Provavelmente poucas coisas são mais importantes e, também, mais difíceis do que ter uma comunicação eficiente.
Comunicar é diferente de falar, explicar, visualizar, criar.
Comunicar é arte de passar uma informação, fato, ou mensagem, de forma que
várias pessoas de diferentes classes sociais, culturas, religiões, entre tantas
outras diferenças, entendam com clareza.
O que se torna tarefa ainda mais hercúlea nos dias atuais,
pela enorme falta de respeito e de entendimento de boa parte das pessoas.
Por isso que hoje em dia comunicar é mais importante que
conhecer. Como previu Carl Rogers em seu livro “ Um jeito de ser”, nos dias atuais o conhecimento sobre o assunto não é o mais importante nas ciências do
comportamento. Ter o conhecimento e não saber como o expressar o deixa
trancafiado no seu próprio interior, sem ter grande valor ou utilidade.
Para ser um ótimo comunicador, antes de mais nada é preciso
ser um ouvinte de primeira linha. Só conseguimos nos fazer entender, se temos a
capacidade da compreensão, do respeito pela palavra do outro, de realmente
ouvir o que o outro diz e não apenas julgar ou ignorar porque a opinião dele é
diferente da minha.
Isso me leva a uma conclusão: Jamais tente ensinar ou convencer outras pessoas, se você
não tem capacidade para aprender. Pois se você não consegue aceitar e ouvir o
que o outro tem a dizer, não saberá fazer o inverso com razoabilidade, deixando
ao outro o direito de escolha.
Toda comunicação tem que ser relevante, tem que fazer
diferença, tem que servir para alguma coisa.
E, acreditem, é ótimo quando
conseguimos ouvir alguém, mesmo que não concordemos com o que ouvimos, mas isso
nos coloca em contato e todo contato é um fator de enriquecimento da vida.
Depois que aprendemos a nos comunicar, um fenômeno acontece
em nossa forma de escutar e enxergar as coisas. Escondidas em frases
superficiais, palavras que aparentemente são de pouca importância, podem
existir gritos desesperados de socorro de pessoas que não conseguem externar
seus sentimentos.
O mesmo Carl Rogers sustenta esta teoria através de inúmeros
trabalhos e pesquisas e quando paro para pensar, vejo que realmente faz
sentido, que muitas vezes por trás até mesmo do silêncio eu ouvia palavras que
não eram ditas, que me guiavam nos atendimentos.
Por isso que há muito tempo, eu troquei a expressão “ Falar
é fácil, difícil é fazer”, pela que eu julgo mais correta: “Falar é fácil,
difícil é entender”.

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