sexta-feira, 22 de julho de 2011
Ambição
Publico este artigo para explanar a minha opinião sobre a diferença entre a ambição, o egoísmo e a inveja. Claro que a ambição em uma dose muito elevada também é prejudicial, também pode fazer mal à pessoas próximas e pode se transformar em um defeito, mas a ambição é fundamental para a evolução das pessoas.
Não podemos usar a expressão “ambiciosa” para tentar imputar um defeito à pessoa. Acredito que ser acomodado é muito pior do que sr ambicioso.
A Ambição faz parte de um planejamento e todo planejamento é fundamental. Ninguém planeja, pelo menos não deveria, ficar na mesma situação pelo resto da vida. Faz parte da natureza humana querer melhorar a sua situação, a situação de seus familiares, a situação do País, do seu povo.
É nesse meio tempo, que a ambição pode ser confundida com o egoísmo e com uma outra expressão ainda pior, a ganância. Neste ponto que a dosagem certa da ambição deve prevalecer, ou seja, ir até o ponto que lhe atende, mas não ultrapassar a barreira que vai começar a prejudicar outras pessoas.
Vou tentar exemplificar de forma simples o meu pensamento e as minhas definições:
Uma pessoa planeja adquirir um imóvel próprio para deixar de lado o aluguel. Faz seus planos e suas contas, verifica o quanto precisa evoluir e melhorar para que suas condições atinjam o ponto ideal para chegar ao seu objetivo e trabalha sobre esse plano. Isso é ambição, é querer melhorar, é querer chegar num ponto mais alto na sua própria vida.
Porém, suponhamos que no mesmo setor em que a pessoa trabalha hoje, exista uma outra que tem as mesmas qualificações e possibilidades de evoluir e então, aquela que planejou a compra da casa, começa a agir de forma a atrapalhar o desenvolvimento da colega, querendo só para si a promoção. Isso é egoísmo.
Só, que o chefe, promove a outra, mesmo com as tentativas inúteis da nossa personagem de prejudica-la. Nossa personagem, então, começa a diminuir os méritos da outra, difamá-la com insinuações irreais e mentirosas. Isso é inveja.
Portanto, temos que ser ambiciosos para subirmos os degraus da nossa vida, mas temos que limitar o nosso espaço, pois quem chega ao topo pisando na cabeça das pessoas e não nos firmes degraus que construiu, pode cair com maior rapidez e essa queda pode ser irreparável.
Responsabilidade, respeito, trabalho e ambição. A fórmula do Sucesso.
Photo by Andreas Klassen on Unsplash
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Inveja e Egoísmo
Escrevi esse artigo em Julho de 2011 e até hoje ele é o mais acessado do Blog. Muito provavelmente porque as palavras que formam o seu título sejam muito buscadas no Google. E isso é preocupante.
Mas vamos lá...
Invejoso é aquele que tudo quer, sem nada precisar fazer.
Egoísta, é aquele que quer ter tudo, sem nada compartilhar com ninguém, ou na melhor das hipóteses aquele que só compartilha o que tem com seus familiares e quiçá amigos muito próximos.
Ter inveja é observar superficialmente a vida alheia, reparando nas posses, amizades e conquistas que as outras pessoas têm, desejando ter as mesmas coisas, só que sem se preocupar em saber qual foi o esforço que, quem tem o que tem, fez ou quais dificuldades passou para conquistar suas posses.
O invejoso acha que tudo é fácil e reclama não ter a mesma sorte que os outros têm. Acha que ninguém merece tudo o que tem e que ele tem muito menos do que merece. Preocupa-se em tentar difamar ou minimizar as conquistas dos outros e sempre procura alguém para culpar pelos seus fracassos.
Muitas vezes, os invejosos culpam a Deus, os Anjos, o céu, até o diabo ou o demônio, mas nunca culpam a si mesmos. Nunca abrem os olhos para enxergar seus defeitos, sua fraqueza e falta de vontade, sua preguiça e incapacidade. Querem sempre o que o mundo pode oferecer de melhor, mas retribuem apenas com lamúrias e destruição.
Ser Egoísta é não abrir os olhos para os problemas que nos rodeiam, é pensar apenas “no próprio umbigo” e nada mais. O Egoísmo normalmente vem acompanhado da ganância, da sede de cada vez ter mais, de juntar, guardar. A ausência da Gratidão é outro sinal, pois normalmente quem é egoísta acha que tudo o que foi feito por ele não passou de obrigação.
Poucas pessoas conseguem enxergar que outros podem ter aberto mão das próprias vidas, para fazer com que a vida deles tivesse um rumo, um sentido, mas a retribuição pode ser dolorosa, rancorosa, destrutiva.
Contudo, não devemos e nem podemos, desistir de nossos ideais, de nosso estilo de vida e de nosso pensamento. Temos, sim, que pensar em fazer o bem, sem esperar retorno, mas nos sentirmos em paz conosco e com nossa consciência.
Photo by Lionello DelPiccolo on Unsplash
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Expectativas
Essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi... As palavras da letra de “Índios” da Legião Urbana são ótimas para escrever um pouco sobre as expectativas.
Temos uma capacidade única de nos transportar para lugares onde nunca estivemos e insistimos em sentir falta daquilo que nunca tivemos.
O Gosto daquele chocolate que tem a embalagem tão bonita e que nos dá água na boca quando vemos na nossa frente, pode ser bem diferente quando dermos a primeira mordida. Até mesmo o gosto daquele primeiro gole de vinho que parece tão macio e saboroso, pode se transformar quando tomamos o último gole da garrafa...
Montamos o roteiro da nossa vida, estudamos os nossos passos, decoramos as nossas falas, vemos o local de um encontro, o clima, sentimos a brisa ou o calor do sol no nosso rosto, mas teimamos em esquecer que somos os “diretores” apenas do filme da nossa vida e não podemos decidir o que os outros personagens dos nossos dias vão fazer, como vão atuar e menos ainda, em como o tempo vai se comportar. Não podemos impedir a chuva de cair, o vento de soprar, o sol de queimar.
Claro que para tudo nessa vida temos que fazer planejamentos, mas temos que nos ater àquilo que realmente podemos fazer, sem ter certeza de que os demais participantes dos nossos dias farão aquilo que queremos ou esperamos.
Temos que ter o discernimento entre o real e o esperado, entre a expectativa e a realidade.
Não adianta, por exemplo, fantasiar a festa da comemoração de um título de um jogo que ainda nem começou. Temos que nos preparar para a festa, mas temos também que nos preparar para a derrota.
Uma empresa não pode se preparar para o fechamento de um contrato milionário, desde que a empresa não seja do Palocci ou afins, e não estar preparada para continuar aberta e funcionando com os pequenos contratos que já existem. Parafraseando o dito popular sobre o ovo e a Galinha, não podemos contar com a Champanhe dentro da Garrafa.
Aquele que se prepara para um “sim” no dia do casamento, mas que tem a consciência de que pode escutar um não, vai sofrer, mas muito menos do que aquele que não se preparou nunca para isso.
A expectativa é a maior amiga da depressão e a mãe da frustração e a preparação para a realidade faz com que todo obstáculo, por maior que seja, possa ser superado, todo trauma possa ser ultrapassado e todo sonho volte a ser trabalhado.
Portanto, imaginem-se sempre no topo, lutem para chegar aos objetivos, mas sempre tracem um “Plano B” para continuarem vivendo depois de um insucesso. A vida é feita de vitórias e derrotas, mas só volta a vencer, aquele que entende porque perdeu.
Lembre-se também, que quando seus planos envolvem outras pessoas e situações, você nunca pode ter certeza do que vai acontecer. Não é só da cabeça de políticos que pode sair o mesmo que sai da bunda do bebê...
Photo by Chris Galbraith on Unsplash
domingo, 10 de julho de 2011
Tédio
Uma fila grande e lenta demais, uma reunião desnecessária que parece interminável, esperar alguém que se atrasa demais, entre outras coisas que causam aborrecimento e fadiga mental causam o tédio.
Entre os problemas do tédio, um dos maiores é que as situações, como as descritas acima podem acabar mudando o foco e a vontade de um indivíduo que pode acordar feliz e motivado e acaba vendo seu tempo desperdiçado por atividades frustrantes ao invés de ser utilizado para objetivos produtivos e prazerosos.
Porém se o sujeito tem atividades para fazer e as evita, preferindo ficar parado, entediado, pode ser sinal de uma doença psíquica que precisa ser tratada, porque a expressão "Morrer de tédio", pode, sim, se tornar real.
O Tédio se relaciona diretamente com a depressão e todos sabemos os riscos que a depressão apresente e o que ela causa.
Entre as crianças, o tédio aparece quando as colocamos em situações de tarefas extremas, ou seja, se damos a elas atividades muito simples, elas se entediam, pois não representam nenhum desafio, em contrapartida algo fora da faixa etária, muito complicado ou difícil, se torna entediante pois a criança perde o foco da tarefa.
Em situações entediantes, procure sempre alguma atividade paralela para não deixar seu cérebro parar. Leia um livro enquanto está na fila, procure pensar e participar mais ativamente das reuniões chatas, desenvolva uma ideia e assim por diante.
Ative seus neurônios em momentos de tédio e tenham uma ótima semana!
Photo by Dawid Zawiła on Unsplash
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Pânico
Pânico pode ser definido como uma crise de forte ansiedade ou medo de situações recorrentes ou inéditas. As crises de pânico normalmente são intensas e repentinas. Acabam causando nas pessoas sensação de mal estar físico e mental fazendo com que estas saiam do local onde se encontram, para irem à hospitais, ou até mesmo que se agarrem a pessoas próximas.
Contudo, devemos deixar claro que a reação de pânico pode ser absolutamente normal quando existe uma situação de stress que facilite seu surgimento. Estar presente na correria de um incêndio, afogar-se com uma onda repentina, um assalto à mão armada ou qualquer outra coisa que emane uma sensação de morte, para todos esses casos a sensação de pânico é normal.
A bem da verdade, o pânico é fundamental para a autopreservação, sendo uma reação normal e até mesmo vantajosa para aqueles que o sentem. Aqueles que nada temem, tem maior chance de encontrar o fim da linha, enquanto os que fogem do perigo, da morte, estatisticamente tem maior chance de sobreviver.
Portanto, o pânico passa a ser perigoso e até mesmo patológico, quando a palavra “transtorno” o acompanha, quando esse medo acontece sem motivo, espontaneamente. Se atravessar uma rua causa calafrios, quando esbarrar em alguém na calçada causa tremedeira, quando olhar um avião passando no céu causa terror.
Não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. É necessário haver vários “ataques de pânico” no período de semanas ou até mesmo meses. No primeiro “ataque” é preciso observar se a pessoa se preocupa com a possibilidade da repetição do fato gerador do pânico e com as consequências que este trouxe. Hipocondria é um dos sinais mais claros deste transtorno, pois uma pessoa nesta situação tem sempre vontade, até mesmo necessidade, de ir ao médico, mesmo com a negativa constante de qualquer problema.
Além disso, é necessário existir uma combinação de vários fatores para que o transtorno se diferencie do “medo comum”.
Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável; Sudorese excessiva; Tremores nas mãos ou extremidades ou por todo o corpo; Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar; Sensação de desmaio iminente; Dor ou desconforto no peito, sensação de infarto; Náusea ou desconforto abdominal; Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia; Despersonalização, não reconhecer a si mesmo; Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo; Medo de morrer; Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo; Enrubescimento ou ondas de calor ou calafrios pelo corpo.
O mais importante é não se deixar levar pela confusão e não se precipitar em diagnósticos. Pois aqueles que tem “medo de ter medo” acabam tentando demonstrar coragem em situações inoportunas e podem acabar piorando a situação mental e física.
Para vencer o seu medo, primeiro você precisa fazer esse medo ser derrotado, muitas vezes com a ajuda de um profissional da área de psicologia.
Boa Semana!
Photo by DDP on Unsplash
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Imaginação
Quando criança, sozinho sentado no chão da sala da casa da minha tia, brincava com vários bonequinhos. Playmobil, soldados de exército, bonequinhos de heróis e uma bola de gude, que na verdade era a bola de futebol.
A Cadeira era o gol e os bonequinhos os jogadores. Eu era um deles, as vezes o artilheiro, as vezes o goleiro. Eu não estava lá, não me via lá, apenas me imaginava em um campo, com torcida, com a camisa do Palmeiras e sendo campeão.
Eis a diferença entre me iludir, pois sabia que eu não era jogador, que a minha sala não era estádio e que a cadeira não era o gol, alucinar, pois eu não via realmente o estádio, nem a torcida nem outros jogadores e imaginar, que era o que eu fazia e que ainda hoje faço, claro sem bonequinhos e não em brincadeiras com futebol.
Imagino, quando me deito, por exemplo, como seria se eu ganhasse na mega-sena, como seria se eu tivesse mais força de vontade para alcançar coisas que almejo, enfim, uma série de situações. Mas, não me iludo, pois nem jogo na loteria e me conheço bem demais para saber que muitas coisas não farei mesmo.
A imaginação, não passa de uma fantasia, uma coisa pueril e construtiva, pois pode levar ao aguçamento da criatividade, à criação de novas possibilidades, ao sonho até mesmo de um mundo melhor.
Pois bem, lembrem-se sempre de imaginar, deixar os pensamentos vagar, sonhar com coisas melhores, com dias de sol, mesmo no inverno, com o calor da pessoa amada mesmo na solidão, mas sempre tendo em foco que a realidade é um pouco menos tenra, um pouco mais dura, e sempre a adversária a ser batida. Não se iludam com a sua imaginação, para não acabarem alucinando com aquilo que não existe.
Boa Semana!
Photo by Belinda Fewings on Unsplash
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Alucinação
Alucinação é a percepção real de um objeto, som, imagem, entre outras coisas, inexistente. Ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Contudo, podemos afirmar que a percepção do alucinado é real, tendo em vista a convicção inabalável que esta pessoa manifesta em relação ao objeto, pessoa ou som alucinado. Em outras palavras, será bem real para a pessoa que está alucinando.
A percepção da alucinação, portanto, é de origem interna, que combinada com possíveis fatores externos, faz com que o objeto alucinado muitas vezes seja percebido mais nitidamente que os objetos reais de fato. Por exemplo, uma pessoa em estado de alucinação pode enxergar um rato gigante e não conseguir ver um botijão de gás que está no lugar em que ele vê o rato.
Todas as percepções, imagens, sons, cheiros, pessoas, monstros, entre outras coisas podem também ser alucinados. Só que quando isso ocorre, a liberdade de associações de formas e objetos é infinita, podendo um Tigre aparecer com nadadeiras, ou uma Barata que mergulha no dorso de um Golfinho.
O indivíduo alucinado pode ter, como nos sonhos, percebido cada umas dessas imagens e formas em momentos diferentes e através do ID, combinado umas com as outras até chegar na imagem final.
As alucinações podem manifestar-se através de qualquer um dos cinco sentidos, sendo as mais freqüentes as auditivas e visuais.
Para comparar a Alucinação com a Ilusão, podemos dizer que a primeira é ligada a distúrbios psicóticos, enquanto a ilusão é apenas um engano causado por um desejo, vontade, ou crença em algo que, assim como na alucinação, não é real, mas ainda assim, a primeira tem uma justificativa de ser, enquanto a ilusão não.
Photo by JOSHUA COLEMAN on Unsplash
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