sexta-feira, 29 de abril de 2011
Amizade
A Amizade é um sentimento abstrato, assim como os outros, mas que podemos personificar. A amizade tem rosto.
Portanto, na imagem de uma pessoa ou mais pessoas podemos enxergar a palavra amizade.
E como é bom ter amigos, ter com que contar, com quem partilhar segredos e descobertas, ter com quem passar horas no telefone ou em silêncio, um ombro para derramar todas as lágrimas do mundo...
Um amigo é uma dádiva e para mim, assim como o amor, uma amizade, nunca acaba, aliás, a amizade é uma das formas de amor.
Mas algumas pessoas definem os amigos e a amizade de muitas formas e com palavras muito belas, que em sua maioria, a meu ver, tratam as coisas de forma superficial, como se colegas fossem iguais aos verdadeiros amigos.
.
Mas afinal, onde estão os amigos? Quem são eles?
Os amigos são aqueles que vão contigo para a balada ou para a igreja, assistir a um jogo de futebol ou uma peça de teatro, não se esquecem do seu aniversário e te fazem companhia.
Mas será que só isso basta. Como saber se essas pessoas que nos cercam, são realmente amigos?
Bem, como sempre de acordo o meu singelo ponto de vista, vou expor meu pensamento de como se mostra o verdadeiro amigo.
Amigo não é aquele que apenas vai contigo para a balada e nem mesmo aquele que lhe faz companhia se você não quiser ir. Amigo não é aquele que vai te defender na briga, nem aquele que depois te faz os curativos.
Amigo é aquele que vai procurar evitar que você brigue que vai não apenas dar conselhos, mas se certificar que seus conselhos estão sendo seguidos.
Amigo é aquele com quem você pode contar, sempre que precisar, mas é aquele que vai se recusar a te ajudar a fazer algo que depois possa te machucar. Amigo de verdade é aquele que sabe lhe dizer “Não”.
Amigo é aquele que você vai deixar de lado para “ curtir “ com os colegas e depois, quando se arrepender e precisar de apoio, vai estar lá, não para te reerguer, mas para te ajudar a entender que o mundo não é feito apenas de festas.
Um amigo, jamais conversará apenas sobre o presente, ele vai lhe abrir os olhos para o futuro. Um amigo jamais lhe dirá “ Aproveite o momento “ ele dirá “ Certifique-se de que o prazer desse momento compensará as consequências no futuro “. E principalmente, um amigo é aquele que não te abandona, depois de ter te ajudado a atrapalhar a sua própria vida, é aquele que não te vira às costas quando seu dinheiro acaba, quando seu emprego não pode mais ser vantajoso, quando você por algum momento enfrenta momentos de estado depressivo.
Você saberá reconhecer um amigo, quando ele não lhe acompanhar ao dirigir embriagado, quando ele não sair com você para comprar drogas, quando ele não limpar a sua barra para você trair seu par.
Você saberá reconhecer um amigo, quando tiver plena certeza de que jamais precisará mentir e que jamais será enganado.
Todo aquele que te acompanha nesses caminhos cujas placas de alerta ficam piscando bem na frente do seu nariz, mas são ignoradas, não são seus amigos. Esses são aqueles que não querem se afundar sozinhos, que não assumem responsabilidade pelas próprias vidas e que se apoiam nos seus erros para justificar os deles e, portanto, precisam levar alguém junto para o fundo. E muitos se afogam abraçados em nome de uma amizade que na verdade nunca existiu.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Amor
Hoje vou ameniza um pouco o blog, depois de duas publicações mais polêmicas.
Vou escrever sobre sentimento, sobre a minha visão do amor.
Boa Leitura!
Quem é capaz de definir o amor?
Sabemos apenas que é um sentimento e que por conta disso, é abstrato, não tem forma, não pode ser tocado.
Pois bem, quantas vezes escutamos, lemos e até mesmo falamos a frase “ Eu Te Amo “ em nossas vidas e em quantas situações diferentes.
Então, inventamos as formas de amor. Amor incondicional, amor de mãe, amor de amigo, amor de momento...
Logo surgiu a intensidade do amor. Grande amor, pequeno amor, simplesmente amor.
Porém, repentinamente, nos deparamos com o inesperado “ fim do amor “ para então, em breve, ou não, surgir o “ novo amor “.
Nesse momento, aparece a comparação entre os amores. Eu amo mais esse amor do que amava ao outro, só que depois, pode perceber que amava na verdade, mais ao outro do que esse e tem início a confusão do amor.
Só que o lindo e bondoso amor, pode se transformar em mal, em um sentimento capaz de destruir a vida, trazer doenças e até depressão. É o mal do amor ou o amor não correspondido.
O amor, para muitos também pode ser mutante e se transformar. Pode ir caindo de amor para paixão, depois desejo, depois vai caindo para amizade, até se esquecer de que foi amor, ou então, o amor se transforma no antagônico ódio, quando se descobre que a frase “ eu te amo “ não é pronunciada apenas para um único amor e sim a dois ou três, ou mais.
Mas a insistência em clamar pelo amor é grande e logo, o ódio abre espaço para os olhos que em frente enxergam um novo alvo e logo avisam o coração.
O Cupido lança a sua flecha e se ainda estiver com a mira boa, lá vem de volta o bom e velho amor, mas até quando ele vai durar, até quando vai permanecer com o mesmo nome, até quando vai ser simples assim, como a vida deveria ser.
Nós temos a capacidade de dar vários sentidos àquilo que nem conseguimos definir e achamos sempre um jeito de explicar o que nem nós mesmos conseguimos entender.
Eu, particularmente, tenho uma opinião, quando o assunto são relacionamentos.
O amor é um só. Ele nunca acaba. A meu ver o que demoramos a perceber é que na maioria dos casos em que achamos que o amor acabou, na verdade ele nunca existiu.
E como saber então se um dia amamos em nossas vidas? No dia em que nos formos ou em que nosso verdadeiro amor partir, saberemos, pois só nesse dia teremos a certeza de que não surgirá nada em nossa frente que possa nos motivar a procurar, de novo, um novo amor.
Enquanto isso, seguimos com a frase de um poema do grande Vinícius de Moraes “... Que seja infinito...enquanto dure...”
terça-feira, 26 de abril de 2011
Eutanásia
Hoje minha publicação será certamente polêmica, dividirá, acredito eu, os leitores em pontos de vista diferentes. Não tenho intenção e nem interesse em mudar ou formar a opinião de ninguém, apenas expressar o meu ponto de vista sobre o assunto.
Do grego EU ( bom; boa) TANATHOS (morte).
Boa morte. E desde quando é bom morrer ?
A cultura ocidental formou a nossa sociedade para não aceitar o inevitável. Temos historicamente uma dificuldade muito grande de encarar a morte. Em países do oriente, ao invés de lágrimas, existem festas não para lamentar a morte, e sim para comemorar a vida que se foi que, portanto, existiu e pode ter sido muito boa.
Claro que casos extremos de violência, como assassinatos, guerras, destruição em massa, atos de terrorismo que tiram a vida das pessoas de forma não natural, são sempre carregados de comoção e lamentados, aonde quer que seja.
Mas no ocidente, pessoas que passam por nós e que são importantes em todos os sentidos, se vão e temos enorme dificuldade de entender que é o processo natural da vida.
Talvez por isso, na maioria dos lugares o simples som da palavra que dá nome a este artigo, parece assustador.
Sei que decidir sobre a vida de alguém é algo muito delicado e deve ser analisado por muitas pessoas, mas vejamos alguns casos. Uma pessoa com mais de 80 anos de idade e mal de Alzheimer, deitada sobre o leito de um hospital particular ou público, sem mais condições de fazer nada por própria vontade, sem sequer ter a possibilidade de dizer o quanto está sofrendo naqueles instantes. Será que alguém poderia calcular o que seria melhor para esta pessoa? Será que o sofrimento em viver como um vegetal cercada por pessoas queridas que choram por sua inoperância e impotência é ainda melhor do que ter o ciclo da vida encerrado?
Será que para as pessoas que oram não existe um pedido inaudível para que Deus as leve para poupá-la e também aos seus próximos desse sofrimento?
Claro que em assuntos como este é difícil falar no aspecto financeiro, mas não podemos também deixar de lado tudo que o envolve. Por vezes nossos pais e avós trabalham a vida toda para conseguir dar um bom padrão de vida para a família e certamente não gostariam de ver todo esse trabalho colocado como forma de pagamento para UTIs e leitos hospitalares, cujas diárias chegam a custar R$ 3.000,00. Quanto tempo uma pessoa pode sobreviver sem esperança de ter sua vida de volta, por quanto tempo os médicos podem deixar as pessoas vivendo sem ter vida. Uma pessoa internada em um hospital particular de alto nível pode deixar perto de UM MILHÃO de reais em um ano de internação. E não importa se isso é pouco ou muito para a família.
Será que essa pessoa que ali não pode expressar sua opinião, seu desejo, não preferiria ver esse dinheiro empregado em projetos sociais, ajudando crianças carentes, famílias necessitadas, investindo em outras vidas, já que a sua não vai mais ter de volta?
Eu particularmente jamais quero vir a ser um peso para a minha família, para os meus amigos. Não suportaria ver lágrimas caindo do rosto das pessoas que amo por minha causa, não suportaria viver sabendo que, a cada dia que amanhece, pessoas vão se perguntar se algum milagre aconteceu para que repentinamente eu voltasse a uma vida que já não me pertence mais.
A cada dia que empurramos para frente o sofrimento de alguém, sofremos juntos e se puder evitar isso, certamente farei.
Concordo que ninguém tem o direito de tirar a vida do próximo, mas ninguém tem maior direito de decidir pela nossa vida, ou pelo fim dela, do que nós mesmos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Aborto
Uma polêmica que envolve o mundo.
Políticos, sociedade e igreja se digladiam para tentar fazer valer a sua opinião.
De olho nos votos, candidatos escolhem a sua posição de acordo com o pensamento da maioria dos militantes.
A sociedade se divide entre aqueles que rejeitam a possibilidade do aborto em nome da moralidade e entre aqueles que o apoiam em nome da liberdade.
A igreja repugna a ideia para tentar se manter coerente às suas antigas ideias, afinal, ser favorável ao aborto seria se favorável ao sexo por prazer e não apenas como forma de procriação.
Mas será que esse é realmente o único aspecto a se pensar, aliás, será que não está faltando um pouco de pensamento?
Quero esclarecer que não sou contra o aborto e nem contra o direito sagrado que todo indivíduo tem sobre seu corpo, suas escolhas e suas atitudes. Morasse eu na Suécia, Noruega, ou qualquer outro país cujos números de educação da população são acima de 95%, sem a tal educação continuada do Brasil, e esse artigo nem precisaria ser escrito.
Deixemos o mundo de lado e vamos nos concentrar apenas no Brasil.
O Brasil tem hoje pouco mais de duzentos milhões de habitantes, dos quais, mais de cinquenta milhões já acessaram a Internet ao menos uma vez. Ou seja, pelo menos 25% da população, têm acesso a este tipo de informação. Sabemos também que há mais de dez anos o número de leitores de mídia impressa vem diminuindo no país. Hoje se estima que existam apenas oito milhões de leitores diários, ou seja, menos de 10% da população se interessa por este outro meio fundamental de comunicação.
Em contrapartida, pesquisas do IBGE identificaram que em aproximadamente 90% das residências do país possuem aparelho de televisão.
E, por fim, pesquisas do IBOPE mostram que uma novela da maior rede de televisão do país chega a ter mais de quarenta milhões de espectadores em um único capítulo, superando em muito os já pobres noticiários televisivos.
Então, qual o tipo de informação que a grande maioria do povo tem? Quais os exemplos serão seguidos?
Vocês privilegiados pela oportunidade de possuir informação e conhecimento, devem estar achando que errei ao dizer que este artigo pretende firmar uma discussão sobre o aborto. Mas não errei.
De acordo com o meu ponto de vista, o aborto deveria ser tratado de uma forma completamente afastada da moralidade que o cerca.
Vamos pensar. Conforme descrito o em outro artigo publicado neste blog, um número absurdo de crianças entre 14 e 16 anos deu a luz nos últimos anos, passando de crianças que deveriam se preocupar com a escola, com a educação, com a sua formação, à mães.
Somos praticamente obrigados ver o governo criar programas de prevenção nas escolas estaduais e municipais, distribuindo gratuitamente preservativos para essas mesmas crianças, ou seja, aceitando que a possibilidade desse quadro aterrorizador mudar é muito pequena.
Agora o fato alarmante. O número de pessoas infectadas com o HIV cresce a cada dia no Brasil e em muitos Estados o número de mulheres infectadas já é maior do que o de homens.
Continuemos pensando. Vamos liberar o aborto. Os hospitais poderão realizar o aborto legalmente, médicos não terão seu CRM caçado. O SUS vai ter um efetivo suficiente para atender a demanda.
Ótimo, teremos menos crianças indesejadas pelos pais, menos adolescentes correndo o risco de perder a vida ao tentar fazer o aborto em “ açougues “ clandestinos, menos crianças no farol pedindo dinheiro.
Ótimo?
Só que temos um pequeno problema envolvendo a questão da falta de informação.
Gravidez não é doença. AIDS sim, HERPES sim, GONORREIA sim, entre tantas outras doenças venéreas.
E se mesmo com o aborto proibido, tantas e tantas pessoas não usam preservativo nas suas relações casuais, paremos para pensar no caos que se formará com o aborto liberado.
Até mesmo o advento da pílula do dia seguinte a meu ver é perigoso para a saúde dos nossos jovens, afinal, funciona como uma válvula de escape para o não uso do preservativo. A jovem que a toma, assim como as que tomam contraceptivos diariamente, se veem aliviadas, sem o medo de conter em seu ventre um fruto indesejado. Mas será que param para pensar que outros frutos ainda mais indesejados podem estar naquele momento destruindo seu corpo e começando a tirar sua vida?
Sei que alguns virão com aquela velha história do impulso e novamente vou ter que dizer, aquele que não consegue controlar seus impulsos, não consegue colocar a razão em escala prioritária sobre a emoção, perde o sentido em ter recebido o dom do pensamento. Poderia ter nascido sem. Seria bem melhor.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Ciúme
Hoje vou postar algo que pode se tornar polêmico, se meu ponto de vista for muito diferente do ponto de vista dos leitores.
A primeira frase é parecida com uma já escrita em postagens anteriores. “Toda ação gera uma reação, toda consequência tem a sua causa”. As coisas são assim. E sempre serão.
Nessas duas pequenas, simples, mas extremamente reais afirmações, nós encontramos explicações para muitos sentimentos e muitas atitudes na nossa vida. Como explicar um sentimento que por vezes brota em algumas pessoas, deixando-as possessivas, por vezes intransigentes e faz com que se perca algo, ou alguém, que tanto lutou para conquistar, por entender que estava protegendo?
Como definir o ciúme? Assim como tudo, cada pessoa tem seu ponto de vista. De acordo com o meu, o ciúme se constrói por dois motivos, ambos relacionados às simples afirmações escritas no início deste artigo.
Ação, reação, causa e consequência e por tabela, medo e insegurança. Pessoas sentem ciúmes de tudo, pessoas, animais e até mesmo a objetos, contudo, vamos nos ater aos casos de relacionamentos, pessoas.
O primeiro motivo e o mais comum a meu ver, é aquele em que toda consequência tem a sua causa, ou seja, a pessoa é ciumenta por saber que é possível ser traída, pois já traiu alguém.
Normalmente, o egoísmo e o egocentrismo das pessoas, faz com que elas não queiram experimentar do mal que causaram. Por trair e por sentir um certo menosprezo e uma certa superioridade sobre o quem foi o alvo da traição, se sente acuado em saber que outra pessoa possa sentir o mesmo, deixando-o por baixo, como vítima ao invés de vilão. Como na vida, os mais desconfiados são os mais propícios a tentar passar os outros para trás, os ciumentos são os mais propensos a terem traído e a continuarem traindo.
O segundo motivo, se baseia mais na reação causada por uma ação. Uma pessoa que terminou um relacionamento por descobrir que seu par estava sendo infiel, tem uma forte tendência a sentir ciúmes nas próximas relações e com isso, uma certa dificuldade de ter relações duradouras.
Vai por um longo tempo, comparar o par atual com o anterior, tentar procurar alguém que tenha atitudes opostas, mas mesmo assim, vai sempre nutrir um sentimento de posse que tende a levar o relacionamento ao fim.
Existe um terceiro caso, que acontece em menor escala, mas que junta os dois primeiros. A pessoa que terminou um relacionamento por descobrir uma traição, no novo relacionamento começa a trair, para não se sentir “idiota“ caso estiver sendo traída de novo.
O importante é deixar um ponto claro. Muitas pessoas se julgam incapazes de conter seus impulsos, usando esta afirmação como defesa para seus atos errôneos. Da mesma forma, alguns, alegam o ciúme ser inevitável. Na verdade, o ciúme em nada contribui para o bom andamento de um relacionamento, sim ao contrário. Ninguém gosta de ser pressionado injustamente, ninguém gosta de ter seus passos vigiados com desconfiança. Se seu par não tem motivos para te trair, o seu ciúme é o primeiro, afinal, já que você tanto acusa sem motivo, que tenha um motivo ao menos.
E principalmente, o gostar é fundamental, se seu par já não sente por você o que sentia no início da relação, não vai ser o seu ciúme que vai mudar isso. Nenhuma relação em nossa vida, como um todo, caminha com a ausência de confiança. Enquanto não há motivos para desconfiança, tudo anda bem, quando a confiança acaba, não existe cola que a una de novo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Exemplos
O futuro não está tão longe, na verdade o futuro é amanhã, e é isso que muitas pessoas não conseguem enxergar.
Para algumas o futuro não existe.
Estes sujeitos têm apenas olhos para o presente, para o momento atual, esquecendo que para toda ação há uma reação, que para toda atitude há uma consequência.
E muitas das consequências quase nunca são imediatas, elas ficam guardadas no futuro.
De acordo com o meu ponto de vista, a vida é quase matemática. Assim como 1+1=2, atitudes repetidas normalmente tem o mesmo final. A diferença são os personagens e a intensidade das atitudes. Procuro sempre observar o dia de hoje e entender o que acontece com algumas pessoas que no passado tomaram atitudes que acharam legais, sem se preocupar com o resultado que teriam.
Percebo que essas pessoas que se achavam felizes e satisfeitas, hoje se sentam na sarjeta da amargura e da solidão, com o peso da culpa e do remorso subjugando suas vértebras.
Porém, essas pessoas munidas com a raiva que a autodestruição trouxe, inundam mentes ainda em formação com informações irreais e ilusórias para que possam tentar amainar seus erros, vendo outras pessoas irem para o mesmo caminho. Pronto, está formado o pandemônio social.
Ainda bem, que o tempo se encarrega da vingança contra aqueles que procuram seguir o caminho dos erros, fazendo com que fique claro para todos que de nada adianta ostentar alguns poucos anos de uma felicidade mentirosa, para viver eternamente o sofrimento do futuro.
Gostaria de pedir a todos que leem este artigo, para que, sempre, antes de tomar decisões que possam ser prejudiciais a si mesmos e a outros, procurem exemplos.
Não em pessoas da mesma idade, amigos ou colegas de trabalho, nem naqueles que sempre procuraram rumar suas vidas pela tranquilidade, mas sim naqueles que já viveram um pouco mais e no passado, por vezes nem tão distante assim, cometeram os mesmos erros que muitos teimam em cometer. Sintam como o arrependimento é inútil e avassalador. Veja o tanto de vida que foi desperdiçado com momentos passageiros que se apagam com a mesma facilidade que acontecem. Conversem, perguntem, pesquisem.
Não se iludam achando que vossos finais serão diferentes. Que são melhores atores, ou que fazem conta melhor. Depois o que vão escutar será sempre a mesma frase “ Já vi este filme antes”.
E nunca se esqueçam de que serão exemplos para aqueles que vêm logo atrás de vocês. Não façam consigo mesmos, aquilo que não gostaria que seus irmãos fizessem. Não faça aos outros nada que não gostaria que fizessem aos seus irmãos.
A partir de então, pense um pouco antes de agir, use o cérebro e tome sua decisão.
Para aqueles que usam como desculpa o fato do impulso ser mais forte do que a razão vai uma má notícia, a impulsividade não traz benefícios, mas pode trazer muitos problemas.
Pensar não faz mal, não machuca e nunca atrapalha. Toda atitude tomada depois de pensada, leva a um caminho previsto. Se você pensar e decidir tomar a atitude errada, pode esperar. O tempo uma hora ou outra vai te achar.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Admirável Mundo Novo. Admirável ?
Quando Aldux Huxley escreveu Admirável Mundo Novo, em 1931, certamente não imaginava que sua obra de ficção cientifica criada para fazer críticas às então, ameaças de guerra, se tornaria tão real no século XXI.
A sociedade divida em castas, cada qual já sabendo o que vai ser e como vai viver desde o nascimento e tendo que se conformar com a situação, aceitando que o seu papel na sociedade é exatamente aquele pré-determinado.
Se não concordar, viverá à margem da sociedade, como um selvagem. Todos pertencem a todos. Os sentimentos são renegados e engolidos em nome da liberdade. Não existe amor, não existe paixão, o sexo é apenas mais uma diversão.
Em caso de problemas, um grama de Soma, que nos dias atuais pode ser substituído por um cigarrinho de maconha, ou uma porção de cocaína, ou até mesmo heroína, uma bolinha de crack no meio da festa. Admirável Mundo Novo!
Assim como no livro o simplesmente "Selvagem" surge na Londres civilizada do futuro, me vejo hoje vivendo neste presente, como um estranho que acredita nos sentimentos e nos valores, que acima de tudo, acredita na verdade.
Alguns diálogos do livro, são perfeitamente aplicáveis a sociedade de hoje, como por exemplo a conversa entre Lenina e Fanny no vestiário feminino depois de um dia de expediente. "...Vais sair, não? Lenina acenou afirmativamente com a cabeça. - Com quem? - Henry Foster. - Ainda? - O rosto de Fanny, arredondado e bondoso, tomou uma expressão de admiração penosa e desaprovadora. Queres de fato dizer que vais sair ainda com Henry Foster? - Mas, afinal - protestou Lenina não há ainda quatro meses que ando com Henry. - Não há ainda quatro meses! Está boa! E, além disso - continuou Fanny, apontando para ela um dedo acusador - não houve mais ninguém, além de Henry, durante esse tempo todo, não é verdade? Lenina fez-se vermelha, mas os seus olhos, o tom da sua voz, continuaram desafiadores. - Não, não houve mais ninguém - respondeu, quase com cólera. - E não vejo por que razão devia ter havido. - Ah! Ela não vê então porque não devia ter havido - repetiu Fanny, como se se dirigisse a um invisível auditório atrás do ombro esquerdo de Lenina. Depois, mudando subitamente de tom: - Mas, a sério - disse - acho, francamente, que devias tomar atenção. É uma horrível conduta essa, com um só homem." Essa situação se reflete hoje, por exemplo, na conversa de duas meninas no colégio, sobre o "ficar" com o maior número de meninos possíveis. É como o diálogo de duas adultas na saída do serviço, aonde uma instiga a outra a trair o marido. " Que absurdo, você é casada, mas está viva, aproveite que não vai te tirar um pedaço " Outro diálogo do livro que é muito atual. "- Lenina Crowne - disse Henry Foster, repetindo como um eco a pergunta feita pelo predestinador adjunto, enquanto fechava o fecho éclair das suas calças. - Oh! É uma magnífica moça. Maravilhosamente pneumática. Admiro-me como você ainda não se deitou com ela. - De fato, não sei como isso foi - disse o predestinador adjunto. - Fá-lo-ei certamente... na primeira ocasião. " Vejo dois rapazes na " balada " copiando o mesmo diálogo, como se estivessem comentando a qualidade de uma picanha na churrascaria.
Da mesma forma, que os pais e mães sucumbem na sociedade do futuro, estão se acabando no presente. Filhos sem pais são gerados aos milhões, muitos deles abortados antes de nascerem e outros, como não são bem vindos, são maltratados e crescem rebeldes tendo um comportamento agressivo e desejoso de vingança, contribuindo ainda mais para o desaparecimento da sociedade civilizada. Depois, com o sentimento de culpa recaindo nos ombros, quando os olhos fechados pelo desejo se abrem, a única fuga é a droga, como o soma que Huxley descreverá muito antes do surgimento da cocaína. Só, que a realidade é cruel e por mais que a droga o afaste da realidade, ela está lá, não muda não parte, não se transforma. E se não é possível conviver com a realidade, usa-se cada vez mais as drogas, provavelmente até a morte, como no caso de Linda, uma "civilizada" que se perdeu no mundo selvagem descrito no livro. O que mais me choca, é que existem sempre, apenas dois caminhos para se seguir nesta vida. E ambos têm placas grandes e distintas que indicam quais são aqueles caminhos. Uma placa diz : Caminho Certo a outra diz Caminho Errado e tem tanta gente que escolhe este por vontade própria. Vai entender esse admirável mundo novo.
Leia o livro on line - http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca/mundonovo.html
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Continuação - Será que você retribui o Amor que Recebeu ?
Esta semana vou continuar o que escrevi na semana passada, sobre a retribuição do amor aos pais com a vida que as pessoas escolheram levar.
O foco hoje é mostrar que apesar da fase mais complicada e mais propensa a erros ser a juventude, adultos também erram e erram muito, deixando rastro de sofrimento em seus pais.
O Egoísmo que é plantado na juventude pode também ser colhido apenas na vida adulta, o que por vezes é ainda mais avassalador.
Para isto, basta apenas que o jovem transgressor dos valores consiga manter sua “vida dupla” por mais tempo.
A pessoa acaba tendo, portanto, duas vidas, uma com a família, onde pode parecer responsável, trabalhadora, honesta e outra, fora de casa, amparada por más companhias, seja no serviço, na faculdade ou até mesmo na vizinhança. Companhia de pessoas que, entre outras coisas, por terem destruído a própria vida, se sentem bem ao ver outras destruírem a vida também.
Só que, pior do que na adolescência, quando a verdade aparece é ainda mais cruel e destrutiva, pois a quantidade de pequenos delitos, desavenças e desvios morais já superaram em muito o ponto do aceitável e retratável.
E ainda pode gerar graves danos em duas famílias, uma vez que essas pessoas podem, além da família natural, ter constituído outra, em casamentos ou simples união de corpos.
Pessoas assim, se aproveitam dos olhos fechados que as cercam em nome da confiança, para trair, para mentir, para machucar aos próximos e até a si mesmas, mas sempre achando que estão se divertindo, cuidando da própria vida.
Sem coragem de assumir seu comportamento de virtudes aniquiladas, tentam com a outra face montar uma família, tentam usar o amor para permanecerem inseridas na sociedade.
Então, as mesmas cenas se repetem. Mães transtornadas por nunca terem desconfiado que criaram filhos capazes de trair seus pares, filhos capazes de matar por um grama de droga, filhos capazes de fazer abortos para esconder o erro cometido.
Como vocês podem perceber, existem muitas pessoas que tem a sua vida destruída pela atitude dos adultos irresponsáveis.
Duas famílias, que até então poderiam ser consideradas felizes, se veem em um mar de destruição e desagregação. Pais trocando acusações entre si, julgando ser do parceiro a culpa pelas atitudes erradas, irmãos confusos, sem saber quais atitudes devem tomar, afinal se veem com dois exemplos opostos a sua frente. Seguir os caminhos do ensinamento dado pelos pais ou seguir o caminho do irmão desagregador.
Esposas ou esposos jogados ao espaço perdem a noção do que fazer, simplesmente não acreditam que todo tempo compartilhado ao lado da pessoa que amavam não passou de ilusão.
E o amor, essa é a palavra, o amor deixa cicatrizes que marcam e machucam, corroem o coração de quem foi traído ou pego de surpresa por uma atitude jamais esperada do parceiro, ou do filho.
E, como na semana passada, posso dizer que aqueles que traem, mentem, cometem delitos e transgressões em nome do badalado jargão " aproveite que a vida é curta " são egoístas demais para esquecerem que outros podem sofrer o resto da vida e para quem sofre todos os dias por causa das atitudes alheias, a vida definitivamente não é muito curta.
sábado, 9 de abril de 2011
Será que você retribui o amor que recebeu ?
Sempre vejo em vidros traseiros de carros, redes sociais e escuto a frase: “ Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua “.
Acredito e concordo plenamente com ela, mas com uma pequena ressalva, antes de cuidar da própria vida, você precisa ser dono dela e isso significa ser independente, ou seja, pagar suas contas, arcar com suas responsabilidades e se não tiver condição de morar sozinho, que seja um dos alicerces da casa.
Tendo isso, cada um faz o que bem quer da própria vida, mas nunca cuidar da vida de outra pessoa que não pediu sua opinião e nem sua ajuda.
E qual é a relação entre isso e o título do artigo?
É que justamente aqueles que não tem a sua independência em nada, dependem de teto, comida e tudo mais dos pais ou parentes que o abrigam, tendem a ser aqueles que mais querem fazer o que tem vontade, sem se preocupar com nada e nem ninguém, o que me sugere um sentimento sem a menor nobreza, típico dos humanos, o egoísmo.
Não falo do simples egoísmo, do garotinho que esconde o doce do amiguinho para não ter que dividi-lo na hora do recreio, mas sim do egoísmo em sua forma bruta, aquele capaz de ser até mesmo, em casos extremos, mortal.
Os pais festejavam, choravam de alegria, faziam planos, economizavam para poder comprar enxoval, pensavam em nomes, imaginavam o futuro do rebento que chegaria.
A mãe, durante nove meses carregava a vida em seu ventre, o pai, quando presente, beijava e acariciava aquela linda barriga redonda que continha um fruto, que foi semeado por vezes com muito amor e carinho e que regado com atenção e cuidado, teria tudo para brotar saudável, forte e pronto para retribuir na colheita, tudo aquilo que foi plantado.
Então, nasce o pimpolho, mais festa, mais alegria, reunião de familiares e amigos, porém, acima de tudo, mais carinho, mais atenção, mais preocupação e mais tempo de dedicação.
Quantas noites não se foram amamentando, acalentando, correndo atrás de médicos, tudo para que aquele fruto continuasse crescendo com força.
Com o passar dos anos, às vezes sem razão, nem porque, ao chegar à pré-adolescência, aquele belo rebento, mal saído das fraldas, já se acha em condição de tomar atitudes por si mesmo, sem sequer por um instante lembrar o motivo, a razão e principalmente como foi possível, ele estar vivo.
Começa a fazer, na maioria das vezes escondido, tudo aquilo que aqueles que deram tanto amor e carinho e, portanto, jamais querem seu mal, diziam para não fazer. Até que um dia, a mentira, como sempre, perde a sustentação e a verdade avassaladora chega aos ouvidos daqueles que jamais esperavam tremendo vendaval.
Começa a fazer, na maioria das vezes escondido, tudo aquilo que aqueles que deram tanto amor e carinho e, portanto, jamais querem seu mal, diziam para não fazer. Até que um dia, a mentira, como sempre, perde a sustentação e a verdade avassaladora chega aos ouvidos daqueles que jamais esperavam tremendo vendaval.
Em retribuição ao amor e ao afeto plantados, esses filhos devolvem a dor e o desespero aos pais.
Ao serem questionados sobre os motivos que os levaram a tomar essas atitudes, simplesmente dizem que a vida é deles e que ninguém tem nada com isso, que a vida é curta e que tem que aproveitar o máximo possível.
Ao serem questionados sobre os motivos que os levaram a tomar essas atitudes, simplesmente dizem que a vida é deles e que ninguém tem nada com isso, que a vida é curta e que tem que aproveitar o máximo possível.
Então comecei a pensar um pouco mais criticamente sobre a frase acima, pois ao mesmo tempo em que essas pessoas não querem que ninguém “ cuide “ de suas vidas, certamente não devem se preocupar com a vida de mais ninguém
Existe egoísmo maior do que esse, fazer o que sabe ser errado para aproveitar dois ou três meses de vida, julgando a vida ser curta e deixar para aqueles que sempre fizeram o melhor por eles a eternidade do sofrimento ?
Quem diz que a vida é curta, normalmente ainda não viveu sequer um terço da expectativa de vida dos brasileiros e, portanto, ainda não sabem o que é viver mais de 40 anos sofrendo pelo egoísmo de outras pessoas.
Quem diz que a vida é curta, normalmente ainda não viveu sequer um terço da expectativa de vida dos brasileiros e, portanto, ainda não sabem o que é viver mais de 40 anos sofrendo pelo egoísmo de outras pessoas.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Somos Felizes ?
Quando criei esse blog, não sabia se o que escreveria aqui seria lido por outras pessoas ou não. Então na hora de criar a descrição que era pedida escrevi: " Um pouco de mim, para mim mesmo". Porque eu sabia que escreveria as minhas opiniões e meus pontos de vista sobre determinados assuntos. E sabia que acharia interessante no futuro ver como eu pensava e como esse pensamento foi mudando com o amadurecimento e com o passar do tempo, mas principalmente, como o que eu tinha dentro de mim foi aos poucos sendo substituído, alguns momentos de angústia foram trocados pela paz, algum resquício de raiva, pela tranquilidade, a lembrança dos maus momentos pela lembrança de tudo que foi bom e assim o peso se tornou leveza e assim eu vou seguindo.
O primeiro texto que escrevi é este abaixo, mas fiz algumas mudanças quase 10 anos depois...
O primeiro texto que escrevi é este abaixo, mas fiz algumas mudanças quase 10 anos depois...
Somos Felizes ?
O que é essa tal felicidade e onde nós podemos encontrá-la?
Essa é a pergunta mais importante das nossas vidas e a que tem a resposta mais difícil.
A felicidade por vezes está escondida atrás de coisas simples, mas também pode estar entalhada no cume de uma montanha. Ela pode se materializar na sua frente, mas sumir em um piscar de olhos. Se disfarça de menina ou menino, mas depois desaparece deixando só os corpos, deixando só as pessoas.
Ela não tem forma, não tem cor, não tem tamanho, apesar de por vezes a sentirmos enorme em nosso coração.
Mas será que podemos dizer que somos felizes?
Acredito que não, pois podemos estar felizes, mas não ficamos imunes às tristezas ou percalços da vida. Precisamos diariamente buscar a felicidade, mas temos que aceitar os desgostos que por vezes ela traz.
É possível encontrar a felicidade em um churrasco animado com a galera, regado a álcool, talvez cigarro, ou até alguma coisa mais forte. Essa combinação pode te dar a coragem para falar com aquela pessoa bonita que te encanta e essa mesma combinação pode fazer com que ela te diga sim. Ah, a felicidade completa! Uma cerveja gelada, um "baseado" e uma noite quente com quem queria!
Contudo, no dia seguinte é possível que a felicidade se transforme em uma ressaca sem tamanho, uma dor de cabeça infernal e uma frase que vai acabar com o seu dia " Nossa, o que você está fazendo aqui, o que a gente fez, eu não lembro de nada..."
Se na próxima semana você repetir tudo de novo, é sinal de que o álcool, a droga e uma noite de sexo casual são suficientes para te fazer mais feliz do que as consequências do dia seguinte. Agora, se você pensa no dia seguinte, é porque entende que talvez aqueles momentos que serão apagados da sua lembrança pelo efeito do que você consome, não sejam tão felizes assim, Neste caso existem duas possibilidades: Deixar a vida levar e continuar do mesmo jeito, mesmo sabendo que amanhã pode surgir um arrependimento, ou então começar a procurar a felicidade em outro lugar.
Não é aceitável que alguém seja socialmente obrigado a fazer o que não deseja apenas para se inserir em algum grupo, por medo de ser excluído ou sofrer bullying. Todos precisam buscar a própria felicidade e os caminhos para chegar até ela são infinitos.
Será que voltar à realidade depois de um fim de semana de farra não traz mais arrependimentos do que trouxe de felicidade. Será que você pensa no dinheiro que gastou, no tanto que bebeu e até mesmo na vergonha que passou? Se sim, acho que você ainda não sabe como ser feliz.
Mas, se você sabe dar risada de si mesmo, entende seus atos e aceita lidar com as consequências, não briga e nem atrapalha a vida de ninguém, talvez para você estes sejam sim, momentos felizes.
Portanto, amigos, a felicidade não está apenas nos atos, ela se esconde no que acontece depois, nos sorrisos que você dá quando se lembra das coisas boas e não nas lágrimas de tristeza geradas pelo arrependimento.
Somos felizes? Não, mas nascemos para buscar a felicidade.
Essa é a pergunta mais importante das nossas vidas e a que tem a resposta mais difícil.
A felicidade por vezes está escondida atrás de coisas simples, mas também pode estar entalhada no cume de uma montanha. Ela pode se materializar na sua frente, mas sumir em um piscar de olhos. Se disfarça de menina ou menino, mas depois desaparece deixando só os corpos, deixando só as pessoas.
Ela não tem forma, não tem cor, não tem tamanho, apesar de por vezes a sentirmos enorme em nosso coração.
Mas será que podemos dizer que somos felizes?
Acredito que não, pois podemos estar felizes, mas não ficamos imunes às tristezas ou percalços da vida. Precisamos diariamente buscar a felicidade, mas temos que aceitar os desgostos que por vezes ela traz.
É possível encontrar a felicidade em um churrasco animado com a galera, regado a álcool, talvez cigarro, ou até alguma coisa mais forte. Essa combinação pode te dar a coragem para falar com aquela pessoa bonita que te encanta e essa mesma combinação pode fazer com que ela te diga sim. Ah, a felicidade completa! Uma cerveja gelada, um "baseado" e uma noite quente com quem queria!
Contudo, no dia seguinte é possível que a felicidade se transforme em uma ressaca sem tamanho, uma dor de cabeça infernal e uma frase que vai acabar com o seu dia " Nossa, o que você está fazendo aqui, o que a gente fez, eu não lembro de nada..."
Se na próxima semana você repetir tudo de novo, é sinal de que o álcool, a droga e uma noite de sexo casual são suficientes para te fazer mais feliz do que as consequências do dia seguinte. Agora, se você pensa no dia seguinte, é porque entende que talvez aqueles momentos que serão apagados da sua lembrança pelo efeito do que você consome, não sejam tão felizes assim, Neste caso existem duas possibilidades: Deixar a vida levar e continuar do mesmo jeito, mesmo sabendo que amanhã pode surgir um arrependimento, ou então começar a procurar a felicidade em outro lugar.
Não é aceitável que alguém seja socialmente obrigado a fazer o que não deseja apenas para se inserir em algum grupo, por medo de ser excluído ou sofrer bullying. Todos precisam buscar a própria felicidade e os caminhos para chegar até ela são infinitos.
Será que voltar à realidade depois de um fim de semana de farra não traz mais arrependimentos do que trouxe de felicidade. Será que você pensa no dinheiro que gastou, no tanto que bebeu e até mesmo na vergonha que passou? Se sim, acho que você ainda não sabe como ser feliz.
Mas, se você sabe dar risada de si mesmo, entende seus atos e aceita lidar com as consequências, não briga e nem atrapalha a vida de ninguém, talvez para você estes sejam sim, momentos felizes.
Portanto, amigos, a felicidade não está apenas nos atos, ela se esconde no que acontece depois, nos sorrisos que você dá quando se lembra das coisas boas e não nas lágrimas de tristeza geradas pelo arrependimento.
Somos felizes? Não, mas nascemos para buscar a felicidade.
Assinar:
Comentários (Atom)
Síndrome de Stendhal
A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...
-
Talvez você nunca tenha ouvido falar da Doença de Urbach-Wiethe, mas além de rara, é uma doença extremamente perigosa. Ela não mata por si ...
-
Eu acho época de eleição muito chata, ainda mais para um cara chato como eu... Mas o que mais me irrita são os militantes partidários e aq...
-
Em virtude da enorme criminalidade e da falta de segurança, muito se critica o desarmamento no nosso país. Combinando o armamento pesado dos...









