Elso, o texto estava com alguns problemas de concordância e pontuação, além de uma comparação entre pessoas com deficiência e pessoas consideradas “normais” que poderia enfraquecer justamente a mensagem de inclusão. Mantive sua intenção e o tom crítico do final, mas ajustei esse trecho e substituí algumas expressões por termos mais adequados.
Já escrevi aqui, em outras oportunidades, sobre como o esporte é capaz de mudar a vida das pessoas e, normalmente, mudar para melhor.
Integração, autoestima, estímulos sensoriais, desenvolvimento de habilidades e aquisição de conhecimentos são alguns dos benefícios que podem ser percebidos com a prática frequente de atividades esportivas.
Além disso, em alguns lugares do mundo, as atividades esportivas estão diretamente ligadas à vida escolar, o que estimula crianças e jovens a se dedicarem aos estudos para que também possam praticar algum esporte.
Sabendo de tudo isso, podemos concluir que, para as pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade específica, o esporte pode ser ainda mais importante.
Os esportes paralímpicos reúnem, em eventos e competições, pessoas com diferentes tipos e graus de deficiência, proporcionando oportunidades, reconhecimento e motivação para que possam desenvolver suas habilidades e seguir em frente.
É justamente por isso que admiro tanto os Jogos Paralímpicos. Eles apresentam ao mundo atletas que superam obstáculos e lutam bravamente por melhores colocações, mas que, acima de tudo, mostram que suas diferenças não diminuem suas capacidades, sua determinação ou o valor de suas conquistas.
Enquanto essas pessoas precisam enfrentar limitações, preconceitos e falta de acessibilidade, muitas outras, que se consideram “normais”, sequer reconhecem os privilégios e as oportunidades que possuem.
O esporte é uma ferramenta poderosa de inclusão social e, quando utilizado de maneira adequada, tira crianças das ruas e as coloca nas quadras, nas pistas e nas escolas. Também oferece às crianças com deficiência novas possibilidades de convivência, pertencimento, autonomia e proteção contra o isolamento, a tristeza e outros riscos importantes para a saúde emocional.
Para ser ainda melhor, seria necessário apenas mais incentivo, investimento e atenção. Mas talvez isso seja querer demais dos políticos que temos e também de pessoas que transformam o esporte, que deveria aproximar, em mais um instrumento para destilar ódio, tanto na vida cotidiana quanto nas redes sociais.
Mais esporte, mais patrocínio e mais pessoas de bem com a vida!
Boa semana!
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