segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A Magia da Comunicação


Provavelmente poucas coisas são mais importantes e, também, mais difíceis do que ter uma comunicação eficiente.

Comunicar é diferente de falar, explicar, visualizar, criar. Comunicar é arte de passar uma informação, fato, ou mensagem, de forma que várias pessoas de diferentes classes sociais, culturas, religiões, entre tantas outras diferenças, entendam com clareza.

O que se torna tarefa ainda mais hercúlea nos dias atuais, pela enorme falta de respeito e de entendimento de boa parte das pessoas.

Por isso que hoje em dia comunicar é mais importante que conhecer. Como previu Carl Rogers em seu livro “ Um jeito de ser”, nos dias atuais o conhecimento sobre o assunto não é o mais importante nas ciências do comportamento. Ter o conhecimento e não saber como o expressar o deixa trancafiado no seu próprio interior, sem ter grande valor ou utilidade.

Para ser um ótimo comunicador, antes de mais nada é preciso ser um ouvinte de primeira linha. Só conseguimos nos fazer entender, se temos a capacidade da compreensão, do respeito pela palavra do outro, de realmente ouvir o que o outro diz e não apenas julgar ou ignorar porque a opinião dele é diferente da minha.

Isso me leva a uma conclusão: Jamais tente ensinar ou convencer outras pessoas, se você não tem capacidade para aprender. Pois se você não consegue aceitar e ouvir o que o outro tem a dizer, não saberá fazer o inverso com razoabilidade, deixando ao outro o direito de escolha.

Toda comunicação tem que ser relevante, tem que fazer diferença, tem que servir para alguma coisa. 

E, acreditem, é ótimo quando conseguimos ouvir alguém, mesmo que não concordemos com o que ouvimos, mas isso nos coloca em contato e todo contato é um fator de enriquecimento da vida.

Depois que aprendemos a nos comunicar, um fenômeno acontece em nossa forma de escutar e enxergar as coisas. Escondidas em frases superficiais, palavras que aparentemente são de pouca importância, podem existir gritos desesperados de socorro de pessoas que não conseguem externar seus sentimentos.

O mesmo Carl Rogers sustenta esta teoria através de inúmeros trabalhos e pesquisas e quando paro para pensar, vejo que realmente faz sentido, que muitas vezes por trás até mesmo do silêncio eu ouvia palavras que não eram ditas, que me guiavam nos atendimentos.

Por isso que há muito tempo, eu troquei a expressão “ Falar é fácil, difícil é fazer”, pela que eu julgo mais correta: “Falar é fácil, difícil é entender”.

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