Um ano inteiro se passou, a Terra deu sua volta no Sol e quanta coisa aconteceu...
E esse, apesar de ter tido alguns bons momentos, definitivamente não foi um ano bom em termos pessoais e principalmente familiares, o que certamente nos deixa lições a serem aprendidas.
Consegui, esse ano, fazer minha primeira grande viagem, que foi fantástica, cheia de descobertas, aprendizado e conhecimento.
Esse ano voltei ao estádio para assistir ao vivo meu time ser campeão Brasileiro.
Fortaleci muito algumas amizades que se mostraram fundamentais para a minha caminhada e formei algumas novas, que vão seguir comigo nesta estrada da vida.
Mas todas essas coisas boas foram apagadas pelos últimos 45 dias, em que pudemos ter certeza do tamanho da nossa fragilidade e ao mesmo tempo um teste da nossa resistência e da nossa força.
Fomos colocados em prova emocional e mental com problemas de saúde seguidos na família, envolvendo 4 pessoas diferentes, entre elas eu mesmo, e nos deixando sem as ideais condições de trabalho, atenção e com a ansiedade e os sentidos nervosos à flor da pele.
Estão sendo, pois meu Pai ainda segue internado e sem previsão de alta, 45 dias de constante preocupação e um certo temor, onde nos vemos em uma situação de medo, sempre pensando " O que mais falta acontecer ? "
Claro que a saúde e os problemas não escolhem dias, não escolhem datas e nem períodos, mas, pela data comemorativa, acaba se tornando ainda mais pesaroso, pois junto com o pacote da tristeza, surge a dúvida sobre o que fazer e de que forma, nesse período em que sempre esperamos festa, presentes e abraços. Pois então, que consigamos usar esse momento de apreensão e de dificuldade para nos concentrar no que realmente é importante! Que consigamos entender o valor de ficar juntos, de tocarmos nossas mãos e aproveitarmos todas as oportunidades para estar ao lado de quem nos é tão caro. Que consigamos entender que a vida não é eterna e que os momentos em que podemos confraternizar servem para amenizar o coração e não para lembrar de intrigas e diferenças de pensamentos, das formas diferentes de enxergar e de entender os fatos e fundamentalmente que não vale absolutamente nada uma discussão idiota sobre a vida afetiva dos pseudo famosos da TV.
Que tenhamos a capacidade de lembrar e sorrir dos bons momentos e trocar a força entre nós e não nos deixar enfraquecer ainda mais, que ao invés das caretas de reprovação sobre o que o outro está falando, tenhamos sempre um sorriso para dar em troca. Não somos obrigados a concordar com nada, mas temos a obrigação de respeitar a posição e a opinião de todos.
Que neste Natal consigamos ter harmonia suficiente para tentarmos suportar com habilidade os desafios do novo ano.
Amigos, Família e Leitores, desejo a todos vocês um Natal mágico, que o simples abrir dos olhos os deixem com a certeza de que são todos especiais, que tenham um ano de 2017 muito melhor do que foi 2016, independente do quão bom ele possa ter sido e principalmente, que todos tenham muita saúde em seus lares. Não esqueçam, aproveitem o momento, curtam a presença de cada pessoa querida ao seu lado e vivam intensamente cada segundo de felicidade!
Nos Encontramos aqui ano que vem !
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A Magia da Comunicação
Provavelmente poucas coisas são mais importantes e, também, mais difíceis do que ter uma comunicação eficiente.
Comunicar é diferente de falar, explicar, visualizar, criar.
Comunicar é arte de passar uma informação, fato, ou mensagem, de forma que
várias pessoas de diferentes classes sociais, culturas, religiões, entre tantas
outras diferenças, entendam com clareza.
O que se torna tarefa ainda mais hercúlea nos dias atuais,
pela enorme falta de respeito e de entendimento de boa parte das pessoas.
Por isso que hoje em dia comunicar é mais importante que
conhecer. Como previu Carl Rogers em seu livro “ Um jeito de ser”, nos dias atuais o conhecimento sobre o assunto não é o mais importante nas ciências do
comportamento. Ter o conhecimento e não saber como o expressar o deixa
trancafiado no seu próprio interior, sem ter grande valor ou utilidade.
Para ser um ótimo comunicador, antes de mais nada é preciso
ser um ouvinte de primeira linha. Só conseguimos nos fazer entender, se temos a
capacidade da compreensão, do respeito pela palavra do outro, de realmente
ouvir o que o outro diz e não apenas julgar ou ignorar porque a opinião dele é
diferente da minha.
Isso me leva a uma conclusão: Jamais tente ensinar ou convencer outras pessoas, se você
não tem capacidade para aprender. Pois se você não consegue aceitar e ouvir o
que o outro tem a dizer, não saberá fazer o inverso com razoabilidade, deixando
ao outro o direito de escolha.
Toda comunicação tem que ser relevante, tem que fazer
diferença, tem que servir para alguma coisa.
E, acreditem, é ótimo quando
conseguimos ouvir alguém, mesmo que não concordemos com o que ouvimos, mas isso
nos coloca em contato e todo contato é um fator de enriquecimento da vida.
Depois que aprendemos a nos comunicar, um fenômeno acontece
em nossa forma de escutar e enxergar as coisas. Escondidas em frases
superficiais, palavras que aparentemente são de pouca importância, podem
existir gritos desesperados de socorro de pessoas que não conseguem externar
seus sentimentos.
O mesmo Carl Rogers sustenta esta teoria através de inúmeros
trabalhos e pesquisas e quando paro para pensar, vejo que realmente faz
sentido, que muitas vezes por trás até mesmo do silêncio eu ouvia palavras que
não eram ditas, que me guiavam nos atendimentos.
Por isso que há muito tempo, eu troquei a expressão “ Falar
é fácil, difícil é fazer”, pela que eu julgo mais correta: “Falar é fácil,
difícil é entender”.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Vendendo Melhor
Sou Psicólogo formado já há 24 anos.
Mas tive um hiato nos atendimentos e na profissão que durou de 2008 à 2014, isso porque para preparar meu futuro financeiramente, tive um emprego paralelo que foi crescendo, me tomando cada vez mais tempo, me criando cada vez mais oportunidades e que, por fim, me obrigou a não pegar mais pacientes, terminar o atendimento daqueles que estavam em andamento e focar 100% do tempo na atividade que estava exercendo.
Contudo, isso nem de longe foi ruim, pelo contrário, me ensinou a cada dia várias lições que eu hoje posso usar no meu cotidiano e até mesmo, por que não, nos meus atendimentos.
Comecei essa carreira paralela dando suporte à clientes que adquiriam o software da empresa para a qual eu trabalhava, mas aos poucos minha curiosidade e a vontade de sempre ter as respostas mais assertivas para nossos parceiros me fizeram estudar a dessa forma evoluir cada vez mais no assunto.
Com o passar do tempo, sai da área do suporte e passei para a área comercial da empresa. E essa foi a mudança mais importante de todas, porque descobri em mim mesmo algo que eu jamais desconfiava que existia. Eu que sempre fui tímido, fechado e só me sentia bem para conversar com uma pessoa estranha no consultório, me vi obrigado a enfrentar reuniões com diretores, presidentes e donos de empresas, pequenas, médias e multinacionais. As vezes duas pessoas, as vezes seis ou sete, sempre entrando no emaranhado mundo dos impostos do nosso país e mais a fundo no Estado de SP.
Porém, o mais legal de todo esse trabalho que evoluiu para o cargo de diretor comercial da empresa, foi que eu aos poucos fui notando que tinha novos amigos, que os clientes aos poucos mandavam mensagem para saber se estava tudo bem, eu me via perguntado dos filhos e das esposas ou familiares, marcava cafés para bater papo e conversar sobre as atualidades fiscais, mas também do futebol, do governo, dos nossos problemas e amenidades.Ao mesmo tempo em que travávamos "batalhas" por preço, prazo e processos, dávamos risada e sempre nos despedíamos com um abraço e um forte aperto de mão.
Mas para que isso pudesse ocorrer, uma coisa foi sempre fundamental, acreditar no que eu estava vendendo, acreditar que o meu cliente, agora amigo, teria retorno no trabalho, apoio, suporte e ajuda sempre que necessário. Digo isso porque eu jamais saberia vender alguma coisa que eu mesmo não compraria, que eu não usaria ou recomendaria para um amigo. Esse é o segredo para vender mais e vender melhor, acreditar no seu produto, acreditar na sua capacidade de entender, explicar e estudar tudo o que envolve o seu produto. E, claro, fazer de seus clientes seus amigos, não para vender mais, mas para que eles saibam que você, como amigo, jamais faria algo que os fosse prejudicá-los, pois um verdadeiro amigo não pensa na recompensa financeira, pensa no bem estar daquele com quem troca confiança mútua,
Venda mais, venda bem, mas fundamentalmente, venda tranquilo!
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