Muito diferente do que eu esperava, meu 1987, ano dos 15 anos, não foi nada interessante.
A maior "novidade" foram os novos colegas do colégio, pois como havia reprovado no ano anterior, a maioria dos meus amigos antigos estaria em um pedaço diferente do colégio.
Se houve alguma vantagem, foi que o ano escolar foi bem mais fácil, com notas melhores e pequenos sustos na matemática, mas nada que me preocupasse quanto a uma nova reprovação.
Minha bicicleta me causou a primeira cicatriz permanente da vida. Pedalando pela alameda Lorena, a correia da bicicleta estourou e um dos pinos pontudos entrou logo abaixo do meu joelho. Sangue que não parava mais de sair da perna, deixei um trilho da lorena, passando pela brigadeiro, até voltar para a Batatais.
De resto? As tarde de botão com meu amigo Ken, as menos frequentes idas para a casa da minha mãe e mais para o fim do ano a "descoberta" que eu seria tio. Minha irmã estava grávida e foi uma deliciosa confusão dentro da família. Deliciosa porque já naquela época eu não queria nem saber e muito menos me meter no que não era da minha conta.
O sofrimento que parecia eterno com o Palmeiras e os pequenos conflitos dentro de casa.
Certamente havia alguma paixonite adolescente no colégio, mas nada que fosse digno de lembrança, tantos anos depois.
E os 15 anos? Bem, não houve festa de aniversário, e nem tampouco lembranças especificas do dia, apenas mais uma folha do calendário rasgada, mais uma noite de sono e a sequência dos dias, que vieram me trazendo até aqui...