domingo, 23 de julho de 2017

Encontros aumentam a saudade


Estranho o título do artigo dessa semana, não?

Mas é porque encontros podem significar muitas coisas e minha ideia, neste caso, se resume a encontros que acontecem depois de muito tempo de distância.

Velhos amigos, parentes distantes, ex-namoradas por quem se ainda guarda carinho e respeito, colegas de colégio ou faculdade, enfim, pessoas que em algum momento fizeram parte da nossa vida, tiveram papel importante, mas que por inúmeras e variadas questões acabaram aos poucos se distanciando e se tornando menos frequentes em nosso dia-a-dia.

E há algum tempo venho pensando nisso, desde que reencontrei um grande amigo que foi meu vizinho no prédio que morei por mais de 10 anos e que, com a junção de trabalho, faculdade, mudança, casamento e etc... acabou ficando guardado apenas na memória, até que conseguimos marcar uma cerveja gelada depois de muito tempo sem um bate-papo.

E nesse encontro, a saudade do amigo de certa forma acabou, mas em compensação a saudade de tudo o que lembramos durante as muitas horas de conversa que pareceram poucos minutos, foi avassaladora!

Quantas coisas boas, engraçadas e divertidas ficaram naquele tempo que passou e como percebemos, as vezes tarde demais, como éramos injustos conosco, sempre achando que tudo poderia ser melhor, sem saber como sentiríamos falta do tanto que vivemos!

E mesmo depois que conseguimos nos encontrar, até com as companheiras de cada um juntas, com mais frequência, ainda trazemos essas lembranças e sempre que nos despedimos, passo muito tempo sentindo saudade.

E experimentei essa sensação novamente, em um “quase encontro”, que na verdade foi uma simples conversa virtual, mas que de tão legal, tão leve, me fez voltar no tempo e experimentar de novo sensações, sabores e momentos de mais de 10 anos atrás.

E realmente, com esses encontros, a saudade aumenta ainda mais.

Estranho esse negócio que chamamos de vide né?

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