segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Chão de Céu

Pisar nas nuvens, cair do céu, furar o chão, sem coração.
O chão é o teto, mas que pateta, cair sem ser um atleta.
Correr parado, saltar para trás, que melodia, jaz!
A luz na escuridão acaba junto com a pilha, lanterna nervosa.

Escondido no meio dessa mata, estão os grãos de areia.
O deserto da floresta, nas montanhas carecas do cerrado.
Parece que tudo está de cabeça pra baixo, mas sou só eu deitado.
De bruços, olhando tudo, com os olhos fechados.

A que distância fica quem está perto?
No inverno, inferno, verão, ou não?
O outono acabou com o tempo, que tanto falta e sobra.
De pé, só tenho o coelho, azarado, ficou manco.

Rico o pobre que tem dinheiro, saúde e sorte.
Pobre é o pobre mesmo, mesmo que seja rico.
Vodca no copo, absoluta dor de cabeça.
Azul ciano, o céu no oceano, o chão feito de água.

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