quarta-feira, 20 de abril de 2011
Aborto
Uma polêmica que envolve o mundo.
Políticos, sociedade e igreja se digladiam para tentar fazer valer a sua opinião.
De olho nos votos, candidatos escolhem a sua posição de acordo com o pensamento da maioria dos militantes.
A sociedade se divide entre aqueles que rejeitam a possibilidade do aborto em nome da moralidade e entre aqueles que o apoiam em nome da liberdade.
A igreja repugna a ideia para tentar se manter coerente às suas antigas ideias, afinal, ser favorável ao aborto seria se favorável ao sexo por prazer e não apenas como forma de procriação.
Mas será que esse é realmente o único aspecto a se pensar, aliás, será que não está faltando um pouco de pensamento?
Quero esclarecer que não sou contra o aborto e nem contra o direito sagrado que todo indivíduo tem sobre seu corpo, suas escolhas e suas atitudes. Morasse eu na Suécia, Noruega, ou qualquer outro país cujos números de educação da população são acima de 95%, sem a tal educação continuada do Brasil, e esse artigo nem precisaria ser escrito.
Deixemos o mundo de lado e vamos nos concentrar apenas no Brasil.
O Brasil tem hoje pouco mais de duzentos milhões de habitantes, dos quais, mais de cinquenta milhões já acessaram a Internet ao menos uma vez. Ou seja, pelo menos 25% da população, têm acesso a este tipo de informação. Sabemos também que há mais de dez anos o número de leitores de mídia impressa vem diminuindo no país. Hoje se estima que existam apenas oito milhões de leitores diários, ou seja, menos de 10% da população se interessa por este outro meio fundamental de comunicação.
Em contrapartida, pesquisas do IBGE identificaram que em aproximadamente 90% das residências do país possuem aparelho de televisão.
E, por fim, pesquisas do IBOPE mostram que uma novela da maior rede de televisão do país chega a ter mais de quarenta milhões de espectadores em um único capítulo, superando em muito os já pobres noticiários televisivos.
Então, qual o tipo de informação que a grande maioria do povo tem? Quais os exemplos serão seguidos?
Vocês privilegiados pela oportunidade de possuir informação e conhecimento, devem estar achando que errei ao dizer que este artigo pretende firmar uma discussão sobre o aborto. Mas não errei.
De acordo com o meu ponto de vista, o aborto deveria ser tratado de uma forma completamente afastada da moralidade que o cerca.
Vamos pensar. Conforme descrito o em outro artigo publicado neste blog, um número absurdo de crianças entre 14 e 16 anos deu a luz nos últimos anos, passando de crianças que deveriam se preocupar com a escola, com a educação, com a sua formação, à mães.
Somos praticamente obrigados ver o governo criar programas de prevenção nas escolas estaduais e municipais, distribuindo gratuitamente preservativos para essas mesmas crianças, ou seja, aceitando que a possibilidade desse quadro aterrorizador mudar é muito pequena.
Agora o fato alarmante. O número de pessoas infectadas com o HIV cresce a cada dia no Brasil e em muitos Estados o número de mulheres infectadas já é maior do que o de homens.
Continuemos pensando. Vamos liberar o aborto. Os hospitais poderão realizar o aborto legalmente, médicos não terão seu CRM caçado. O SUS vai ter um efetivo suficiente para atender a demanda.
Ótimo, teremos menos crianças indesejadas pelos pais, menos adolescentes correndo o risco de perder a vida ao tentar fazer o aborto em “ açougues “ clandestinos, menos crianças no farol pedindo dinheiro.
Ótimo?
Só que temos um pequeno problema envolvendo a questão da falta de informação.
Gravidez não é doença. AIDS sim, HERPES sim, GONORREIA sim, entre tantas outras doenças venéreas.
E se mesmo com o aborto proibido, tantas e tantas pessoas não usam preservativo nas suas relações casuais, paremos para pensar no caos que se formará com o aborto liberado.
Até mesmo o advento da pílula do dia seguinte a meu ver é perigoso para a saúde dos nossos jovens, afinal, funciona como uma válvula de escape para o não uso do preservativo. A jovem que a toma, assim como as que tomam contraceptivos diariamente, se veem aliviadas, sem o medo de conter em seu ventre um fruto indesejado. Mas será que param para pensar que outros frutos ainda mais indesejados podem estar naquele momento destruindo seu corpo e começando a tirar sua vida?
Sei que alguns virão com aquela velha história do impulso e novamente vou ter que dizer, aquele que não consegue controlar seus impulsos, não consegue colocar a razão em escala prioritária sobre a emoção, perde o sentido em ter recebido o dom do pensamento. Poderia ter nascido sem. Seria bem melhor.
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Elso, então quem deveria ter nascido sem o dom do pensamento, com um agenesia cerebral, seriam os políticos e mais alguns que debatem o assunto e que tem o poder de decisão.
ResponderExcluirabraços.
Verdade Elias... Esses também.
ResponderExcluirComo o Amigo dizia antigamente... Uma apoptose não faria mal...
Abraço!
Olá irmão!
ResponderExcluirCreio que somente a mulher que se encontra nesta situação (grávida) pode decidir o que é melhor no momento.
Grande abraço.