Minha lembrança mais marcante de 1988, o ano em que completei 16 anos, é de um quase atropelamento.
Durante os jogos Olímpicos de Seul, eu ficava acordado a madrugada quase toda para assistir os eventos e, muito a contragosto ir para a escola pela manhã. Como eu ainda não trabalhava, aproveitava as tardes para dormir um pouco.
Mas, em um desses dias eu literalmente dormi à caminho da escola, sim, dormi andando e acordei com um susto enorme ao ouvir uma buzina raivosa e um som de freada muito forte. Atravessei a rua, na esquina da lorena com a Campinas, dormindo e com o farol aberto. Fui xingado, com razão, mas por sorte o freio do carro estava bom e eu pude terminar de ver os jogos olímpicos e mais alguns outros nos anos seguintes.
Fiz uma oitava série bem honesta, ficando de recuperação só de uma matéria, mas sem grandes sustos no final.
Continuava jogando meu botão, sofrendo com o Palmeiras, já tinha desistido de jogar minha prima pela janela e agora eu tinha um sobrinho, que nasceu logo no começo do ano.
Meu entrosamento com os colegas aumentou, fiz boas amizades, das quais eu mesmo me desfiz por abandono logo depois de sair da escola, mas esse sou, sempre assim, intenso e frio, próximo, mas com facilidade enorme para criar distância, que vive até os pormenores, mas se enjoa rapidamente de coisas repetidas, mas que estranhamente, não vive sem rotina, desde 1988..
Nenhum comentário:
Postar um comentário