segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Natureza


Tenho feito algumas pequenas viagens diferentes desde que retomamos a vida quase normal, após a pandemia., Nessas viagens tendo ficado mais em lugares cheios de energia e completamente diferentes do que vejo no meu cotidiano da “Cidade Grande”.

Depois de voltar para casa, me dei conta do tanto que gosto desse contato com a natureza. De como eu fico por vezes parado olhando ao redor, escutando apenas os pássaros, sentindo o toque do sol, ou as gotas da chuva, como eu consigo ter instantes de paz.

Confesso que não consigo me ver morando em um lugar assim tão calmo, por mais que seja tentador imaginar o bem estar, a saúde, a distância da correria e do stress do trabalho, mas por outro lado distante de toda a tecnologia que “infelizmente” acabou fazendo parte do meu dia a dia.

Porém, passar alguns dias livre de tudo isso, faz um bem danado. Ter contato com o chão, a terra, a grama, pequenos animais, a paz e tranquilidade que nos transportam para dentro de nós mesmos, refletindo a existência e despertando gratidão.

É como se a própria Terra estivesse em contato conosco nos dizendo o quanto ela é linda, poderosa, e ao mesmo tempo, quando nos leva de volta para a realidade, nos dá um choque mostrando o quanto nós somos cruéis com toda essa dádiva que recebemos, como transformamos tanta beleza em um mar de cimento e poluição.

A evolução foi necessária e inevitável, mas será que não passamos um pouco dos limites?

Acho que já passou da hora de olharmos um pouco mais para o que nos resta da natureza e aproveitar. Nossa geração será uma das últimas a poder sentir o cheiro da grama molhada, das plantas, sentir o orvalho e admirar o por do sol em locais que nos conectam ao universo.

A menos que a sociedade mude radicalmente, com pessoas mais preocupadas com o futuro do que com o presente, vamos deixar de legado um mundo iluminado por leds, mas sem a cor da natureza...

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