segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Ano 17 - 1989

Finalmente eu chegava ao colegial, com um ano de atraso, em virtude da bomba da 7a série, mas cheguei e depois do ano letivo, ainda continuei nele, porque assim como na 7a, tomei bomba de novo.

Mas foi o ano de decisões importantes, como ter escolhido a área de humanas para seguir carreira, o que me trouxe ao atual estágio, ou seja, psicólogo.

Fora do colégio, nada de novo, nem muito diferente. A vida no prédio, com meu amigo Ken, jogando cada vez menos botão, uns amigos do colégio vindo no prédio para jogar escrete e fluff, um jogo que só existiu no Marambaia dos anos 80.

Criei uma boa amizade com o hoje escritor Nicolás, que morava no condomínio da minha mãe, para onde eu continuava a ir em alguns finais de semana.

Mas se imaginarmos os dias de hoje, eu era ainda muito mais criança do que quase adulto, só que com a rebeldia em dia, a época de começar a querer deixar o cabelo crescer e continuar trabalhando de office-boy part time para comprar minhas guloseimas e revistas.

Ainda subia em alguns fins de semana para o terraço do prédio, para dar emoção a vida mansa e reclamar dela sem parar enquanto comia rocambole pullmam com meu amigo Ken.

A vida com pouco dinheiro foi difícil, mas vendo por outro ângulo, hoje acho que foi até divertida.

No final do ano veio a bomba, de novo, e de novo aquela sensação que era hora de sair do Assunção, ou parar de estudar, ou vender coco na praia, mas no final das contas, minha avó conseguiu manter a bolsa e eu consegui continuar no colégio, apesar de até hoje não saber absolutamente nada de física...

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