Eleições chegando e sempre a mesma ladainha se repete, políticos corruptos e pretendentes a uma vida melhor, no meio da corrupção, se engalfinham para enganar a população e conseguir votos.
E uma das eternas promessas de sempre é a de tirar a população da miséria, mesmo que apesar de já terem sido governantes, nunca sequer realmente tentaram fazer com que a vida dos mais pobres fosse melhor.
Político falando que vai tirar o povo da miséria é a mesma coisa que o alcoólatra dizer que vai parar de beber, passa a vida toda falando a mesma coisa e nunca faz algo de concreto, com a diferença de que no caso da bebida, ainda alguma poucas almas se salvam.
Mas por que é tão interessante para a classe política manter boa parte do povo em condições tão precárias, chegando a assombrosos números, como por exemplo os atuais 33 milhões de brasileiros que estão hoje na linha da fome?
Primeiro, obviamente, para continuar tendo pessoas que acreditarão em suas promessas, afinal a fome machuca e quem convencer as pessoas mais vulneráveis de que aquela dor vai passar, vai ganhar o voto.
Segundo, porque a fome é um sentimento primordial sobre todos os outros, quem tem fome não se preocupa com educação, saúde ou segurança, quem tem fome se preocupa em comer, em saciar sua sede, em conseguir ter forças para encarar mais um dia.
E quanto menos pessoas preocupadas com a educação, maiores as chances de políticos incompetentes, mas espertos, continuarem se elegendo, e perpetuar a corrupção por toda a família.
E ultimamente hordas de políticos profissionais têm ido cada vez mais longe, não só impedindo pessoas humildes de ter uma boa qualidade de estudo, como espalhando mentiras ridículas que afundam, ainda mais, boa parte da população no leito da ignorância. Desde a terra plana, até a luta contra as vacinas.
Vivemos em um mundo onde a miséria é moeda de troca, e enquanto essa for a realidade, a ideia de tirar o pais da pobreza será sempre uma enorme mentira.