segunda-feira, 9 de maio de 2011
Uma Vida em Sete Dias
Há algum tempo assisti um filme, cujo título me chamou a atenção, assim como sua sinopse. Uma vida em sete dias ( depois descobri que o título original não se parece nem um pouco com a tradução – Life or something like it, ou seja, Vida ou algo como isso ).
O enredo do filme traz uma mulher descobrindo que vai morrer dentro de 7 dias e com essa devastadora informação começa a repensar sua vida.
Imaginando que na vida real isso fosse possível, será que as pessoas teriam mais consciência do que fizeram em todos os dias anteriores e repensariam sua vida? Ou será que iriam entrar em desespero e correr para fazer qualquer coisa que ainda não tenham feito, ou fazer mais daquilo que gostaram de fazer?
São esses dois extremos que se sobressaem nesta questão.
Se a pessoa foi inconsequente e percebeu que não pensou na família, nem em si mesma ( apesar de achar que é super feliz ) ao descobrir que tem apenas 7 dias de vida, tende a pedir desculpas para a mãe, dar atenção ao pai, perceber que não passeou com o cachorro, que trocaria as baladas pelas reuniões em família, que realmente o verdadeiro amigo era aquele que a aconselhava e não aquele que concordava, entre outras coisas. Já se a pessoa foi muito quieta, sossegada, sem vícios, ao descobrir a mesma coisa, tende a sair por ai feito maluca atrás de todas as experiências possíveis, largar o trabalho, largar a família e pode até mesmo se deixar tanto levar pelo desespero que seus dias podem nem chegar a 7.
Pergunto-me onde está o equilíbrio ? Onde está a razão ?
Porque não ficar em paz com a possibilidade de ter feito tudo o que podia e que nisso esteja incluso o fato de ter estado em paz com a família, ter respeitado a todos e ter seu próprio respeito.
Afinal não faz diferença se você vai viver mais sete dias, ou sete meses, ou sete anos, o importante é saber viver todos os dias de uma forma em que se possa ser feliz e que se perceba que a felicidade não provém do sofrimento de outrem.
Porque ao invés de procurar felicidade apenas fora de casa, não tentar aproveitar um pouco mais as pessoas que serão sempre as mais importante na vida de qualquer pessoa.
Ás vezes muitos “amigos“ gostam de mandar mensagens dizendo “ aproveite o seu dia como se ele fosse o último “ e algumas pessoas acreditam.
Ai, na loucura do momento, um acidente grave pode acontecer. E esse fatídico dia será realmente o último e você não terá nenhuma lembrança dele, ou infelizmente não será o último dia da sua vida, mas sim o último dia que você supostamente viveu e vai para sempre lembrar do erro que foi buscar de forma insana em um único dia a felicidade, sendo que poderia ser feliz em todos os dias que restassem de sua vida...
Pensemos...
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Elso, como sempre na veia (não confunda com véia) rs. Perfeito.
ResponderExcluirabraços