segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sinceridade e Verdade




Apesar de parecidas, a sinceridade e a verdade são duas coisas diferentes.

A Sinceridade tem uma relação um pouco mais aproximada da honestidade, e a verdade é um fato, a realidade, a exatidão.

A maior diferença entre as duas é que a verdade é absoluta não dá margem a abstrações e sentimentos, a verdade “É”.

A sinceridade é essencial, mas é abstrata, imensurável, impossível de enxergar.

Mas mesmo sendo um fato, a verdade ainda pode ser distorcida, fazendo com que pessoas mais vulneráveis acreditem em coisas como a Terra Plana, por exemplo. E só é possível enganar as pessoas, quando a mentira é contada com uma falsa sinceridade que de tão bem representada parece ser real.

A verdade pode machucar, pode causar estragos em uma vida, mas ainda assim é melhor do que a mentira.

A sinceridade também pode machucar, mas é muito melhor do que eventualmente descobrir que alguns gestos eram fruto da falsidade.

A verdade tende a ser sempre descoberta, á a sinceridade pode ficar para sempre mascarada e encoberta em atitudes reais que são tomadas com sentimentos contrários.

Pessoas podem ajudar outras pessoas, o que é verdade, mas podem fazer isso sorrindo quando estão de frente, mas bufando quando viram as costas.

Prefira e procure sempre a verdade e tente ser o mais sincero possível, mas sem criar expectativas com a sinceridade dos outros!

Seja feliz por seus atos e não por atitudes que vem de outras pessoas!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Redes Sociais:A aproximação da Distância




Durante nossa vida, principalmente quando mais jovens, conhecemos muitas pessoas, formamos grupos, mas invariavelmente a maioria dessas pessoas, por diversas e distintas razões, acabam saindo da nossa vida.

Usando a minha própria situação como exemplo, posso facilmente me lembrar de alguns grupos dos quais fiz parte e que a maioria dos participantes hoje faz parte apenas das boas recordações que ficam firmes na nossa memória.

Os primeiros grupos foram no colégio. Pessoas que via todos os dias da semana, e às vezes fins de semana, por mais de 10 anos e que foram se perdendo com o passar do tempo, depois da formatura.

Depois veio a faculdade, 6 anos convivendo com duas turmas que também faziam parte do cotidiano noturno e por inúmeras vezes aos sábados e domingos para os trabalhos intermináveis, os quais, em virtude do serviço, não podiam ser feitos durante a semana.
As pessoas também foram aos poucos se esvaindo e ficando guardadas em algum lugar do passado.

Em seguida veio o desligamento do primeiro trabalho. Foram 7 anos convivendo com um número grande de pessoas que fizeram parte das manhãs, tarde, fins de semana e feriados e que também aos poucos desapareceram na neblina do futuro.

Claro, que o maior “culpado” pelo fim das relações e continuidade dos contatos, sou eu mesmo. As transformações na rotina, o cotidiano diferente e as novas pessoas que vão surgindo dia-a-dia, somadas à minha personalidade, acabam por ocupar um pouco do espaço que outrora estava preenchido pelos outros.

Posso dizer que contato real, tenho com poucos amigos de épocas distantes, que são amizades de mais de 30 anos e jamais vão acabar e com outros tenho a oportunidade de me encontrar a cada um ou dois anos para bater um papo e tomar uma cerveja. 

Mas a grande maioria está em um mundo paralelo, e provavelmente eu nem mais teria notícias ou conhecimento sobre alguns fatos, se não fossem as redes sociais.

Há mais de 15 anos, surgia o Orkut em nossas vidas e com ele voltaram muitas lembranças, pois a cada foto associada a um nome, a memória trazia à tona os momentos vividos no colégio, na faculdade, no trabalho.

Através dele pude reatar algumas amizades que hoje continuam muito presentes, mas, principalmente, manter um simples contato com aqueles que estavam escondidos em um arquivo na minha memória.

Contudo, depois de um certo tempo, toda a novidade entrou para a rotina e o Orkut ficou obsoleto, sem graça, sem vida e foi aí que ganhou força o Facebook.

A ideia é quase a mesma, e a princípio houve um transporte dos “amigos” de um lado para o outro.
Só que o que era para ser algo legal, por vezes acaba se tornando o oposto. Hoje a rede social é mais importante do que o contato físico. 

Temos conversas enormes em nossos “whatsapp”, pelo Facebook, ou até mesmo SMS, mas quantas vezes, durante o ano, encontramos de verdade aqueles amigos distantes que ficaram no passado?

E além disso, as pessoas que habitam o nosso próprio presente acabam fazendo parte mais da nossa vida virtual, do que da vida real.

Eu mesmo, agora até com meus familiares, converso por mensagens e tirando as pessoas mais frequentes do dia-a-dia, não tenho conseguido muito espaço para reencontros e encontros.

Hoje é quase impensável viver em um mundo sem telefone celular, computador e internet, mas será que essa tecnologia tem o tamanho merecido em nossas vidas?

Será que ao invés de escrever esse texto e publicar no blog e no facebook foi melhor do que seria essa conversa em uma mesa de um pub com um copo de cerveja ?

Acho que não...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Planejamento




Todo fim de ano é a mesma coisa. Momentos de reflexão e de planejamento.

Fechamos os olhos e procuramos reescrever nossa trajetória, para lembrar o que alcançamos, as metas que atingimos, mas principalmente para tentar entender tudo aquilo que planejamos, mas não realizamos.

E nos preparamos para começar a planejar de novo, mas com propósitos. 
Não adianta fazer um plano para emagrecer 20 quilos, nem  o que fazer com o dinheiro da mega sena, nem tampouco pensar em quem vai demitir ou contratar quando aquela promoção sair. Isso não é planejamento, isso é sonho, ou melhor, devaneio.

Todo planejamento, na verdade, começa com organização, uma palavra mágica para que objetivos sejam alcançados. Sem organização, não há planejamento que resista por muito tempo.

Em primeiro lugar, devemos dividir o planejamento em áreas da nossa vida, distintas e tratar cada um de forma separada, apesar de todas serem interligados entre si. Cada um prioriza as áreas de acordo com o que acha mais importante e de acordo com o tempo, idade e pensamento.
As áreas a serem planejadas podem ser, por exemplo: Saúde, Trabalho, Estudos, Relacionamentos, Finanças, Espaço Físico e etc.

Na área da saúde, podemos usar como exemplo aquela pessoa que quer perder 20 quilos no ano. Esse planejamento precisa ser feito e trabalhado em conjunto com a força de vontade e autoestima.
Se você quer começar a fazer dar certo, já tem que atingir a meta logo em Janeiro, para não deixar pra depois e quando percebe está em novembro e com 5 quilos a mais.

Se organizar no trabalho, seja na empresa ou no home-office também é um bom desafio para o planejamento. Ter horários e regras, saber dosar o trabalho e o tempo livre, cumprir os horários e ser pontual, isso ajuda não só a vida profissional, mas permite a organização da vida pessoal também.

E o ponto mais importante, se livrar das lembranças dos planos frustrados e não cumpridos e das metas não atingidas. Se você ficar se remoendo com isso, vai ter dificuldade de acreditar no seu potencial para planejar a agir mo futuro.

Conseguindo isso, sua vida ficará mais limpa, com menos do passado e mais do presente, afinal, o ontem não volta mais, mas o presente nós estamos construindo e se nos organizarmos e planejarmos melhor, nosso futuro  tende a ter mais agradecimentos pelas conquistas, do que questionamentos sobre o que não fizemos.

Photo by airfocus on Unsplash






terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Fé e Manipulação




Eu não sou uma pessoa muito ligada às religiões, mas sou ligado à minha própria fé.e acredito que ela é fundamental para que muitas pessoas acreditem nos seus sonhos e tenham força para caminhar rumo ao sucesso.

Conheço muitas histórias de pessoas que sozinhas não conseguiriam tudo o que têm, mas conseguiram através da fé. Claro, através de suas atitudes, mas que só foram possíveis, porque a fé ajudou a acreditar que era possível.

Porém, ao mesmo tempo em que eu acho isso importante, me incomoda um pouco a crença de que seu esforço, sua vontade, sua bondade, nada são sem a presença da fé e, mais ainda, me incomoda a passividade com relação às dificuldades, fracassos, problemas e todas as outras coisas negativas que são colocadas "na conta de Deus", tirando assim a responsabilidade pelos atos, ou pela falta deles.

A única coisa que me incomoda mais do que isso, é a manipulação da fé. Quando o frequentador da igreja, seja ela qual for, é manipulado de forma a acreditar que ele precisa "comprar" sua felicidade, sua tranquilidade, sua paz, seu sucesso profissional e financeiro.

E os Pastores, Padres e afins utilizam como arma o medo, deixando os fieis a mercê de sua vontade, sendo ameaçados a todo tempo, com o castigo Divino quando falta o dízimo, ou seja lá qual nome cada igreja escolhe dar.

É como se fosse um suborno aos céus, uma condição, que só se realizará mediante pagamento. Mas Deus certamente não precisa de dinheiro. Por vezes a comunidade é convidada para ajudar na manutenção da igreja, mas, na minha e penas minha opinião, não precisaria ajudar na manutenção das mansões daqueles que pregam o medo ao invés da fé.

A fé é invisível e não habita os templos, ela fica dentro do coração de que a tem, que a sente.

De nada adianta frequentar a igreja, o templo, as Mesquitas, se dentro do peito existe ódio, rancor, amargura. De nada adianta pagar para chegar ao céu, se aqui na Terra as suas atitudes não condizem com as suas orações.

O seu dinheiro, por mais que lhe digam ao contrário, não vai comprar sua absolvição, se é que alguém precisa ser absolvido.

Pagar para ser perdoado, depois de matar uma pessoa, arrasar uma família, até mesmo depois de uma simples mentira, não vai trazer de volta o que aconteceu.

A fé não é uma mercadoria, não tem preço e encher os bolsos das igrejas não fará com que ela seja mais ou menos eficaz.

Acredite, sim, mesmo que seja sem ver, apenas sentindo, mas fundamentalmente continue lutando, batalhando, pois nada cai do céu. 

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...