Muitos pais, que batalharam desde muito jovens para conquistar uma vida melhor, cometem um erro grave ao tentar dar aos filhos coisas materiais que eles mesmos não tiveram quando crianças.
Para fazer isso, normalmente trabalham mais do que seria necessário, ganhando mais do que precisariam, a fim de poder presentear os filhos com celulares, videogames, roupas "de marca", relógios, brinquedos, entre outros. Mas o que esquecem é de presentear com o mais importante: a presença.
Salários altos, via de regra, são sinônimos de pouco tempo livre, tensão, estresse, pouca paciência, ambição exacerbada e busca por status. É natural que, ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho, os pais queiram um tempo para si mesmos – para sossegar ou até mesmo para ir a um bar tomar um chope com os amigos, entre outras possibilidades.
Contudo, quando a criança se transforma em adolescente e começa a enfrentar transtornos, problemas ou até se envolver com coisas ilícitas, os mesmos pais se perguntam onde erraram. Eles acreditam que, por darem tudo o que não tiveram, o filho deveria ser grato, feliz e perfeito. Esquecem-se, porém, do principal: não deram amor. Pois o amor não se compra; ele se sente e se transmite com presença, gestos e simplicidade.
Com amor, a criança não fará birra para ter o iPhone mais novo; com a presença, ela não vai se importar em repetir uma roupa numa festa; com amor, aprende-se que o tempo é mais valioso do que o dinheiro.
Se você acha que teve pouco na sua infância, não use seus filhos para tentar suprir essa ausência. Faça as coisas por você mesmo. Assim, você não criará uma criança que tem tudo, mas ao mesmo tempo se sente vazia. Conheça a si mesmo e descubra se você tem amor para dar, se tem afeto e carinho. Se não tiver, talvez seja melhor não ter filhos. Aprenda que uma criança não é um souvenir e, querendo você ou não, ela fará parte do resto da sua vida.
Até a semana que vem!

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