segunda-feira, 31 de julho de 2017

São Luís

A Capital do Maranhão é meu tema dessa semana.

Assim como escrevi sobre Aracaju, onde passei a virada do ano, quero compartilhar o que vi em São Luís, tempos depois de ter voltado, fui no carnaval, para ficar com o julgamento imparcial e com a visão mais clara, de longe...

Mas, infelizmente, a conclusão acaba sendo muito parecida entre as duas capitais. Descaso total do Governo, abandono das obras de arte, da cultura e da história. Turismo decadente e pontos históricos perecendo ao tempo e a falta de cuidado.

Praias com mais pontos de aviso de lugares impróprios para banho do que permitidos, esgoto à céu aberto, enfim, como quase todos os lugares do nosso País.

O Lado positivo, além da beleza e da tranquilidade, é a segurança. Na região hoteleira em que fiquei não há registros de assalto, nem de assédio e foi tudo muito calmo. Em conversas com os seguranças do hotel, esse fato se dá, infelizmente, mais pela baixa procura crescente pelos turistas e pelo maior efetivo policial.

São Luís é uma cidade cheia de história, foi fortemente colonizada pelos Portugueses e possui uma infinidade de relíquias do passado. Boa parte dos prédios do Centro Histórico tem azulejos vindos de Portugal todos desenhados à mão. Mas muitos, a maioria eu diria, estão desgastados, quebrados, foram arrancados e etc.. Um total descaso com tamanha beleza.

A Praia de Araçagy é uma maravilha. E como o carnaval lá não é referência turística, conseguia-se contar o número de frequentadores, o que deixava a rede da barraca livre o tempo todo para balançar e curtir a brisa.

No frigir dos ovos, gostei mais de lá do que de Aracaju, mas saí com a sensação de que uma administração mais honesta nos últimos 100 anos fariam com que fosse uma cidade muito mais bonita, melhor e com o turismo muito mais forte.

domingo, 23 de julho de 2017

Encontros aumentam a saudade


Estranho o título do artigo dessa semana, não?

Mas é porque encontros podem significar muitas coisas e minha ideia, neste caso, se resume a encontros que acontecem depois de muito tempo de distância.

Velhos amigos, parentes distantes, ex-namoradas por quem se ainda guarda carinho e respeito, colegas de colégio ou faculdade, enfim, pessoas que em algum momento fizeram parte da nossa vida, tiveram papel importante, mas que por inúmeras e variadas questões acabaram aos poucos se distanciando e se tornando menos frequentes em nosso dia-a-dia.

E há algum tempo venho pensando nisso, desde que reencontrei um grande amigo que foi meu vizinho no prédio que morei por mais de 10 anos e que, com a junção de trabalho, faculdade, mudança, casamento e etc... acabou ficando guardado apenas na memória, até que conseguimos marcar uma cerveja gelada depois de muito tempo sem um bate-papo.

E nesse encontro, a saudade do amigo de certa forma acabou, mas em compensação a saudade de tudo o que lembramos durante as muitas horas de conversa que pareceram poucos minutos, foi avassaladora!

Quantas coisas boas, engraçadas e divertidas ficaram naquele tempo que passou e como percebemos, as vezes tarde demais, como éramos injustos conosco, sempre achando que tudo poderia ser melhor, sem saber como sentiríamos falta do tanto que vivemos!

E mesmo depois que conseguimos nos encontrar, até com as companheiras de cada um juntas, com mais frequência, ainda trazemos essas lembranças e sempre que nos despedimos, passo muito tempo sentindo saudade.

E experimentei essa sensação novamente, em um “quase encontro”, que na verdade foi uma simples conversa virtual, mas que de tão legal, tão leve, me fez voltar no tempo e experimentar de novo sensações, sabores e momentos de mais de 10 anos atrás.

E realmente, com esses encontros, a saudade aumenta ainda mais.

Estranho esse negócio que chamamos de vide né?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tentar Esquecer é a Mesma Coisa que Lembrar



Se não todo mundo, a enorme maioria das pessoas já sofreu com algum tipo de decepção na vida.

Isso é comum, absolutamente normal e faz parte das características dos seres humanos. A Tristeza, as lágrimas, a angústia, tudo isso é natural e de vez em quando pode até fazer bem, para que possamos enxergar com mais clareza os fatos, as pessoas e se usarmos como aprendizado, teremos armas para nos defender de situações semelhantes no futuro.

O que também é normal, mas não deveria ser, é que normalmente as pessoas ficam “remoendo” tudo aquilo que as fez sofrer, ficam pensando em alternativas que poderiam ser tomadas, pensando nas várias possibilidades que não aconteceram, e, claro, nunca vão acontecer.

Aprender a aceitar as nossas próprias atitudes, mas principalmente a atitude dos outros, é uma tarefa que ainda nos é muito complicada. Mas não deveria ser.

Toda vez que “remoemos” um fato do passado, deixamos de dar um passo à frente, mas ao mesmo tempo não andamos para trás, porque, claro, o tempo não volta. E não existe nada pior do que ficar estagnado esperando algo que não volta mais.

Depois, quando a fase da aceitação tem início, é comum dizer “Estou tentando esquecer” ou “Preciso esquecer”. Toda vez que você fala isso é o primeiro passo para a lembrança. É a mesma coisa do fumante que com o cigarro na mão diga “Estou tentando parar”.

Se você tenta se forçar a esquecer alguma coisa, automaticamente está fazendo seu cérebro se lembrar dela, portanto não existe nada mais inútil do que essa ação.

O que precisamos fazer é seguir em frente, nos mover em direção a outros lugares, levantar a cabeça e entender que a vida acontece a cada dia de hoje  e não a cada ontem. O tempo, sozinho, sem sua ajuda vai fazer com que o esquecimento aconteça naturalmente. O importante é saber lidar com as situações e dar valor ao que ainda vem pela frente. Nesse momento um profissional pode fazer toda a diferença com um bom trabalho terapêutico.

Afaste a tentativa de esquecimento da sua lembrança, faça terapia!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Celulares e Grupos


Todos sabemos que vivemos hoje em um enorme BBB.

Mas não são apenas com as câmeras que devemos tomar cuidado, devemos nos preocupar também com nossos telefones e com o que fazemos com eles.

Vi uma “matéria” essa semana na página do Sensacionalista com alguns “prints” de conversas em grupos de whatsapp que tiveram mensagens enviadas por engano. Isso é absolutamente normal e muito frequente. Mas a “graça” das situações inseridas nas conversas por acaso, é que são erros de envio constrangedores para quem enviou e que causam surpresa nas outras pessoas do grupo que receberam as mensagens. Mulheres chocadas com vídeos postados errados pelos maridos, mães chocadas com as mensagens que as filhas estavam tentando mandar para amigas e namorados, entre outras coisas.

Mas, isso é pouco perto de divulgações mais graves. Porque somos inseridos nesses grupos, mas nem sempre conhecemos bem todas as pessoas que fazem parte deles e nem sempre sabemos se podemos confiar em todos que lá estão, mesmo grupos mais restritos.

Vou citar aqui um caso que aconteceu logo depois da tragédia com o avião da Chapecoense. O Comentarista Mauro Beting, que havia acabado de se desligar da Fox enviou no grupo de jornalistas, supostamente seguro, um áudio emocionado sobre o colega Mario Sérgio, morto no acidente, no qual revelou o desejo do amigo de se desligar do trabalho em virtude de muitas coisas, entre elas as viagens mal planejadas e a necessidade frequente de sair de São Paulo para o Rio e mais outras coisas. O áudio “vazou” na Internet e colocou o jornalista em uma situação constrangedora. Teve de pedir desculpas publicamente e obviamente abandonou o grupo e, claro, ninguém admitiu ter passado a informação adiante.

Mas não são só essas situações em que é preciso ter cuidado. Todos lembram, também, das colocações infelizes da finada ex-primeira dama do nosso País, usando palavras de baixo calão em alto e bom som e zombando, para ser simpático, do nosso sofrido povo.

Além, claro das gravações em que nossos queridos corruptos aparecem fazendo ameaças de morte entre outras “cositas”...

Pessoas também esquecem que celulares podem ser roubados e que senhas e bloqueios de tela são tão seguros quanto uma fechadura para um bandido. Então informações pessoais, fotos comprometedoras, conversas importantes, e-mails e tudo mais, devem ter backups em outros lugares, ou serem apagados logo depois de vistos.

Por fim, queridos leitores, é importante lembrar que infelizmente nem todos os relacionamentos são eternos e que muitas vezes a pessoa que você “ama” pode querer te usar, chantagear, se vingar, ou simplesmente por pura e má índole te expor perante amigos, seja para se vangloriar, seja para te prejudicar. Portanto, cuidado ao tirar a roupinha e ficar mandando fotos e vídeos por aí se não quer ver seu corpinho rodando pela internet no futuro. Se vemos isso frequentemente com famosos pelo mundo, imagina o tanto que isso acontece com pessoas normais.

Portanto, olhe sempre direito o que está digitando, para onde está enviando e avalie se realmente vale à pena.

Abraços e até a próxima semana!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O que é Traição?


Hoje vou escrever sobre um tema um tanto quanto polêmico.

A Traição. 

Mas o que realmente é uma traição?

Será que só se aplica quando seu par sai com outra pessoa sem que você saiba, ou será que quando um amigo conta um segredo que era só de vocês dois, ele também está te traindo?

Enfim, existem inúmeras formas de traição, até mesmo quando uma pessoa de valores duvidosos resolve se apoderar de alguma coisa e se une a um grupo de amigos bandidos para roubar o poder que estava justamente nas mãos de outro bandido, que em tese seria seu líder.. Ou seja, nem sempre existe um bom e um mau nos casos de traição, em alguns casos, como acima, nenhum dos dois pode valer um centavo sequer.

Mas, acho que quando falamos em traição, a primeira coisa que vem à mente da maioria das pessoas é o relacionamento.

Aprendi com a idade, com as pessoas e com o tempo que esse tipo de traição não tem muita ligação com sentimento.

Antigamente, há algumas décadas, a traição era algo quase que exclusivo dos homens, porque a sociedade, ainda mais machista na época, considerava absolutamente natural que um homem procurasse outras mulheres e muitas esposas sabiam disso e mantinham os casamentos para evitar escândalos e exposição.

Hoje em dia isso já é bem diferente, mulheres e homens disputam quantidade, autoestima, afirmação, aceitação, entre tantas outras coisas, nas quais o sentimento não está incluído.

Deixar a(o) namorada(o) em casa e sair com os(as) amigos(as) e pegar uma ou mais pessoas na balada é considerado legal, os(as) amigos(as) incentivam, dão risada. Por vezes o álcool é um atrativo e a dor de cabeça do dia seguinte se junta a uma pontinha de remorso, mas se tiver outra balada, não pensará de novo em conseguir uns beijos ou algo mais.

Quando o assunto é casamento, a situação é um pouco diferente. Vão continuar existindo os homens que acham uma mulher muito pouco, que são fracos para situações de vulnerabilidade, que se sentem acuados na presença de outros homens e acabam aceitando a situação para não serem tachados de frouxos e etc. Assim como vão existir as mulheres que não resistem ao bonitão da academia, a uma piscada do rapaz no carrão parado ao lado dela no farol e etc...

Mas, por mais estranho que isso possa parecer, quando um casamento acaba por traição, em uma parte dos casos, a “culpa” é de quem foi traído, pois em algum momento se acomodou com a relação, deixou de lado a paixão e o desejo, priorizou o lado profissional ou eventos com amigos, enfim, foi fazendo com que o sentimento do parceiro, ou da parceira começasse a diminuir e fez com que os olhos dele(a) se abrissem mais para o resto do mundo, para outras pessoas e quando uma pessoa se aproxima, escuta, dá atenção, critica a atitude daquele(a) que está deixando a pessoa triste. Se apresenta, muitas vezes apenas para conquistar, e alguns casos a atração é irresistível.

Portanto, cuide bem de quem você tem, caso queira continuar tendo, porque a acomodação e a crença de que você é bom demais, mesmo distante, não passa de lenda...

E vocês, o que acham? Deixem seus comentários!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...