terça-feira, 26 de abril de 2022

Ano 15 - 1987

Muito diferente do que eu esperava, meu 1987, ano dos 15 anos, não foi nada interessante.

A maior "novidade" foram os novos colegas do colégio, pois como havia reprovado no ano anterior, a maioria dos meus amigos antigos estaria em um pedaço diferente do colégio.

Se houve alguma vantagem, foi que o ano escolar foi bem mais fácil, com notas melhores e pequenos sustos na matemática, mas nada que me preocupasse quanto a uma nova reprovação.

Minha bicicleta me causou a primeira cicatriz permanente da vida. Pedalando pela alameda Lorena, a correia da bicicleta estourou e um dos pinos pontudos entrou logo abaixo do meu joelho. Sangue que não parava mais de sair da perna, deixei um trilho da lorena, passando pela brigadeiro, até voltar para a Batatais.

De resto? As tarde de botão com meu amigo Ken, as menos frequentes idas para a casa da minha mãe e mais para o fim do ano a "descoberta" que eu seria tio. Minha irmã estava grávida e foi uma deliciosa confusão dentro da família. Deliciosa porque já naquela época eu não queria nem saber e muito menos me meter no que não era da minha conta.

O sofrimento que parecia eterno com o Palmeiras e os pequenos conflitos dentro de casa.

Certamente havia alguma paixonite adolescente no colégio, mas nada que fosse digno de lembrança, tantos anos depois.

E os 15 anos? Bem, não houve festa de aniversário, e nem tampouco lembranças especificas do dia, apenas mais uma folha do calendário rasgada, mais uma noite de sono e a sequência dos dias, que vieram me trazendo até aqui...

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Marionete Emaranhado

Às vezes colocamos algumas coisas dentro de caixas, armários, em sacolas e lá deixamos, por tempo suficiente para que quando e se encontradas, nos tragam lembranças, mas ao mesmo tempo um questionamento sobre o motivo pelo qual guardamos tantas coisas que usamos tão pouco a ponto de nos esquecermos delas.

Muitas dessas coisas, por vezes encontradas até por parentes depois que uma pessoa deixa esse plano, estão inutilizadas, estragadas, quebradas, ou simplesmente seria dispendioso demais colocar essas coisas em funcionamento, como tentar desatar os nós de um marionete emaranhado.

Muitas vezes o melhor caminho é a doação e quando não é possível,o descarte correto. Outras coisas até podem ficar como recordação, mas poucas realmente serão colocadas em uso.

Não adianta ter o trabalho de arrumar os marionetes, se não existem mais crianças para assistir e nem mesmo a casinha do teatro onde eles ficavam.

Precisamos valorizar mais o que temos e não o quanto temos, precisamos usar mais e guardar menos, precisamos pensar no nosso presente e fazer dele o nosso futuro, mas não apenas esperar pelo futuro, guardando em caixas e sacolas o que deveria ser o nosso presente! 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Abstratos

Muitas coisas existem dentro de nós e não conseguimos ver, não aparecem em nenhum raio-x ou ultrassom. Simplesmente sentimos e frequentemente nem mesmo conseguimos explicar esses sentimentos.

E o mais interessante sobre esses sentimentos é que eles têm nome, estão presentes em muitas pessoas, mas cada um os descreve de forma diferente.

Ninguém consegue dizer exatamente como é o medo, por exemplo, pois tem gente que sente medo do escuro, enquanto outros têm medo de lugares pequenos e ainda outros de coisas bem diferentes, como medo de se molhar, de multidões, de voar e etc.

E a forma como cada pessoa sente e expressa o medo, é muito diferente. Gritos, sudorese, falta de ar, complicações no intestino, entre outras infinitas coisas.

E isso vale para todo e qualquer sentimento. Amor e angústia, raiva e felicidade, inveja e gratidão. Todos nós sentimos, todos nós reagimos de uma forma particular a cada sentimento e expressamos de diversas formas diferentes.

Não há certo e nem errado, não há covardia e nem heroísmo quando tratamos de medo, não há pessimismo e nem otimismo quando pensamos em esperança, há apenas a nossa forma única de lidar com cada situação.

O que todos precisamos é encontrar o respeito para aceitar e não julgar a forma, a intensidade e nem quais são os sentimentos das outras pessoas.

Sinta e deixe sentir!

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Um dia pode mudar toda a sua vida

Sabemos que as vezes até mesmo pequenas atitules podem mudar o rumo e a direção das nossas vidas;

E não sabemos como a vida seria, se deixássemos de tomar alguma atitude, ou se tivéssemos feito algo diferente.

Na vida não cabem suposições, não há retorno, nm atalhos. O que está feito é imutável.

Você pode se arrepender, mudar para não cometer os mesmos erros, ou para agir de uma maneira em que tenha mas chances de acertar, mas nada disso vai mudar o passado.

O dia em que você fez a matrícula na faculdade, ou o dia que decidiu desistir dela. O dia em que resolveu sair de casa e encontrou o amor de sua vida, ou o dia em que não deveria ter saído para não perder o amor da sua vida e que você achava que não era tão importante assim. Todos eles podem ter sido o dia em que sua vida mudou.

Se um ato fortuito vai fazer a nossa vida melhorar ou piorar, não temos como saber de antemão, apesar de sempre haver probabilidades, assim como não sabemos o que o destino nos traria se tivéssemos feito algo que desistimos na última hora.

A única coisa que temos, é o presente, são esses instantes e eles podem ser mais valiosos do que imaginamos.

É absolutamente normal o arrependimento, por vezes é doloroso, mas ele é um sentimento inútil, pois não remenda o passado e nem reescreve o futuro. Mas ainda é melhor se arrepender por arriscar, do que por ter medo.

É melhor tentar fazer todo dia ser aquele que vai mudar o rumo da sua vida, do que esperar sempre uma oportunidade melhor, que pode nunca chegar.

A ação é melhor do que a espera e se não podemos voltar atrás e desfazer alguma coisa, também não podemos voltar atrás para usar melhor o tempo que passou.

Que amanhã seja o melhor dia da sua vida, todos os dias!



Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...