Sentado no cantinho do ódio.
Cercado por paredes que roubam meu ar.
Meu estômago dói, mas e daí?
O que importa é o que eu vejo do outro lado.
Sou eu mesmo, mas em molde de barro.
Sim, fico com medo quando me vejo.
Deformo meu rosto com velas vermelhas.
Sombras dançam ao redor.
As velas queimando no cantinho do ódio.
Quando garoto cometi um erro.
E meu céu se tornou cinza para sempre.
Tudo o que queria era brincar.
Mas toda hora, era hora de rezar.
Eu não me importo.
Apenas perdi o controle.

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