quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quanto Somos de Cada Um ?


Para que time você torce? Qual a sua religião? Qual a sua cor favorita? Que tipo de música você curte? Que esportes gosta de praticar ou assistir?
Nossa vida é feita de escolhas, muitas escolhas. Temos que optar por quase tudo. Os alimentos que gostamos, as bebidas que tomamos, a faculdade que vamos fazer e mais um milhão de coisas.

Mas o que será que nos leva a definir nossas escolhas? Como formamos o que chamamos de personalidade?

A maior parte das respostas está no meio em que vivemos, aliadas as transformações de personalidade que vão acontecendo com o amadurecimento e com a aquisição de conhecimento.

Um bebê que nasce em um ambiente em que todas as pessoas torcem pelo mesmo time, tem uma tendência forte de ser mais um torcedor do mesmo time. Já um que cresce em um ambiente em que os times são diferentes, tende a ter uma possibilidade maior de escolha.
Uma criança cuja família  não tem muitas pessoas que gostam de futebol, tem boa possibilidade de não gostar também.

Já a minoria das pessoas são aqueles que erroneamente podem ser chamados de "desgarrados", aqueles que são as "ovelhas negras", que formam uma personalidade forte e contestadora. Aqueles que são provocativos, antagônicos, que usando o exemplo do futebol, vai torcer exatamente para o maior rival do time da família.

Algumas vezes é realmente por vontade própria, por ter conseguido exercer seu poder de escolha, mas por outro lado, podem apenas basear suas escolhas nos mesmos moldes e padrões convencionais já citados, mas os inverte apenas para serem diferentes, para derramar sobre a família ou amigos uma frustração, ou seja, uma forma diferente de comunicar sua insatisfação com a realidade que vive. 

Muitos desses, internamente, ainda vão ter as mesmas opiniões que a tendência lógica o faria, mas externam algo diferente apenas para contrariar e contradizer.

Com o passar do tempo, algumas novas características se formam, se adquirem, ou se modificam, pelo convívio social, ou seja, com os amigos, os grupos que começa a frequentar e etc.

Sempre existe um líder, uma pessoa formadora de opinião com relação a determinados pontos de vista e quando uma pessoa com uma opinião ainda deformada, ou ausente sobre determinado assunto, se aproxima desses líderes, acaba se juntando ao pensamento do coletivo.

Em suma, somos uma grande junção de de várias pessoas que passaram e passam por nosso caminho, um aglomerado de ideias que se adquire em cada momento da nossa vida.

E, portanto, também seremos um pouco daqueles que ainda estão por vir e vão se espelhar em algumas de nossas atitudes para formar a sua personalidade.

Sejamos, então, bons exemplos, para que o futuro tenha uma consciência coletiva melhor do que temos no presente.

Photo by Andrew Seaman on Unsplash


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