Ser pai, mãe ou tutor de uma criança especial é ser chamado a amar de um jeito novo.
É aprender que cada sorriso, cada olhar, cada gesto tem um significado que o mundo comum nem sempre enxerga.
Não se trata apenas de conduzir, mas de caminhar junto, respeitando os tempos, os silêncios e os pequenos milagres de cada dia.
É mergulhar num universo onde o tempo desacelera, onde vitórias são construídas passo a passo e onde o afeto se reinventa a cada instante.
O diagnóstico, no início, traz medo. Traz perguntas sem resposta. Mas, com o tempo, nasce algo maior: a coragem de amar sem moldar, de lutar sem desistir, de acolher sem condicionar.
Ser tutor de uma criança especial é receber, sem perceber, a dádiva de ver a vida com olhos mais humanos.
É transformar cansaço em persistência, e preocupações em celebrações silenciosas.
Existem dias de exaustão, é verdade. Mas existem também dias de brilho, de conquistas que, aos olhos de quem vive essa realidade, iluminam o coração por inteiro.
Neste mês dedicado à conscientização sobre o autismo, o reconhecimento se estende não apenas às crianças, mas também àqueles que as acompanham em sua caminhada: pais, mães e tutores que, com amor silencioso e incansável, constroem pontes invisíveis entre mundos.
Que nunca lhes falte amor. Que nunca lhes falte esperança. Que nunca lhes falte a certeza de que o que constroem, mesmo sem holofotes, muda o mundo de verdade.
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