segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Por que explicar o que ninguém consegue entender?

Muita gente tenta entrar na nossa vida e entender o que pensamos, o que sentimos, por que dizemos que precisamos de algo, entre tantas outras coisas.

Assim como nós também, por vezes, acabamos tentando nos intrometer na vida de outras pessoas, às vezes por empatia, mas outras vezes apenas para tentar fazer o outro mudar.

Mas é impossível fazer com que outra pessoa goste de algo, só porque você gosta. Você pode até tentar, mas não pode forçar.

Assim como de nada adiante tentar explicar para alguém que não curte rock, que Nirvana é sensacional, Pearl Jam essencial ou que não pode existir uma playlist sem Matchbox Twenty.

Também não podemos explicar para quem não gosta de um tipo de alimento, o quão bom nós o sentimos em nosso paladar, bem como tentar explicar para quem tem "fogo no rabo", como é fantástico e acolhedor ficar em casa vendo seu programa favorito, ou um filme, deitado sob as cobertas dentro de casa.

Somos humanos, somos únicos, não temos padrão e isso é sensacional. Somo pequenas peças de vários quebra-cabeças imensos e por vezes tentam mudar a nossa forma, para que nos encaixemos em espaços que verdadeiramente não cabemos. E se permitirmos isso, acabamos deixando que outras pessoas moldem nossa vida, nossos gostos e até mesmo nossos desejos.

Se você não se encaixa onde está tentando entrar, procure melhor, seu lugar está guardado no quebra-cabeças da sua vida. E nãos e preocupe em explica, afinal a sua própria vida, ninguém mais consegue entender...

Ano 18 - 1990

A minha primeira lembrança quando penso em 1990 é a copa do mundo, aquele gol do Caniggia que eliminou o Brasil do péssimo, na minha opinião, Lazaroni e que foi responsável por me tirar, até hoje, a paixão pela seleção brasileira.

Também foi meu segundo 1º colegial e não pensem que dessa vez passei mais fácil, na verdade, em matérias de exatas, só passei porque eu mesmo corrigia as provas de física e por "sorte" em matemática e química.

Claro, foi o ano em que atingi a maioridade, mas isso não mudou quase nada na minha vida, continuei morando na casa do meu tio, com a minha avó pagando o colégio e com meus poucos amigos.

Mas nesse ano tive uma nova presença que se tornou muito importante tanto nesse ano, como nos anos seguintes, minha amiga Cacília.

Uma conexão muito interessante. Foram muitas horas juntos, na escola, em casa, junto com o pessoal que acabou se tornando nosso grupo.

Muitas cartas, muitos bilhetes, muitos conselhos e consolos, muitas horas de cabeça no ombro, de cafuné e que hoje são apenas saudades...

Pode não ter sido um ano espetacular, mas foi um ano bom, de descobertas, de aptidões, de coragem, de decisões antipáticas à algumas pessoas, mas que me fizeram feliz e que deram um início ao acabamento da minha personalidade...

Ela Começa

A minha voz, no silêncio da minha mente diz:
Você precisa dar um fim nisso.
A minha voz, soando alto, mas sem ninguém por perto além de mim mesmo diz:
Isso não me preocupa, na verdade não estou nenhum pouco preocupado.

Com os olhos fechados, me escuto no silêncio:
Você já fez isso antes e sabe que deu errado.
Mas nesse diálogo maluco, falo alto para meu eu interior:
Realmente eu não estou preocupado com isso.

Claro que eu devia embrulha-lá em várias folha de jornal e despacha-lá para a ilha mais distante.
Agora ouço meu grito:
Mas eu não estou nem ai, ela não me preocupa!
Além disso, ela me falou que estou mudando, mas será que ela vai mudar também.

Todos nós estamos sempre mudando, o tempo todo.
Não me importa se isso não é amor.
Se não precisamos mais conversar, não é amor.
E tudo bem por mim viver sem ser amor.

Sem amor e em um mundo cinzento, entre o céu e o inferno.
Se ela quer, mudo meu nome todos os dias, para não ser apenas eu.
A voz na minha mente apenas diz:
Não por favor, não se submeta a isso.

Tento dizer coisas para mim mesmo, afim de tentar esquecer
Para esquecer dela.
Ok, não estou preocupado.
Mas aí ela pergunta, e se for amor?

Aí começo a pensar nas consequências.
Mas na minha frente ela está tremendo e se mexendo
Como se estivesse molhada pela chuva da bondade.
E ela começa a dizer que longe de mim sente frio todos os dias

Eu não estou pronto para escutar e ignorar essas coisas.
Mas me prometo que é a última vez e que não vou me dobrar de novo.
Não vou deixar minha alma em pedaços.
Sinto que deveria cobrar um pouco de amor.

Mas não estou preocupado com isso.
Sei que deveria pendura-lá junto com suas fotos em um quadro de cortiça.
Mas quando ela começa a me olhar e a se balançar...
Eu não vou mais me preocupar com isso.

Picuinhas

Sabemos, infelizmente que muita gente age conscientemente para irritar, magoar, ou até mesmo prejudicar outras pessoas.

Talvez menos grave, mas não menos irritante, são as pessoas que adoram fazer picuinha, ou seja, usar coisas pequenas, quase irrelevantes, apenas para enervar ou chatear alguém e esse alguém, normalmente é uma pessoa próxima.

E o pior, às vezes quem faz a picuinha acaba preferindo prejudicar a si mesmo, ou atrapalhar a própria vida, apenas para não se sentir fazendo a vontade do outro, ou como se a a sua atitude fosse ajudar a si mesmo, mas também ao outro.

As típicas pessoas que preferem morrer afogadas à ajudar a tirar a água do barco.

Quem faz picuinha, via de regra é implicante, reclama de coisas irrelevantes e atrapalha coisas mais importantes, se intromete onde não deve e some na hora que deveria assumir suas responsabilidades.

E, por fim, é preciso lembrar que pessoas assim, sempre serão infelizes, porque nunca estarão satisfeitas, se não encontrarem detalhes para implicar, reclamar, ou pessoas para aborrecer...

Quem procura problemas, não quer soluções

Existem pessoas que não esperam acontecer, atuam no que precisam ou que desejam, que procuram acertar, mas que quando erram, como é absolutamente normal, correm atrás de concertar seus erros.

E existem pessoas que reclamam de tudo, que não gostam muito de olhar para o espelho do quarto e nem para o espelho da própria vida. Preferem julgar os outros e fechar os olhos para todos os seus defeitos e problemas, sentem-se felizes em culpar a própria vida, Deus, os patrões, colegas, amigos ou familiares, por todas as suas mazelas, mas esquecem de assumir a responsabilidade pelo rumo da própria vida.

Gente que olha para o que os outros têm e nunca fica satisfeito com o que consegue, ganha ou pode fazer, sempre achando que deveria ter um modelo melhor, um lugar melhor na plateia, um prato melhor no almoço.

Por mais estranho que pareça, muitas pessoas não conseguem lidar com a tranquilidade, com a felicidade, com a simplicidade das coisas e sempre procuram problemas, na vida dos outros, das celebridades, dos vizinhos, e, claro, problemas da própria vida e, em todos os casos, se os problemas não são visíveis, ou nem existem, essas pessoas fazem questão de criar um.

E não pensem que pessoas assim ficam felizes ou satisfeitas em concertar os seus erros, ou até mesmo quando recebem a notícia, ou assistem na televisão que uma questão pessoas foi resolvida, afinal, sem problemas, para elas, não há vida, não há fofoca, não há sobre mais o que falar.

Quem vive caçando problemas, jamais encontra soluções, não deseja sossego e nem consegue se sentir em paz, pois quem precisa da tragédia, própria ou alheia, não sabe o que é encontrar a paz...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...