportamentos ou sentimentos. Esse ambiente seguro pode ajudar a pessoa a explorar suas inseguranças sem medo de julgamento.

Empatia: A empatia é um componente central da terapia humanista. O terapeuta esforça-se para entender a experiência do cliente do seu ponto de vista. Essa empatia pode ajudar a pessoa possessiva a sentir-se compreendida e, assim, mais aberta a mudanças.

Crescimento Pessoal: A terapia foca no potencial de crescimento e autoatualização do indivíduo. Ao encorajar a pessoa a buscar seu próprio caminho e a desenvolver-se, a terapia ajuda a construir uma autoestima mais forte e uma sensação de autossuficiência, reduzindo a necessidade de controle sobre os outros.

 Comunicação Autêntica. A abordagem humanista promove a comunicação aberta e autêntica. Isso pode ajudar as pessoas possessivas a expressarem seus medos e inseguranças de maneiras saudáveis, em vez de recorrer ao controle e à manipulação.

Desenvolvimento de Relacionamentos Saudáveis. Ao ajudar os indivíduos a entenderem e respeitarem a individualidade do outro, a terapia humanista promove o desenvolvimento de relacionamentos mais equilibrados e saudáveis. A confiança e o respeito mútuo substituem a necessidade de controle.

A possessividade é um comportamento prejudicial que pode causar sérios danos emocionais e relacionais. No entanto, a terapia humanista oferece ferramentas eficazes para ajudar os indivíduos a superar esse problema. Ao promover a autoconsciência, a aceitação incondicional, a empatia e o crescimento pessoal, a terapia humanista pode transformar a possessividade em relacionamentos mais saudáveis e equilibrados. Assim, a busca por ajuda terapêutica pode ser um passo crucial para quem deseja mudar padrões possessivos e construir uma vida emocional mais saudável.

Está passando por um relacionamento possessivo? Procure 

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...