segunda-feira, 4 de julho de 2011

Imaginação


Quando criança, sozinho sentado no chão da sala da casa da minha tia, brincava com vários bonequinhos. Playmobil, soldados de exército, bonequinhos de heróis e uma bola de gude, que na verdade era a bola de futebol.

A Cadeira era o gol e os bonequinhos os jogadores. Eu era um deles, as vezes o artilheiro, as vezes o goleiro. Eu não estava lá, não me via lá, apenas me imaginava em um campo, com torcida, com a camisa do Palmeiras e sendo campeão.

Eis a diferença entre me iludir, pois sabia que eu não era jogador, que a minha sala não era estádio e que a cadeira não era o gol, alucinar, pois eu não via realmente o estádio, nem a torcida nem outros jogadores e imaginar, que era o que eu fazia e que ainda hoje faço, claro sem bonequinhos e não em brincadeiras com futebol.

Imagino, quando me deito, por exemplo, como seria se eu ganhasse na mega-sena, como seria se eu tivesse mais força de vontade para alcançar coisas que almejo, enfim, uma série de situações. Mas, não me iludo, pois nem jogo na loteria e me conheço bem demais para saber que muitas coisas não farei mesmo.

A imaginação, não passa de uma fantasia, uma coisa pueril e construtiva, pois pode levar ao aguçamento da criatividade, à criação de novas possibilidades, ao sonho até mesmo de um mundo melhor.

Pois bem, lembrem-se sempre de imaginar, deixar os pensamentos vagar, sonhar com coisas melhores, com dias de sol, mesmo no inverno, com o calor da pessoa amada mesmo na solidão, mas sempre tendo em foco que a realidade é um pouco menos tenra, um pouco mais dura, e sempre a adversária a ser batida. Não se iludam com a sua imaginação, para não acabarem  alucinando com aquilo que não existe.

Boa Semana!

Photo by Belinda Fewings on Unsplash

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