Estranho o título do artigo dessa semana, não?
Mas é porque encontros podem significar muitas coisas e
minha ideia, neste caso, se resume a encontros que acontecem depois de muito
tempo de distância.
Velhos amigos, parentes distantes, ex-namoradas por quem se
ainda guarda carinho e respeito, colegas de colégio ou faculdade, enfim,
pessoas que em algum momento fizeram parte da nossa vida, tiveram papel
importante, mas que por inúmeras e variadas questões acabaram aos poucos se
distanciando e se tornando menos frequentes em nosso dia-a-dia.
E há algum tempo venho pensando nisso, desde que reencontrei
um grande amigo que foi meu vizinho no prédio que morei por mais de 10 anos e
que, com a junção de trabalho, faculdade, mudança, casamento e etc... acabou
ficando guardado apenas na memória, até que conseguimos marcar uma cerveja
gelada depois de muito tempo sem um bate-papo.
E nesse encontro, a saudade do amigo de certa forma acabou,
mas em compensação a saudade de tudo o que lembramos durante as muitas horas de
conversa que pareceram poucos minutos, foi avassaladora!
Quantas coisas boas, engraçadas e divertidas ficaram naquele
tempo que passou e como percebemos, as vezes tarde demais, como éramos injustos
conosco, sempre achando que tudo poderia ser melhor, sem saber como sentiríamos
falta do tanto que vivemos!
E mesmo depois que conseguimos nos encontrar, até com as
companheiras de cada um juntas, com mais frequência, ainda trazemos essas
lembranças e sempre que nos despedimos, passo muito tempo sentindo saudade.
E experimentei essa sensação novamente, em um “quase
encontro”, que na verdade foi uma simples conversa virtual, mas que de tão
legal, tão leve, me fez voltar no tempo e experimentar de novo sensações, sabores
e momentos de mais de 10 anos atrás.
E realmente, com esses encontros, a saudade aumenta ainda
mais.
Estranho esse negócio que chamamos de vide né?

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