segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Holística e Trabalho

 


Jan Christiaan Smuts definiu a holística como sendo a “tendência da natureza de usar a evolução criativa para criar um todo que é maior que a soma de suas partes”.

Matematicamente isso parece esquisito, mas quando levamos conta apenas o ser humano e suas atribuições físicas, emocionais e juntamente com seus conhecimentos em todas as áreas possíveis, conseguimos com maior facilidade entender que quanto mais conhecimento, força, habilidades de comunicação, entre outras coisas, adquirimos, melhoramos mais do que aquilo que foi adicionado.

Ao transferirmos a holística para as empresas, entendemos que a empresa deve ser representada por todos os seus elementos, estratégias e atividades. Diferente do que normalmente é feito pelos gestores, que procuram enxergar a empresa como sendo uma união de vários compartimentos separados, como por exemplo administrativo, comercial, operacional, financeiro e etc...

Ao olhar separadamente para cada setor, ou compartimento, é muito mais fácil perder a visão do todo.

Um dos objetivos do recrutamento por psicólogos é exatamente ver o todo. Ao analisar o currículo do candidato não só pelas experiências anteriores ou até mesmo pela falta de experiência dos jovens, conseguimos olhar para o todo, para inserir o colaborador no local mais adequado para que a engrenagem da empresa, como uma unidade, funcione bem. E, por isso, que também recomendo a readequação de pessoal pelo mapa astral. Pois podem haver colaboradores que funcionam bem em uma engrenagem, mas que poderiam ajudar muito mais o todo.

Hoje em dia não há mais espaço para pensar em partes, se o resultado não for do todo, nunca será positivo o suficiente. Vamos fazer melhor, vamos organizar melhor, vamos enxergar o todo!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alcançando Objetivos


Não há nada mais importante para conseguirmos viver bem e sem cair no tédio e na rotina do que estabelecer metas e objetivos para todas as áreas da nossa vida.

Claro que os objetivos precisam ser criados de acordo com as possibilidades individuais de cada um e apenas após serem alcançados é que devem ser substituídos por outros maiores.

Nada é impossível, mas colocar como objetivo ganhar 1 milhão de reais no próximo ano sem sequer ter conseguido um emprego, pode criar uma expectativa que provavelmente vai virar frustração. Então, no caso acima, o melhor é criar como primeiro objetivo, por exemplo, conseguir um bom emprego.

Depois de ter colocado a si mesmo o objetivo, vem a parte mais importante, ter a coragem de alcança-lo. 

Afinal ficando em casa parado, aguardando o resultado esperado bater na sua porta não o levará a lugar nenhum.

Usando ainda o exemplo acima, para ter um bom emprego é preciso fazer mais do que deixar vários currículos nas portas das empresas, é preciso estar capacitado para concorrer às vagas, ou seja, estudar, conhecer sobre as empresas para as quais pretende trabalhar, se dedicar a conhecer o objeto do trabalho, se preparar para a entrevista, acordar cedo para não perder a hora, entre outras coisas. 

Digo isso porque muitas pessoas reclamam da sorte, da falta de oportunidades e de tantas outras coisas, mas se auto sabotam na hora de tentar aquilo que dizem almejar.

Outro ponto fundamental é não desistir dos objetivos em virtude dos obstáculos que surgem no caminho. Muitas pessoas desistem por medo de enfrentá-los, muitas perdem tempo demais para tentar destruí-los, mas o melhor a fazer na maioria das vezes é desviar o caminho, sem nunca desistir do objetivo.

Em uma conversa com um grande amigo há um tempo atrás, ele me disse que “Subir em uma pedra de gelo é muito difícil, pois escorrega demais” eu disse a ele que talvez o melhor fosse esperar o gelo derreter e passar sobre a água. Mas desistir ou se cansar demais não podem nunca ser opções.

Nada nos faz crescer mais na vida, tanto pessoal como profissional do que os objetivos. Sem eles seríamos sempre os mesmos, caminhando na mesma direção, em linha reta, sem esperar do futuro nada mais do que outro dia, até que outro dia não exista mais.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Meditação

 

Meditar, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é um subterfúgio para fugir, ou ter a cura da pressão, problemas e inquietudes do cotidiano.

A meditação é uma escolha de vida, uma forma de conexão ampla consigo mesmo, com a natureza e com o universo. E isso independe do quanto a pessoa está bem consigo mesma ou por quais problemas, estresse ou dificuldades esteja passando.

Com a meditação é possível se aprofundar na mais pura realidade, fazendo com que seja mais fácil compreender as dificuldades e também os prazeres que o cercam, tornando assim mais simples superar barreiras, e muito mais difícil tropeçar na alegria ou satisfação.

Quando conseguimos meditar por um período frequente e constante, conseguimos aprender a nos aceitar mais e melhor e assim nos transformarmos na nossa essência, mudando até mesmo a nossa personalidade.

E para você se concentrar nesse mar profundo de si mesmo, não é necessário ter nenhuma religião definida, nem mudar suas crenças ou trocar suas vestes. A meditação não tem religião, tem apenas o intuito de preservar a essência humana de cada um, plenamente.

Além de todos esses benefícios, a meditação pode ajudar a encontrar emoções escondidas há anos, até mesmo aquelas que jamais nos lembraríamos em virtude de traumas do passado. Isso pode causar um pouco de medo, mas é melhor assumir os riscos do que deixá-los permanentemente escondidos em um inconsciente fechado pelo temor da vivência de algo que nos foi ruim, mas que de certa forma nos priva de tentar novas descobertas e novos caminhos.

Claro que toda mudança é melhor quando acompanhada, por isso a união entre a meditação e a terapia pode ser um projeto gratificante, no qual a descoberta das lembranças e a convivência com elas e o seguir em frente ficam mais simples e suaves para o futuro.

Respire mais, relaxe mais, encontre a si mesmo sem medo do que vai ver. Viva mais, viva melhor. Faça terapia e medite!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Linguagem Corporal


O que podemos entender apenas olhando para as pessoas, apenas observando seu jeito, suas atitudes e movimentações, seus gestos e até mesmo a forma de falar?

Muitas vezes as respostas para perguntas mais difíceis, ou até mesmo que nem precisam ser feitas, são respondidas involuntariamente pela linguagem corporal.

Contudo, a interpretação da linguagem corporal está bem longe de ser fácil, mas para aqueles que tem a habilidade, torna-se extremamente útil.

É sempre bom lembrar, também, que apesar de muitos fatores e estudos revelarem padrões suficientes para afirmar a representação dos sinais, existem pessoas que conseguem manipular sua própria linguagem corporal para parecer diferente do que realmente são e, também, existem casos em que uma situação corriqueira pode não representar o que a teoria diz, como em um exemplo bem simples, uma pessoa que cruza os braços em virtude do frio e não por estar fechada para o assunto que está sendo discutido.

Um dos sinais mais comuns, e mais difíceis, é o choro. Uma pessoa com o nariz vermelho e os olhos inchados pode estar passando  por várias situações. Emoção, por assistir um filme, uma cena, ou até mesmo terminar uma leitura que mexeu com seus sentimentos. Alegria intensa por ter alcançado um objetivo pelo qual lutou muito e as lágrimas são como uma enxurrada que lava a alma, e a tristeza, que por regra é a primeira coisa que vem à nossa mente, pela perda de um ente querido, o fim de um relacionamento, uma despedida, entre outras tantas coisas.

Só que o choro é, também,  a mais comum das “farsas” na linguagem corporal. Pessoas por vezes podem deixar escapar lágrimas apenas para conseguir um pouco de compaixão e atenção.

Já os sinais mais difíceis de “esconder”, são os que conotam a ansiedade. Mexer os pés sem parar, balançar a perna, ficar abrindo e fechando as mãos e também as esfregando, tudo sem se dar conta.

E existem também os sinais do poder, ou do desejo de poder. Estes são percebidos pelo olhar, sempre direto nos olhos do outro e preferencialmente de cima para baixo, pelo aperto de mão sempre tentando colocar sua mão em posição superior e com força na pegada.  Em uma tentativa de demonstração de poder, o indivíduo também poderá gesticular bastante e apontar para as pessoas dando ordens.

Enfim, a gama de possibilidades é grande. O importante é saber que nem todas as culturas tem  o mesmo modo de agir e a leitura da linguagem corporal também será diferente, assim como não adianta tentar sempre esconder ou mudar a forma de ser e agir, para inibir o que nosso corpo quer dizer, pois também é possível descobrir mentiras dentro da linguagem corporal e uma forçada de barra para não parecer preocupado ou ansioso não vai impedir que outros fatores, como a sudorese e palpitação não aconteçam.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...