terça-feira, 21 de abril de 2015

Empatia



Ser empático é diferente se ser simpático.
Enquanto simpatia significa um sentimento positivo em relação aos outros, empatia, em um resumo simplificado, significa se colocar no lugar do outro.
O estado de empatia consiste em perceber as referências internas do outro com seus significados e componentes emocionais, como se você fosse a outra pessoa.
Porém sem nunca perder o próprio Eu. Um exemplo de empatia pode ser sentir a dor do outro como ele  sente e procurar entender as suas causas. Posteriormente como ele a percebe, porém sem perder de vista que se trata da dor do outro e não de si mesmo. Essa separação é fundamental para que a empatia não se transforme em transferência.
Dentro da psicologia, a empatia é vista como figura principal na linha de tratamento formulada por Carl Rogers.
No seu livro “ A Pessoa como Centro”, ele diz que ser empático “significa penetrar no mundo perceptual do outro e sentir-se totalmente à vontade dentro dele.”
Em outras palavras, podemos dizer que para obter o sucesso no tratamento, o terapeuta precisa sentir, enxergar e dar significado as coisas da mesma forma que seu paciente.
Não é possível ter preconceito, e é necessário se despir dos próprios valores para assumir o papel do outro e assim poder entender o que o outro sente e ajudar a transformar esse sentimento, quando ele faz mal ao paciente.
Após a sessão, o terapeuta se despe do outro e volta a assumir o seu próprio “eu” para dar seguimento à vida, com seus valores, suas ideias e sentimentos.
Em um dia com cinco sessões e cinco personalidades diferentes para atender, o terapeuta precisa se encaixar em cada uma delas e voltar, livre de tudo o que sentiu, compartilhou e viu.
Talvez seja esta a prática mais difícil, e exatamente por isso eu a considere a mais interessante e desafiadora. É a linha que eu escolhi seguir e pela qual venho realizando o meu trabalho nesses 22 anos de formação.

Achou interessante? Que tal agendar uma consulta?

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