Uma das habilidades mais importantes de um psicólogo certamente é a de verificar se seu paciente não entra em contradição.
Sabemos que conversar com uma pessoa estranha, abrir pedaços da vida que não contamos a ninguém não é nada fácil, e por isso é muito comum, principalmente nãs sessões iniciais, que o paciente não queira contar algumas coisas, ou tente manipular o terapeuta, até que se sinta mais confiante e confortável.
Por sua vez, o terapeuta, quando percebe o nervosismo, a demora para falar uma coisa, ou outros sinais no paciente, percebe que fazer perguntas diretas não vai fazer com que ele tenha a melhor resposta, e por isso vai entrando "pelas beiradas" na conversa até fazer com que o paciente caia em contradição, ou descubra que o paciente está apenas nervoso ou tímido.
No dia-a-dia é muito comum percebermos contradições em várias pessoas, principlamente entre o que falam e o que efetivamente praticam. Muitas pregam o amor, mas na verdade tem verdadeiro ódio dentro do coração, outras usam palavras bonitas para enfeitar um cartão que vão entregar para uma pessoa que não gostam, outras juram o infinito, quando na verdade não chegam nem na esquina.
O problema das contradições é que elas podem machucar pessoas, que por acreditar em falsas promessas, se enchem de frustração quando percebem a contradição.
E o mais legal das contradições é que quem se contradiz sempre descobre que falou demais um segundo depois fechar a boca. E a cara de susto, a patética tentativa de corrigir, mudar ou criar uma nova interpretação para a contradição é muito divertida, mesmo quando descobrimos que fomos enganado.
Por causa das contradições que dizemos "A mentira tem perna curta", pois uma hora ou outra, quem mentiu vai acabar deixando escapar pelo menos um pedaço da verdade...
Nenhum comentário:
Postar um comentário