Em algum momento da vida, todos nós enfrentamos a infelicidade.
Ela surge de perdas, frustrações, desencontros e sonhos adiados. É parte da experiência humana, tão natural quanto a alegria que também nos visita.
Do ponto de vista psicológico, negar ou reprimir a infelicidade pode gerar efeitos ainda mais dolorosos. A tristeza que não é compreendida se transforma em amargura. O sofrimento que não é acolhido pode se transformar em solidão interna.
Por isso, é importante reconhecer a infelicidade quando ela aparece, sem culpa ou vergonha.
Mas há um cuidado essencial: não podemos permitir que a infelicidade nos defina.
Sentir tristeza é humano.
Viver para sempre nela, como se fosse o único caminho possível, é esquecer que também carregamos dentro de nós a capacidade de mudar, de reconstruir, de encontrar novas formas de sentido.
O sofrimento precisa ser vivido, mas não cultivado.
Precisamos aprender a atravessar a infelicidade, não a construir morada nela.
A vida é feita de contrastes.
Assim como a noite anuncia o amanhecer, momentos difíceis podem abrir portas para novos começos.
Não podemos fugir da infelicidade, mas também não podemos ser contaminados por ela.
Dentro de nós existe uma força silenciosa capaz de acolher a dor sem perder a esperança.
A terapia é uma aliada nesse processo, nos ajudando a atravessar as tempestades sem esquecer que, depois delas, o sol volta a brilhar.
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