segunda-feira, 26 de outubro de 2020

O Teatro da Vida

Acredito que todos nós, algumas vezes ao menos, nos sentimos como se fôssemos marionetes no teatro da vida.

Sentimo-nos absolutamente fora do controle de tudo, como se estivéssemos o tempo todo à mercê de alguém ou de alguma coisa.

Não há nada pior do que essa sensação e, felizmente, isso é algo que podemos e devemos corrigir.

Existem muitas coisas que não podemos controlar, mas algumas delas, hoje em dia, já podemos prever com maior precisão e facilidade. Nem sempre os meteorologistas vão acertar a previsão de chuva, mas, se consultarmos o aplicativo ou o site antes de sair de casa ou de preparar a mala, a chance de sermos pegos de surpresa será bem menor.

Contudo, uma coisa é 100% certa: seremos sempre essas marionetes se deixarmos nossa vida nas mãos de alguém, se deixarmos de lado nossa autonomia e permitirmos que nossa felicidade e nossas decisões venham de alguém que não seja nós mesmos. Isso também acontece quando precisamos pedir permissão o tempo todo ou justificar nossos atos, desejos e até mesmo pensamentos.

Acabamos nos tornando marionetes embaraçadas e, quando nos damos conta, estamos jogados em uma caixa, fora de uso e quase sem conserto, pois aquele que nos manipulava já está usando outro boneco ou acabou virando o boneco de alguém.

Se há uma coisa que todos precisam fazer é tomar as rédeas da própria vida. Sim, podemos estar em uma peça de teatro, mas temos que dirigir o nosso espetáculo e saber improvisar quando os atores coadjuvantes não agem como esperávamos. Não podemos ser aqueles atores ou atrizes que trabalham apenas seguindo o roteiro feito por outra pessoa. Temos que agir de forma independente, com cautela e cuidado, mas sempre em busca do nosso final feliz.

Senão, nosso nome não aparecerá no cartaz e, por vezes, nem nos créditos finais. Seremos dublês ou simples figurantes em nossa própria vida, que acabará se transformando em uma comédia pastelão e não concorrerá a prêmio algum.

Se for para viver um drama, que seja por nossas escolhas. Se for para ter ação, que seja por nossas atitudes. Se tiver que ser uma aventura, que seja a nossa preferida. E, se as lágrimas vierem, ninguém melhor do que nós mesmos para rir das nossas próprias tristezas.

Afinal de contas, no final do espetáculo, seremos nós que ficaremos sozinhos atrás das cortinas...

Boa vida para todos, e cada um tomando conta, de verdade, da sua!

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