Hoje vou republicar um artigo escrito em Abril de 2011, com algumas pequenas mudanças e inserções, as quais foram surgindo no meu pensamento nesses mais de 10 anos em conversas sobre o tema.
“Toda ação gera uma reação, toda consequência tem a sua
causa”. As coisas são assim e sempre serão.
Nessas duas pequenas, simples, mas extremamente reais
afirmações, nós encontramos explicações para muitos sentimentos e muitas
atitudes na nossa vida.
Como explicar atitudes que por vezes algumas pessoas tomam,
fazendo-as serem classificadas de possessivas, por vezes intransigentes e faz
com que percam algo, ou alguém, que tanto lutaram para conquistar, por pensarem
que estavam protegendo aquela pessoa ou aquilo que queriam?
Como entender o ciúme? De acordo com o meu ponto de vista, o
ciúme se constrói por três motivos, ambos relacionados à simples frase escrita
no início deste artigo e também por medo e insegurança.
Apesar de o ciúme poder ser aplicado à pessoas, animais e
até mesmo a objetos, vou usar como exemplo casos de relacionamentos.
O primeiro motivo e o mais comum a meu ver, é aquele em que
toda consequência tem a sua causa, ou seja, não se é ciumento por ser, mas sim,
por saber que é possível ser traído, uma vez que já traiu.
Normalmente o egoísmo e o egocentrismo das pessoas, faz com
que elas não queiram experimentar do mal que causaram. Por trair e por sentir
menosprezo e uma certa superioridade sobre seu par, se sente acuado em saber
que outra pessoa possa sentir o mesmo, deixando-o por baixo, como vítima ao
invés de vilão. Como na vida, os mais desconfiados são os mais propícios a
tentar passar os outros para trás, os ciumentos são os mais propensos a terem traído
e a continuarem traindo.
O segundo motivo, se baseia mais na reação causada por uma
ação. Uma pessoa que terminou um relacionamento por descobrir que seu par
estava sendo infiel, tem uma forte tendência a sentir ciúmes nas próximas
relações e com isso pode ter dificuldade em conseguir uniões duradouras no
futuro.
Vai por um longo tempo, comparar o par atual com o anterior,
tentar procurar alguém que tenha atitudes opostas, mas mesmo assim, vai sempre
nutrir um sentimento de posse que tende a levar o relacionamento ao fim.
Em menor escala temos casos em que a pessoa junta os dois
primeiros. Quem terminou um relacionamento por descobrir uma traição, no novo
relacionamento começa a trair, para não se sentir idiota para se proteger caso
esteja sendo traída de novo, mas ao mesmo tempo quer impedir que isso aconteça.
Ou seja, bagunça mental.
Por fim, cheguei à conclusão que em virtude da insegurança,
da baixa autoestima e da dificuldade em se aceitar do jeito que é, também é
possível sentir ciúmes. Quando o indivíduo acha que não merece o par que
conseguiu, sente que aquela pessoa será a única no mundo com a qual vai poder
se relacionar, tem uma enorme tendência de desconfiar de tudo e de todos. A
possessão acaba se tornando um fantasma e se confunde com um amor platônico que
nunca vai dar certo.
O importante é deixar um ponto claro.
Muitas pessoas se julgam incapazes de conter seus impulsos,
usando esta afirmação como defesa para seus atos errôneos. Da mesma forma,
alguns alegam que o ciúme é inevitável. Na verdade, o ciúme em nada contribui
para o bom andamento de um relacionamento, sim ao contrário.
Ninguém gosta de ser pressionado injustamente, ninguém gosta
de ter seus passos vigiados com desconfiança. Se seu par não tem motivos para
te trair, o seu ciúme é o primeiro, afinal, já que você tanto acusa sem motivo,
que tenha um motivo ao menos. E, principalmente, o gostar é fundamental, se seu
par já não sente por você o que sentia no início da relação, não vai ser o seu
ciúme que vai mudar isso.

Lindo e verdadeiro!!
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