sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sonhos e Pesadelos




Existem muitas definições, tanto para sonho, como para pesadelo. Mas será que os dois são coisas diferentes?

O sonho, para Freud, por exemplo, é a realização de um desejo inconsciente. Restos diurnos, coisas que o nosso Id põe para fora, porque o ego não permite que sejam colocadas enquanto estamos acordados, conscientes.

Outros dizem que são apenas reflexos percebidos de forma diferente de situações que aconteceram recentemente.

Mas quem nunca sonhou com um jogo de vídeo game depois de passar muito tempo do dia jogando, por exemplo.

O que podemos afirmar é que todo mundo sonha, o fato de não lembrarmos dos sonhos não significa que eles não aconteceram. Na verdade, o mais normal é que não sejam mesmo lembrados. Quando acordamos subitamente, com o despertador, ou no meio da noite, ou de um pesadelo, acabamos naquele momento tendo as imagens dos sonhos frescas em nossa mente, mas se pararmos para analisar, perceberemos que durante o dia, já não lembramos mais o que aconteceu.

Isso porque os sonhos são fragmentos de situações, imagens e outras tantas coisas que estão armazenados bem no fundo da memória, inacessíveis, na maioria das vezes, ao consciente. Eles são recordações desornadas passageiras. Mesmo que sonhemos muitas vezes com a mesma coisa.

Claro que existem exceções, mas a regra é essa.

Outro ponto discutido é a estranheza de determinados sonhos, onde nada parece ter sentido, você pode se sentir dentro de um castelo com corredores intermináveis, mesmo tendo entrado em uma casinha minúscula. Você pode falar com animais, voar, ver o céu virar mar, infinitas possibilidades, justamente porque nos sonhos, tudo é possível.

Uma teoria diz que nossos sonhos são todos desorganizados, sem espaço e nem tempo e que o nosso cérebro trata de tentar organizar as coisas para que fiquem um pouco mais lógicas. Ou seja, se acordamos sem susto, nem de forma repentina, é bem possível que o sonho pareça mais lógico do que quando acordamos abruptamente.

Outro ponto é que normalmente nossos sonhos são em primeira pessoa, ou seja, não vemos o nosso rosto, a não ser quando no próprio sonho nos olhamos no espelho. Sempre estamos participando, mas de forma ativa.

E os pesadelos, na verdade, são as mesmas coisas, mas que de certa forma nos assustam. Existem teorias que dizem que os pesadelos servem para nos ajudar. É um recado do cérebro para o corpo acordar. Pode ser porque a frequência cardíaca ficou baixa demais, pode ser por um sentido de perigo que se aproxima, enfim, é o momento em que o sonho já acabou e você precisa colocar o corpo para funcionar. Tanto que, normalmente, você nunca morre em seus pesadelos. Se você sonha com uma queda, sempre vai acordar antes de encontrar o fim do abismo, se tomar um tiro, vai acordar antes da bala perfurar o seu corpo em algum lugar que lhe tire a vida e assim por diante.

O importante é não confundirmos os sonhos com devaneios. Aquele em que ficamos, mesmo com os olhos fechados, acordados e imaginando situações. Como se quiséssemos tornar aqueles desejos em sonhos.

E, claro, o fundamental é saber que a realidade não é um sonho e que se ficarmos apenas esperando na vida real os nossos melhores sonhos acontecerem, corremos o risco de transformar a realidade em pesadelo.

Vamos, acordados, sempre em frente!

Ótima Semana!

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