Uma máscara pode ser um objeto, simples e até mesmo
divertido para usarmos em festas e datas especiais, mas pode ser também um artifício usado por bandidos para esconder o rosto ao cometer uma
atitude ilícita.
Pode ser uma fantasia para o carnaval, um baile, ou para se
infiltrar em um protesto e transformar uma reivindicação em crime.
Mas pior, e diferente de isso, é a mascará que não
se coloca, que não muda a feição do sujeito, não transforma o seu rosto, é aquela que
simplesmente existe em algumas pessoas, que faz parte de sua frágil personalidade.
A máscara da vergonha de ser o que é, que esconde
as verdadeiras intenções, a finge um sorriso quando sente desprezo, no lugar da falsidade simula caridade, age para destruir, dizendo que tudo o que faz é pela amizade.
A máscara que só descobrimos que existia, depois de muito
tempo, depois de passar por muitas experiências, normalmente negativas.
E porque algumas pessoas insistem em usar essas máscaras?
Normalmente se acham muito espertas, inteligentes, que
conseguem o que querem, são capazes de quase tudo. Mas as máscaras trazem
consigo um vazio inevitável, cheio de amargor e angústia, porque fica mais
difícil todo dia se despir de toda essa falsidade antes de dormir. Porque,
querendo ou não, a consciência em algum momento sempre pesa e eles vão perceber
o quanto são fracos, o quanto são medrosos e o quanto precisam viver sempre a
espreita, com medo da fatal e irreversível realidade, e que na vida real não conseguiriam esse suposto sucesso.
Se puderem aceitar um conselho desse psicólogo, sejam sempre autênticos, sejam reais,
sejam verdadeiros, conquistem para sempre e não apenas enquanto a máscara não
cai...
Mas se quiser usar uma máscara, espere a hora certa, o carnaval sempre chega...

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