Mais um ano está indo embora. Um ano diferente, como todos, mas que no meu caso foi bem cheio de altos e baixos.
Um ano que nos seus primeiros dias foi marcado por uma preocupação já vinda do ano anterior e que infelizmente acabou da maneira mais triste, apesar de esperada, que foi a passagem do meu Pai. Mas mesmo durante todo o maremoto, a vida encontrou um jeito de me deixar feliz por algumas horas antes da certeza da tristeza.
Depois um turbilhão de coisas. Muitas viagens e novas pessoas que já fazem parte da minha vida, um término de relacionamento, espaço para autoconhecimento e paz interior, mais conhecimento e experiência adquiridas e novas certezas sobre dúvidas que ainda existiam.
Profissionalmente, também foi um ano ambíguo. Se por um lado foi complicado pois o trabalho diminuiu bastante, por outro foi grandemente compensador naquilo que gosto mesmo de fazer, na minha verdadeira carreira, no trabalho que me dá prazer. Além de ser obrigado a abrir novos horizontes para o ano que vai chegar, depois de muitos anos fazendo sempre a mesma coisa.
Um ano de encontros e reencontros, de retorno ao passado próximo e ao mais ditante imaginável, mas acima de tudo, um ano de olho no futuro.
E para o futuro, tenho alguns desejos: Para vocês, queridos amigos e leitores, desejo um ano novo fantástico, com todas as cores e todos os sabores. Que todos tenham coragem de lutar por aquilo que acreditam, que possam se alegrar com suas conquistas e vitórias, mas também pela alegria das pessoas ao redor. Que cada um tenha mais contato com as pessoas que ama, pois não devemos nunca deixar os bons sentimentos para outro dia.
Que todos tenham muita saúde para trabalhar mais, viver mais, aproveitar mais os seus dias, ou até mesmo o tempo que sobra deles, que esse tempo, mesmo que pequeno, não seja usado para reclamar nem se entristecer. Que todos consigam plantar um jardim de realizações, que se não se realizarem ainda em 2018, fique pronto para 2019.
Mas, antes disso, gostaria de desejar um incrível fim de ano para cada um, ao lado da família, dos amigos, ou até consigo mesmo, desde seja em paz e harmonia. Que o Natal de todos seja recheado de fartura e de sorrisos e que jamais nos esqueçamos do mais importante: Celebra a dádiva de viver.
Esse ano me despeço, mas no começo de 2018 estarei de volta com mais assuntos e esperando a vistia de cada um de vocês!
Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Palmeiras
Apesar de hoje em dia eu gostar muito mais de NFL do que do
futebol jogado com os pés, não consigo desvincular meu coração desse time que
já me fez rir, comemorar, pular, chorar, me irritar, ter taquicardia e tudo
mais que se possa imaginar.
Quando jovem, fui daqueles torcedores de estádio. Poucas
coisas eram tão legais quanto ir ao Palestra Itália com os amigos, mesmo que em
boa parte das vezes, o retorno para casa não era tão legal.
Mas por causa do meu time, cometi meu primeiro, e talvez
único, “delito” profissional, pois naquele 12 de junho de 1993, quando eu tinha
apenas pouco mais de 2 meses de trabalho, fui escalado pelo meu gerente para
trabalhar, pois ele tinha marcado uma viagem com a namorada. Eu, que já tinha
os ingressos comprados, avisei que não poderia trabalhar, mas mesmo assim pela
manhã fui abrir a loja e deixei as coisas em ordem, só que fui embora a tempo de
passar os que foram alguns dos melhores momentos da minha via até aquele
momento. Se por acaso eu não tivesse ido, não teria me perdoado. Os 4X0 sobre
nosso maior rival, mesmo quase 25 anos depois ainda são inesquecíveis, toda a
festa na Paulista, a comemoração final na pizzaria perto de casa e a emoção de
pela primeira vez comemorar um título de verdade.
Só que pouco tempo depois, as “Torcidas Organizadas”
começaram a me tirar o prazer de ir ao estádio. Episódios em que eu e meus
amigos quase apanhamos da nossa própria torcida, tendo que fugir e mesmo cenas
de agressões com torcedores de outros times foram me desmotivando. A ponto de
no dia 2 de junho de 1999, mesmo com a final da Libertadores rolando, eu estar
na faculdade, atendendo no meu quinto ano. Cheguei em casa a tempo de ver os pênaltis
e de comemorar, mas sem o mesmo entusiasmo de antes.
Fui em alguns raros jogos nos 16 anos que se seguiram, sempre jogos “pequenos”, sem grandes riscos, mas sempre preocupado.
Até conhecer o Allianz Parque. Depois de 22 anos eu
chorei de novo ao subir as escadas no dia da reinauguração e olhar para aquele
gramado, aquela estrutura, o estádio mais bonito que eu já fui e considerado
por muitos o mais bonito do Brasil e entre os 10 melhores do mundo. Não
importava o time lutando para não cair, a derrota para o Sport, a emoção será
para sempre indescritível.
A última vez que eu fui no estádio, também foi um dia de título.
Já faz mais de um ano e foi um dia
feliz, mas que acabou se tornando uma história triste. Estive no Allianz no dia
do último jogo dos meninos da Chapecoense. Sempre que lembro disso me dá uma
sensação estranha, lembrar do Caio Jr à beira do Campo, das brincadeiras com a
Ananias, que foi o jogador que fez o primeiro gol do estádio, enfim.... Aquele
desastre também tirou um pouco do meu prazer de ver futebol, de saber o quanto
são sujos os dirigentes e organizadores que para ganhar dinheiro arriscam
vidas.
Mas o Palmeiras, ah o Palmeiras, é a única coisa que me faz
mudar de canal nos domingos de Setembro à Dezembro... mesmo que seja só para me
deixar nervoso, mesmo que seja para dar uma reclamada e voltar ao futebol
americano. O glorioso Joelmir Beting conseguiu criar uma frase tão
perfeita que não precisa de explicação: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um
palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É
simplesmente impossível!”
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Como o tempo voa!
Tenho falado e escutado a expressão “parece que foi ontem” com cada vez mais frequência nos meus dias.
E por isso é cada vez mais importante pensar em como não
perder o tempo que ainda nos resta, enquanto ele passa impiedosamente por nós.
Eu olho ao redor e vejo a realidade: Não é possível
recuperar o tempo que se foi, mas nem por isso é necessário abrir mão dos
sonhos e vontades das coisas que não foram feitas, ou não foi possível conseguir
fazer no passado.
O tempo voa mesmo! Então vamos voar nas suas asas, amar
mais, respeitar mais, sorrir mais, desfrutar mais dos bons momentos, deixar
preconceitos e dogmas de lado, se julgar menos e se preocupar menos com a
opinião dos outros, desativar os rótulos, principalmente aqueles que insistimos
em dar para nós mesmos, planejar o futuro sem esquecer do presente, viver o dia
à nossa frente, sem pensar que não é isso que quer para seu futuro, pois o
futuro pode não chegar!
Menos culpa, mais ação, menos medo, mais atitude, menos
reclamação, mais gratidão, menos arrependimento pelo que não fez, mais coragem
para errar se for preciso.
O tempo voa meus amigos, e se não conseguirmos acompanha-lo,
ficaremos a mercê de sua própria vontade, então vamos deixar de lado tudo que
nos impede de voar. Entre nessa nave, não deixe de sonhar, se banhe de
conhecimento, de alegria, mire a vitória sem medo da derrota, tudo é
aprendizado, tudo é valioso, todas as experiências são validas.
O futuro é logo ali, amanhã, ou hoje mesmo, daqui há um segundo, vamos juntar as mãos agora, sem nos preocuparmos se elas ficarão juntas para sempre...
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