segunda-feira, 6 de abril de 2020

Ano 1


Se você não leu o "primeiro capítulo", pode ver aqui: http://elsopini.blogspot.com/2020/03/eu-antes-de-mim-mesmo.html

A tenra infância, ou seja,  a vida dos bebês, por si só, na maioria dos casos é um período em que não acontecem muitas coisas, o que é um fato positivo.

Mas no meu caso, com a ausência da curiosidade até chegar nessa idade que eu tenho e já não é nada tenra, faz com que a tentativa de buscar recordações com as outras pessoas, seja ainda mais difícil.

A vida era difícil, meu pai apesar de ainda morar em casa, já não era muito presente e o dinheiro era muito curto.

Minha mãe, que é a contadora da minha história dessa fase, muito pouco se lembra, pois nada de significativo aconteceu e como a minha vida mudou radicalmente à partir dos 4 anos, quando passei a morar com a minha avó, as pessoas do convívio e do dia a dia da minha mãe e indiretamente meus da época de bebê, acabaram não fazendo mais parte da minha vida.

Não me lembro, por exemplo da minha primeira madrinha ( sim, fui batizado duas vezes ), exceto pela imagem em algumas fotos. O nome dela é Neusa e sei que foi uma boa amiga da minha mãe, com quem ela pôde contar nos momentos mais difíceis da vida.

Meus irmãos eram bem pequenos, e minha mãe precisava cuidar de nós 3, então foi um período em que passava grande parte do tempo em casa e quando precisava de ajuda, ou minha madrinha, ou outra amiga dela, chamada Irena, ficava com a gente. Mas minha memória da Irena, também se resume a poucas fotos.

 A recordação que tenho é a foto que está aí em cima, e que, segundo a minha mãe, foi tirada em um dia que um fotógrafo tocou a campainha para vender seu serviço. As coisas antigamente eram bem mais simples e mais seguras.


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