segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Childfree


Em tradução livre esta palavra, significa “livre de crianças”, mas na verdade é um movimento crescente mundo afora para aqueles que simplesmente expõem seu simples desejo de não ser pais.

Claro, existem os childfree que não querem sequer estar perto de crianças por realmente não gostar, mas na maioria dos casos, são pessoas que gostam dos sobrinhos, dos priminhos, fazem visitas frequentes, mas não tem a intenção de ter na sua vida cotidiana crianças sob sua responsabilidade.

Isso não é nada demais, nada diferente de escolher casar ou ser solteiro, fazer medicina, direito ou biologia, escolher entre passar as férias nas montanhas ou na praia. Ou seja, é uma escolha, uma simples escolha.

Ocorre que, como quase tudo nesse mundo, pessoas que não são childfree costumam tentar interferir na escolha daqueles que são, principalmente para as mulheres, como se a principal finalidade da mulher no mundo fosse ser mãe.

Assim como em todas as outras decisões pessoais do Universo, não há nada mais chato do que ter que aturar outras pessoas querendo saber mais sobre você, do que você mesmo, ou achar suas vontades um “absurdo”, ou um erro.

Frases prontas como “Quem vai cuidar de você quando ficar velha/o?”, como se todos os filhos ao menos liguem para seus pais uma vez por mês ao menos ou “Você nunca vai entender o que é amor de verdade!” mesmo que provavelmente é verdade, são irritantes e não levam a nada, a não ser ao fastamento. Entendo que não exista amor maior do que de uma mãe para com seus filhos, mas ninguém, nessa hora, cita as tristezas e decepções que alguns filhos causam aos seus pais.

Eu, particularmente, acredito que é muito melhor alguém saber que não está pronto para ter filhos, do que aqueles que têm os filhos sem preparo nenhum. Prefiro a honestidade de quem sabe o que não quer, do que aqueles que acham que querem, mas, fundamentalmente, prefiro que respeitem as decisões das pessoas. Quer ter filhos, tenha, quer ter cachorros e gatos, tenha, mas não queira que todo mundo tenha as mesmas vontades e desejos que você tem!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

As Vantagens do Silêncio


Se você não tem nada de bom a dizer, o melhor é ficar calado. E se o que consegue expressar é apenas ódio, ofensas, discórdia e desrespeito, também.

Se você não consegue entender que sempre existirão opiniões diferentes das suas, em praticamente tudo, é melhor não abrir a boca e nem mexer os dedos em um celular ou computador.

Se você adora “tirar sarro” dos outros, mas não consegue sorrir quando fazem o mesmo com você, é melhor não atravessar o caminho de outras pessoas.

Se você acha que está certo em tudo, que gosta do que é mais legal e interessante, e se irrita quando alguém gosta mais de algo que você detesta, aconselho-o a não sentar para conversar em um lugar com mais de 3 pessoas.

Agora, se você faz o oposto de tudo isso, mas se irrita em momentos com tamanha ignorância e desrespeito do que parece ser uma parte considerável das pessoas, aprenda a abstrair, meditar e valorizar o seu silêncio.

Sim, é difícil, eu sei, ouvir ofensas e ficar calado, apanhar virtualmente sem se defender, ou ver seu ponto de vista destruído apenas com violência e sem nenhum argumento, sem retribuir, mesmo que com mais um pouco de exposição do seu conhecimento você possa fazer aquela pobre alma perdida passar ainda mais vergonha.

O silêncio tem muitas vantagens, mas a maior delas é cortar o eco dos ignorantes, daqueles que não conseguem dialogar sem ofender, que não aceitam ouvir outra opinião. O silêncio dificulta o eco daqueles que sentem prazer em ver que houve uma resposta e assim podem espalhar ainda mais toda a sua fragilidade travestida em prepotência, normalmente através das redes sociais.

Não há nada no mundo que machuque mais os 'valentões' de plantão do que serem ignorados ou, pasmem, bem tratados. Eles não sabem lidar com nenhuma dessas situações. Quando ignorados, tendem a 'gritar' mais algumas vezes, até, enfim, desistir com mais palavras vazias. Se recebem uma resposta positiva desconcertante, expostos a outras pessoas, ruborizam, mesmo escondidos pelos bytes que os separam do agredido, e pedem desculpas ou desviam o assunto de forma nada agressiva.

Particularmente, para quem não aceita qualquer que seja o meu pensamento e minha forma de enxergar e participar do universo, minha única arma é o silêncio...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Saúde ou Prazer ?


Nem tudo que faz bem é gostoso e nem tudo que é gostoso é saudável, certo?

Quem não gosta de berinjela deve então fazer um esforço e tomar com água morna toda manhã porque alguém na TV disse que faz bem  E quem aprecia uma Picanha mal passada com a capa de gordura derretendo deve desistir desse prazer porque os especialistas dizem que faz mal para o coração?

A resposta, meus caros, está na palavrinha que mais gosto de escrever por aqui. Equilíbrio.

Nem precisamos passar vontade e nem tampouco devemos nos empanturrar daquilo que achamos que nos dá prazer.

Existem pessoas que encontram o verdadeiro prazer de viver em atitudes saudáveis, que acordam às 05:00 para caminhar, correr ou nadar, pois só assim conseguem se sentir bem consigo mesmas para continuar o dia. Essas pessoas podem, se tiverem vontade e não forem esportistas profissionais, “exagerarem” um pouquinho mais no café da manhã ou no almoço do fim de semana, pois conseguem unir os dois prazeres, os exercícios e a alimentação.

Já aqueles que não podem nem pensar em trocar uma hora de sono pela caminhada, precisam saber que mais de um pãozinho no café pode se tornar exagero e que no churrasco do fim de semana os pedacinhos a mais de carne e aquela linguiça com a cerveja trincando, podem causar um desconforto maior ao corpo.

Tudo é uma questão de saber viver bem consigo mesmo e com saúde e prazer. Podemos, sim, ter tudo isso, basta entender que os exageros não são permitidos. Aliás, nada em exagero faz bem. Os extremos sempre são prejudiciais. O Excesso de exercício pode ser tão ruim quanto o excesso de álcool, assim como a ausência total de movimento pode ser tão prejudicial quanto um regime desregrado.

Consultar o médico regularmente, encontrar o prazer em alguma atividade física e não abrir mão de um bom vinho com um pedaço saboroso de queijo são essenciais para uma vida feliz e saudável!

Vamos andar, comer e sorrir. Sempre!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Seu Corpo


Seu corpo, suas regras, suas ideias e ideias, suas vontades.
Seu corpo, sua casa, seu abrigo, sua proteção, não o deixe vulnerável a qualquer intromissão.
Seu corpo, o que move suas ferramentas de trabalho, que precisa de descanso e de atenção.
Seu corpo e não um corpo qualquer que fique sujeito à maldades.

No seu corpo estão todos os seus dias, todas as suas histórias, dele saíram todos os sorrisos e todas as lágrimas.
No seu corpo estão todos os toques de carinho e afeto, dos tempos de bebê, às palmadas que foram dadas.
No seu corpo estão suas virtudes e seus defeitos, seus acertos e seus erros, ele recebeu o elogio e as pedradas.
No seu corpo ficaram as dúvidas e as certezas, a coragem insensata e o medo de fantasmas.

O seu corpo, ele é seu, não é meu e nem do outro, ele é seu! Use-o de forma consciente!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Alimentação e Regime


Hoje em dia, com a desvirtuação de valores, alimentação e regime não são mais palavras ligadas à saúde, e sim à estética. 

Ou, mais ainda do que a estética, estão ligadas à vaidade. 

Uma vaidade perigosa, que serve apenas para tentar impressionar os outros, ou até mesmo para tentar conquistar alguém.

Não podemos ser hipócritas a ponto de dizer que a beleza não é importante, pois ela é sim, é o ponto inicial de todo interesse, mas é apenas a fachada, que te puxa para dentro da loja, que infelizmente, em algumas ocasiões, não tem nenhum conteúdo.

Só que antes da beleza, precisamos falar de saúde. 

O excesso de vaidade, o medo de rejeição, a preocupação com a aceitação nos grupos, a incapacidade de conversar para dar início a uma aproximação podem causar, por exemplo, anorexia, que é muito grave. As mesmas situações acima podem gerar o efeito inverso, a ansiedade e consequente excesso de comida. 

Como um mecanismo de defesa para afirmar todas as dificuldades, como por exemplo “ Ninguém gosta de mim porque eu sou gordinho” e etc. Nesse caso, a obesidade passa a ser o maior risco.

Pessoas que se alimentam regularmente, por vontade própria, para manter a saúde em dia, as vezes exagerando um pouco, mas compensando na caminhada e em exercícios físicos, tendem a ser mais felizes do que aquelas que fazem regimes excessivos por vaidade.

Uma pessoa que passa vontade de comer um doce, ou um pedaço a mais de pizza, não vai ficar satisfeita e tende a descontar no mundo, seja com sarcasmo, seja com julgamento, seja de qualquer outra forma, ela vai querer se vingar de quem vive bem sem ter que se preocupar em agradar mais ninguém.

Equilíbrio pessoal, essa é a palavra, como sempre. Nem anorexia, nem obesidade, apenas a felicidade.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...