segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Doenças Psicossomáticas

Você já deve ter ouvido falar de pessoas que vivem indo ao hospital e, ao retornarem para casa, dizem que o médico não encontrou nada de errado.

Essas pessoas sentem dores reais, apresentam sintomas como tremores, falta de ar e até diarreia, mas, ao passarem por exames e diagnósticos, não apresentam nenhuma doença ou disfunção física. Nesses casos, a causa do problema é psíquica, e, mesmo sem uma manifestação biológica, afeta o organismo.

A somatização ocorre com mais frequência em pessoas que já possuem outros transtornos mentais, como depressão e ansiedade. O tratamento, nesses casos, envolve psicoterapia e, em alguns casos, o uso de medicação prescrita por um psiquiatra.

Como não há uma causa biológica para a somatização, os sintomas podem surgir em qualquer região do corpo, causando desconforto e frustração no paciente, que, sem encontrar a origem do problema, acaba sem uma medicação eficaz.

Os sintomas mais comuns aparecem no sistema digestivo, como gastrite – uma das doenças mais ligadas às emoções –, e também no intestino, causando episódios frequentes de diarreia. O sistema nervoso também pode ser afetado, resultando em enxaquecas, formigamentos e dormências.

Infelizmente, muitas pessoas demoram meses ou até anos para buscar ajuda psiquiátrica, passando por vários especialistas na tentativa de encontrar uma explicação para seus sintomas. Mesmo quando médicos clínicos ou especialistas informam que não há uma doença física associada, a resistência em procurar um profissional da saúde mental pode prolongar o sofrimento.

Outro fator que dificulta o diagnóstico da somatização é que ela pode agravar doenças preexistentes, tornando o quadro ainda mais complexo.

Embora o diagnóstico definitivo das doenças psicossomáticas seja realizado pelo psiquiatra, outros médicos podem suspeitar do problema ao excluírem a presença de doenças físicas por meio de exames clínicos e laboratoriais.

Se você tem procurado o pronto-socorro com frequência, sem que os médicos encontrem uma causa para seus sintomas, talvez seja hora de buscar um psiquiatra e um psicólogo. Só assim você poderá recuperar sua qualidade de vida e voltar a ter tranquilidade.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Doenças Psíquicas

Também conhecidas como transtornos mentais, as doenças psíquicas atingem um número considerável de pessoas, em diversos níveis de comprometimento.

Pessoas de ambos os sexos e idades são suscetíveis a elas, e grande parte precisa de acompanhamento médico e medicação, além do tratamento psicológico.

Algumas têm o número de casos aumentando conforme a "evolução" do ser humano e seus desafios diários na família, no trabalho, nos relacionamentos etc.

Todos os transtornos ocorrem devido a uma disfunção, anomalia cerebral ou alterações no sistema nervoso central. Por isso, as medicações são necessárias para que essas alterações sejam corrigidas, ajustadas e, em conjunto com a terapia, tratadas, possibilitando, quando viável, a suspensão da medicação.

Os transtornos mais comuns são os de ansiedade, depressão e os alimentares, como bulimia e anorexia, que foram alguns dos temas abordados no blog.

Alguns transtornos, como a esquizofrenia, exigem acompanhamento contínuo e podem requerer tratamento ao longo da vida. No entanto, isso não impede o indivíduo de manter uma vida social ativa quando medicado corretamente.

Já o TOC, por exemplo, pode se manifestar de forma branda, sem necessidade de acompanhamento médico, desde que não evolua. No entanto, pode também se tornar grave, exigindo medicação forte e acompanhamento frequente, pois afeta muitas pessoas em diferentes níveis – desde um perfeccionismo leve até dificuldades para dormir se determinada tarefa ou acontecimento não ocorrer antes de ir para a cama.

Não podemos nos esquecer da bipolaridade, do estresse pós-traumático, das psicopatias e de tantos outros transtornos.

Se quiser se informar melhor, basta entrar em contato!

Ótima semana e até a próxima!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Múltiplas Personaliades

Você já deve ter visto em algum filme ou algum livro histórias de pessoas que possuem dentro de sua mente outras pessoas, completamente dissociadas do indivíduo em si.

Isso é um transtorno mental, complexo, verdadeiro e chamado Transtorno dissociativo de identidade ( TDI ),

Normalmente o TDI é uma consequência de experiências traumáticas na infância, podendo ser algum evento violento ou que gerou grande medo, mas com maior frequência abuso físico ou sexual. Pode se manifestar pela primeira vez em qualquer idade, pois são situações colocadas involuntariamente no inconsciente e que encontram no TDI uma forma de se manifestarem. Este distúrbio psicológico causa mudanças na percepção de si mesmo e acaba se manifestando por meio de amnésias, distúrbios do movimento, aumento da sensibilidade, entre outras coisas. É comum que outros transtornos apareçam em conjunto, tais como: ansiedade, depressão e etc.

Quando o paciente retorna à sua personalidade real, se sente desorientado, perdido, fora do próprio corpo, entre outros sinais.

Obviamente o indivíduo apresenta grandes dificuldades no convívio social e profissional, pois não há uma hora ou local para que ele mude de personalidade e deixe de ser o funcionário, ou o colega e se transforme em alguém completamente diferente.

Ainda não existe cura para o TDI, mas o trabalho conjunto entre psiquiatra e psicólogo pode diminuir bastante os episódios e fazer com que as múltiplas personalidades desapareçam e o paciente volte a ter apenas uma.

Para isso é fundamental obedecer a prescrição dos medicamentos e o processo terapêutico, para que o paciente aprenda a lidar e conviver de forma mais tranquila com a situação.

Boa Semana e até a próxima!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Manicômios


Neste 2025, completo 25 anos de formação e acompanhei as mudanças, se não na prática, pelo menos na intenção de transformação das instituições psiquiátricas.

Lembro-me com bastante clareza das visitas aos manicômios aos sábados de 1997, onde vi de perto, com tristeza, a condição das pessoas com doenças e/ou transtornos mentais “acolhidas” pelo Estado.

A chance de um paciente encontrar recuperação e, consequentemente, liberdade e retorno à vida social beirava a nulidade. E, sem dúvida, muito pouca coisa mudou.

O reforço diário da afirmação de que o paciente é doente, aliado ao convívio constante com outras pessoas em situações semelhantes ou até piores, nunca favorecerá a reabilitação. Os manicômios têm o mesmo problema das cadeias: ao conviver exclusivamente com outros indivíduos em sofrimento, a tendência é que o paciente, se sair, carregue ainda mais transtornos ou agravos à sua condição original, tornando a reinserção social ainda mais difícil.

O CFP vem batalhando há alguns anos pela extinção dos manicômios, realizando visitas aos locais e extraindo relatórios que mostram as condições deploráveis em que os pacientes se encontram, sem qualquer perspectiva de recuperação ou de uma vida digna.

“O movimento da luta antimanicomial combate a ideia de que pessoas com sofrimento mental devam ser isoladas em nome de pretensos tratamentos. Lembra que, como todo cidadão, elas têm direitos fundamentais à liberdade, a viver em sociedade e ao cuidado e tratamento, sem que precisem abrir mão da cidadania.” Diz um trecho do manifesto do CFP, que, em 2017, conseguiu, em conjunto com a OAB, impedir o aumento de leitos para doentes psiquiátricos.

Uma pessoa com qualquer tipo de transtorno mental precisa de cuidado, apoio e tratamento adequado – não de reclusão. Privá-la da possibilidade de recuperação ao trancá-la em um hospital sem condições mínimas de tratamento é o equivalente a condená-la, ainda que pareça estar sendo mantida viva.

Sim ao tratamento. Não aos manicômios.

Boa semana!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...