Acredito que todos nós, algumas vezes ao menos, nos sentimos como se fossemos marionetes no teatro da vida.
Nos sentimos absolutamente fora do controle de tudo, como se estivéssemos o tempo todo à mercê de alguém ou de alguma coisa.
Não há nada pior do que essa sensação e, felizmente, isso é algo que podemos e devemos corrigir.
Existem muitas coisas que não podemos controlar, mas hoje em dia já podemos prever com maior precisão e facilidade. Nem sempre os meteorologistas vão acertar sobre a chuva, mas se consultarmos o aplicativo ou o site antes de sair de casa, ou preparar a mala, a chance de sermos pego de surpresa é bem menor.
Contudo, uma coisa é 100% certa, seremos sempre essas marionetes se deixarmos nossa vida nas mãos de alguém, se deixarmos de lado nossa autonomia, nossa felicidade, nossas decisões virem de alguém diferente de nós mesmos. Se toda hora precisamos pedir permissão, se sempre precisamos justificar atos, desejos ou até mesmo pensamentos.
Acabamos nos tornando marionetes embaraçados e quando nos damos conta, estamos jogados em uma caixa, fora de uso, e quase sem conserto, pois aquele que nos manipulava, já está usando outro boneco, ou acabou virando o boneco de alguém.
Se há uma coisa que todos precisam fazer, é tomar as rédeas da própria vida. Sim, podemos estar em uma peça de teatro, mas temos que dirigir o nosso espetáculo e saber improvisar quando os atores coadjuvantes não agem como esperávamos. Não podemos ser aqueles atores ou atrizes que trabalham apenas seguindo o roteiro feito por outra pessoa, temos que agir de forma independente, com cautela e com cuidado, mas sempre em busca do nosso final feliz.
Senão nosso nome não vai aparecer no cartaz e por vezes nem nos créditos finais e seremos dublês ou figuração na nossa própria vida, que vai ser uma comédia pastelão e não vai concorrer a nenhum prêmio.
Se for para viver um drama, que seja pelas nossas escolhas, se for para ter ação, que seja pelas nossas atitudes, se tiver que ser aventura, que seja a nossa preferida e ser as lágrimas vierem, ninguém melhor do que a gente para rir das nossas próprias tristezas.
Afinal de contas, no final do espetáculo, seremos nós que ficaremos sozinhos atrás das cortinas...
Boa vida para todos, e cada um tomando conta, de verdade, da sua!