segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Abandono
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
O País da Impunidade
Semana passada, escrevi sobre fraudes e golpes para falar da "esperteza" do povo brasileiro, de como não há escrúpulos para extorquir pessoas — das mais humildes às mais abastadas — e de como a tentativa de enganar os outros é algo disseminado.
Mas isso acontece porque o nosso país nasceu na corrupção. Desde o descobrimento, os portugueses roubaram nossas terras, destruíram os povos indígenas e pilharam nossas riquezas. Entregavam ilhas de presente e faziam da colônia um brinquedo para alimentar a escória política e real de Portugal.
De lá até hoje, quase nada mudou. Somos governados por corruptos que pensam apenas em si mesmos, suas famílias e seus amigos próximos. Cada grupo que surge para governar — desde a menor cidade do menor estado até o país — é composto por membros de famílias que vivem da política há praticamente um século ou mais.
Somos um caldeirão de escândalos, onde só vai preso quem é escolhido para ser, enquanto outros criminosos iguais ficam livres, rindo da impunidade.
Sim, quem está preso deveria estar e deve permanecer, mas deveria receber a companhia de muitos outros — quase todo o Congresso Nacional, o Senado Federal e os laranjas que aparecem por aí.
Mas, infelizmente, nada acontece. Eles riem da nossa cara, aprovam aumentos, cortes e mudanças que os beneficiam, enquanto aqueles que realmente precisam perdem o pouco que têm.
E o pior: conseguiram criar uma guerra entre os incautos defensores de políticos, que brigam entre si e discutem usando sempre os defeitos do outro como argumento. Nós, que já éramos o país do "rouba, mas faz", agora somos o país do "seu presidente roubou mais do que o meu".
E assim caminhamos, nos conformando e agradecendo por estarmos vivos — mesmo depois de sermos roubados. Ainda há quem acredite que o mais importante é agradecer por ter perdido apenas bens materiais.
Como dizia o genial Renato Russo: "Vamos celebrar a estupidez humana..."
Boa semana!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Fraudes e Golpes
Sim, eu gosto do meu país. Gosto das praias do Nordeste, do clima tropical, me emociono com o hino nacional. Mas, infelizmente, hoje temos muito mais críticas do que elogios a fazer sobre a nossa pátria-mãe.
Sei também que a maldade, a corrupção e a esperteza não são exclusivas dos brasileiros, nem apenas dos chamados países do terceiro mundo. No entanto, por aqui, as coisas são piores.
Enquanto em Londres a população se preocupa com pouco mais de 100 assassinatos por ano, em algumas cidades brasileiras esse número é alcançado diariamente. Nos países europeus, onde mais de 97% da população é alfabetizada, os políticos podem, vez ou outra, tirar vantagem de seus cargos, mas sempre com receio, pois sabem que, se forem pegos, serão presos. Aqui, todo mundo sabe que os políticos são corruptos. Isso é noticiado, publicado, provado — e, mesmo assim, eles continuam sendo eleitos.
Frequentemente, escuto sobre novos golpes e fraudes que acontecem nas ruas. O pior é que conheço pessoas que já foram muito prejudicadas por acreditarem nos bandidos, que não têm dó de ninguém.
Idosos e pessoas com menos acesso à informação são os mais propensos a cair no conto dos malandros. A esposa de um amigo, por exemplo, caiu no golpe do bilhete premiado. Ela sacou todas as economias da poupança e entregou de mão beijada a um bandido, que a convenceu de que possuía um bilhete premiado da Mega-Sena, mas que não tinha conta na Caixa para receber o prêmio. Ele alegava precisar do dinheiro com urgência para cuidar da filha e, por isso, aceitava trocar o bilhete por um valor bem menor. Movida pela intenção de ajudar, mas também pelo desejo de ganhar um dinheiro fácil, ela perdeu tudo o que tinha.
Minha avó foi outra vítima de golpe, um dos mais antigos. Recebeu uma ligação dizendo que sua filha havia sido sequestrada. Ao fundo, ouvia uma menina gritando e chorando pela mãe. Ela imaginou que se tratava de sua neta e, desesperada, seguiu as orientações do criminoso. Sem desligar a ligação, correu até uma casa lotérica para colocar créditos em um celular, conforme foi instruída.
Por isso, hoje em dia, é difícil confiar em desconhecidos. Tememos ajudar pessoas que parecem estar em dificuldades, pois os bandidos pensam em tudo. Motoristas são roubados ao chegar ao destino. Passageiros são vítimas de criminosos que se passam por motoristas. Até com a saúde os meliantes criam fraudes. Nos hospitais, há cartazes alertando para que ninguém faça depósitos para pagamento de exames ou qualquer outra despesa. Os golpistas têm acesso às fichas dos pacientes e ligam dizendo que um depósito urgente é necessário para a realização de um exame fundamental, uma internação ou qualquer outra despesa que eles inventem.
Hoje, enganar os outros se tornou uma forma de ganhar a vida. E isso só é possível porque vivemos em um país onde a educação nunca foi prioridade.
Atenção e cuidado!
Até a próxima semana!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Dar o que não teve
Muitos pais, que batalharam desde muito jovens para conquistar uma vida melhor, cometem um erro grave ao tentar dar aos filhos coisas materiais que eles mesmos não tiveram quando crianças.
Para fazer isso, normalmente trabalham mais do que seria necessário, ganhando mais do que precisariam, a fim de poder presentear os filhos com celulares, videogames, roupas "de marca", relógios, brinquedos, entre outros. Mas o que esquecem é de presentear com o mais importante: a presença.
Salários altos, via de regra, são sinônimos de pouco tempo livre, tensão, estresse, pouca paciência, ambição exacerbada e busca por status. É natural que, ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho, os pais queiram um tempo para si mesmos – para sossegar ou até mesmo para ir a um bar tomar um chope com os amigos, entre outras possibilidades.
Contudo, quando a criança se transforma em adolescente e começa a enfrentar transtornos, problemas ou até se envolver com coisas ilícitas, os mesmos pais se perguntam onde erraram. Eles acreditam que, por darem tudo o que não tiveram, o filho deveria ser grato, feliz e perfeito. Esquecem-se, porém, do principal: não deram amor. Pois o amor não se compra; ele se sente e se transmite com presença, gestos e simplicidade.
Com amor, a criança não fará birra para ter o iPhone mais novo; com a presença, ela não vai se importar em repetir uma roupa numa festa; com amor, aprende-se que o tempo é mais valioso do que o dinheiro.
Se você acha que teve pouco na sua infância, não use seus filhos para tentar suprir essa ausência. Faça as coisas por você mesmo. Assim, você não criará uma criança que tem tudo, mas ao mesmo tempo se sente vazia. Conheça a si mesmo e descubra se você tem amor para dar, se tem afeto e carinho. Se não tiver, talvez seja melhor não ter filhos. Aprenda que uma criança não é um souvenir e, querendo você ou não, ela fará parte do resto da sua vida.
Até a semana que vem!
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