segunda-feira, 26 de outubro de 2020

O Teatro da Vida

 Acredito que todos nós, algumas vezes ao menos, nos sentimos como se fossemos marionetes no teatro da vida.

Nos sentimos absolutamente fora do controle de tudo, como se estivéssemos o tempo todo à mercê de alguém ou de alguma coisa.

Não há nada pior do que essa sensação e, felizmente, isso é algo que podemos e devemos corrigir.

Existem muitas coisas que não podemos controlar, mas hoje em dia já podemos prever com maior precisão e facilidade. Nem sempre os meteorologistas vão acertar sobre a chuva, mas se consultarmos o aplicativo ou o site antes de sair de casa, ou preparar a mala, a chance de sermos pego de surpresa é bem menor.

 Contudo, uma coisa é 100% certa, seremos sempre essas marionetes se deixarmos nossa vida nas mãos de alguém, se deixarmos de lado nossa autonomia, nossa felicidade, nossas decisões virem de alguém diferente de nós mesmos. Se toda hora precisamos pedir permissão, se sempre precisamos justificar atos, desejos ou até mesmo pensamentos.

Acabamos nos tornando marionetes embaraçados e quando nos damos conta, estamos jogados em uma caixa, fora de uso, e quase sem conserto, pois aquele  que nos manipulava, já está usando outro boneco, ou acabou virando o boneco de alguém.

Se há uma coisa que todos precisam fazer, é tomar as rédeas da própria vida. Sim, podemos estar em uma peça de teatro, mas temos que dirigir o nosso espetáculo e saber improvisar quando os atores coadjuvantes não agem como esperávamos. Não podemos ser aqueles atores ou atrizes que trabalham apenas seguindo o roteiro feito por outra pessoa, temos que agir de forma independente, com cautela e com cuidado, mas sempre em busca do nosso final feliz.

Senão nosso nome não vai aparecer no cartaz e por vezes nem nos créditos finais e seremos dublês ou figuração na nossa própria vida, que vai ser uma comédia pastelão e não vai concorrer a nenhum prêmio.

Se for para viver um drama, que seja pelas nossas escolhas, se for para ter ação, que seja pelas nossas atitudes, se tiver que ser aventura, que seja a nossa preferida e ser as lágrimas vierem, ninguém melhor do que a gente para rir das nossas próprias tristezas.

Afinal de contas, no final do espetáculo, seremos nós que ficaremos sozinhos atrás das cortinas...

Boa vida para todos, e cada um tomando conta, de verdade, da sua!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

1980 - Ano 8

 A primeira lembrança que tenho de 1980 é do dia 31 de Janeiro.

Eu estava deitado, na cama em que dormia com a minha avó e escutei ela entrar apressada e ansiosa no quarto da minha tia dizendo: - Mara, seu pai morreu, com a voz misturada e que continha um misto de tristeza e necessidade de rapidez.

O pai da minha tia, meu querido avô, aquele que me levava para o parque todo fim de semana, que me levava para a casa da minha mãe, que demonstrava amor e com quem convivi tão pouco.

Eu continuei fingindo que estava dormindo e inclusive quando vieram me avisar, ainda fingia que não estava ouvindo, simplesmente não queria acreditar, imagino eu.

Não pude ir no funeral, nem no velório, aquilo não era coisa para criança, então meu último contato com ele foi no hospital, onde entrei escondido para vê-lo, e onde minha memória não chega direito.

A morte do meu avô foi, praticamente, o final de qualquer chance que poderia existir para eu voltar a morar com a minha mãe. Para a minha avó eu era a nova razão de viver e parecia inconcebível que fosse diferente.

De resto são poucas as lembranças. Com carinho lembro da Tia Paul, professora da primeira série, quando eu ainda só tirava notas altas na escola e meu maior problema era a letra feia e os detestáveis cadernos de caligrafia,

Mas a falta de amigos e a convivências "preso" no apartamento foram se acentuando e cada vez mais me via brincando sozinho com bonequinhos que eram jogadores de futebol, com pedacinhos de papel onde eu escrevia valores e se transformavam em dinheiro que eu não usava para comprar nada.

É, a vida passa, as lembranças somem e num piscar de olhos já estamos chegando nos 50 anos...

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Guarda-Chuvas

Nem tudo cai do céu.
Nem tudo são favos de mel.
E o que vem de cima, nem sempre é celestial.
Se acertar em cheio na cabeça, a dor será real.

Devemos ter cuidado com o que pedimos.
Ou nos assustaremos com os dons divinos.
Afinal nem sempre as coisas acontecem como queremos.
E ao invés de ganhar, descobrimos que na verdade perdemos.

A chuva pode vir mais forte do que previmos.
Ou o sol mais forte do que gostaríamos.
Tudo é mais fácil se o que recebemos, aceitarmos.
Ao invés de reclamar diariamente ao nos deitarmos.

Nossa vida não é apenas um pedacinho de papel.
E não podemos fazer de guarda-chuvas um simples chapéu.
Mesmo que o guarda-chuva não seja do tamanho ideal.
Ele fará o máximo para se sentir legal.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Esportes Paralímpicos

 Já escrevi aqui em outras oportunidades como o esporte é capaz de mudar a vida das pessoas e normalmente, mudar para melhor.

Integração, estima, estímulos sensoriais, uma série de habilidades e conhecimento que podem ser notados com a frequência da prática esportiva.

Além disso, em alguns lugares do mundo, as atividades esportivas estão diretamente ligadas às atividades escolares, o que estimula a criança e aos jovens aprender, para assim poder praticar algum esporte.

Sabendo disso tudo, podemos concluir que para as pessoas com algum tipo de dificuldade ou necessidade especial, os esportes são ainda mais importantes.

Os esportes paralímpicos, que integram em eventos e competições pessoas com níveis diversos de dificuldades, sejam elas motoras, cognitivas ou físicas, dão a elas oportunidades e motivação para que seja mais fácil seguir em frente.

Justamente por isso admiro tanto os jogos paralímpicos, que mostram ao mundo pessoas que se superam, que lutam bravamente por uma melhor colocação, mas muito mais do que isso, lutam para mostrar ao mundo que mesmo com suas diferenças, são muito melhores do que grande parte das pessoas que se consideram "normais", mas nem mesmo param para agradecer por isso.

O esporte é uma ferramente poderosa de inclusão social e quando usado de forma correta, tira crianças das ruas e coloca nas quadras, nas pistas, na escolas, tira crianças com necessidades especiais, das garras da depressão, da tristeza e de tantos outros riscos graves.

Para ser melhor precisaria apenas de mais incentivo, de mais investimento, de mais atenção, mas aí é querer demais dos políticos que temos, das pessoas que fazem do seu esporte o destilamento de ódio, seja na vida social, seja nas redes sociais,

Mais esportes, mais patrocínios, mais pessoas de bem com a vida!

Boa Semana!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...